Campo Grande (MS),

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    28/11/2017

    Deputados alegam que sessão foi rápida por "falta de clima" no plenário

    Deputados realizaram a sessão na Assembleia em 20 minutos, para aprovar reforma (Foto: Assessoria/ALMS)
    Os deputados alegaram que a sessão de hoje (28), na Assembleia Legislativa, teve a duração de aproximadamente 20 anos, excluindo etapas, como pequeno e grande expediente, além da fase de discursos, porque segundo eles, "não tinha clima" para seguir os procedimentos normais. Os trabalhos começaram direto para votação da reforma da previdência.

    Lídio Lopes (PEN) afirmou que antes dos deputados entrarem no plenário, que estava lotado de manifestantes, tendo a proteção e cordão de isolamento feito pela Tropa de Choque, eles acordaram que a sessão seguiria direto para a votação, não tendo os demais tramites de um dia comum, onde apresentam indicações e projetos, além de fazer discursos na tribuna.

    "Todo mundo abriu mão das falas e dos demais procedimentos, porque não tinha clima algum para isto, tudo estava muito inflamado, por isso se decidiu votar logo a previdência, até para evitar novas confusões no local", explicou Lídio. Ele ainda mencionou que havia quórum suficiente para votação, já que estavam 21 dos 24 deputados.

    Já Amarildo Cruz (PT) ressaltou que estava desde às 7h30 no local, para discutir a questão com os colegas e manifestantes. Ele ponderou que o "rito da sessão" pode ser questionado na Justiça pelos servidores, já que sucumbiu várias etapas do processo, como o pequeno e grande expediente.

    A deputada Grazielle Machado (PR) reclamou nas redes sociais, que estava na Casa de Leis desde às 9h15, mas que não foi informada ou convocada para seguir ao plenário, por isso perdeu a votação, em sessão que durou apenas 20 minutos. "Toda a votação, regimentalmente, acontece 11h, aqui na Assembleia. Estranhamente, hoje foi 9h53".

    Discursos

    Durante o momento de votação, apenas quatro deputados pediram a palavra para discursar, ao anunciar o voto: Lídio Lopes (PEN), Pedro Kemp (PT), Amarildo Cruz e João Grandão (PT). Os quatro votaram contra a reforma da previdência, junto com Paulo Siufi (PMDB), Coronel David (PSC), Cabo Almi (PT).

    Foram a favor Eduardo Rocha (PMDB), Renato Câmara (PMDB), Márcio Fernandes (PMDB), Antonieta Amorim (PMDB), Beto Pereira (PSDB), Rinaldo Modesto (PSDB), Mara Caseiro (PSDB), Enelvo Feline (PSDB), Onevan de Matos (PSDB), Zé Teixeira (DEM),George Takimoto (PDT), Herculano Borges (SD) e Paulo Corrêa (PR).

    Além de Grazielle Machado (PR), Felipe Orro (PSDB) e Maurício Picarelli (PSDB) estavam ausentes na hora da votação. O projeto da reforma da previdência foi aprovado em segunda votação, e depois de passar por redação final, em função das emendas apresentadas, segue para sanção do governador Reinaldo Azambuja (PSDB).
    Tropa de Choque teve que fazer um cordão de isolamento, para conter manifestantes no plenário (Foto: Marcos Ermínio)

    Fonte: campograndenews
    por: Leonardo Rocha


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