Campo Grande (MS),

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    04/10/2017

    ARTIGO| Por que o sistema político não consegue se renovar?

    Por: Victória Ângelo Bacon*
    Apesar da grave crise estamos necessitando de uma renovação política que parte de uma crise de representatividade. Quem elegeu não se sente representado e a distância entre eleitor e eleito a cada vez mais aumenta, não respondendo ao anseio da população. Há um distanciamento profundo entre a sociedade civil e a classe política, exemplo é a quantidade enorme de jovens querendo participar da política, porém não encontram canais para a renovação. A crise do sistema político brasileiro foi escancarada pela Operação Lava Jato. O ciclo político iniciado com a redemocratização do país e a “Nova República” inaugurada pela Constituição de 1988 parece esgotado. 

    Em seu último programa partidário, exibido pela TV, o PSDB disse que o “presidencialismo de coalizão” degenerou em “presidencialismo de cooptação”. Assumiu sua culpa no cartório e abriu uma crise interna que está colocando em dúvida a própria permanência do partido. O PT, que polarizou a política nacional com o PSDB nos últimos 20 anos, também está em crise em decorrência dos escândalos de corrupção. Por causa da Lava Jato, não se sabe se o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, principal figura do PT desde sua criação na década de 1980, poderá ser candidato nas eleições de 2018.

    A necessidade de mudanças profundas na política brasileira parece evidente, mas os caminhos para fazê-las não são tão óbvios. Um projeto de reforma política em discussão no Congresso Nacional suscitou críticas generalizadas de que as mudanças pretendem apenas garantir a permanência das atuais lideranças partidárias no poder e impedir a renovação dos quadros políticos. O sistema de eleições para o Congresso Nacional e Assembleias Legislativas, vigente atualmente no país, é considerado o mais propício para promover renovações. Ao mesmo tempo, ele levou a uma hiperfragmentação do quadro partidário. O país tem hoje 35 partidos políticos registrados na Justiça Eleitoral, e 25 têm representantes na Câmara dos Deputados – uma das causas para o “presidencialismo de cooptação”.

    A eco­no­mia vem se sal­van­do, aqui abro um pa­rên­te­se aos em­pre­sá­rios, mi­cro, em­pre­en­de­do­res e pro­fis­si­o­nais li­be­ra­is que vem lu­tan­do dia a dia bra­va­men­te por so­bre­vi­vên­cia e acre­di­tam que o Bra­sil ain­da po­de dar cer­to, e o tal “jei­ti­nho” pos­sa ser ba­ni­do.

    A atu­al con­jun­tu­ra não é fa­vo­rá­vel aos po­lí­ti­cos, aos par­ti­dos, is­so fa­lan­do do pon­to de vis­ta éti­co-mo­ral, es­tes os mai­o­res res­pon­sá­veis pe­la atu­al si­tu­a­ção do pa­ís, cheio de frus­tra­ções e in­cer­te­zas na eco­no­mia.

    O acú­mu­lo de es­cân­da­los, a im­pu­ni­da­de cau­sa te­mor em to­da so­ci­e­da­de, res­pec­ti­va­men­te no cam­po eco­nô­mi­co e em in­ves­ti­do­res. É pre­ci­so mu­dan­ças rá­pi­das, é ne­ces­sá­rio con­sci­en­ti­za­ção mo­ral e éti­ca.

    Mais im­por­tan­te, é o res­ga­te da cre­di­bi­li­da­de, a re­no­va­ção po­lí­ti­ca e par­ti­dá­ria, a pu­ni­ção pa­ra cul­pa­dos e o res­sur­gi­men­to de uma no­va fa­se pa­ra a na­ção bra­si­lei­ra. O exem­plo co­me­ça den­tro de ca­sa.

    *Secretária Executiva e Jornalista - Porto Velho - Rondônia


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