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    sexta-feira, 6 de outubro de 2017

    AMPLA VISÃO| Incógnita, o voo político do Dr. Odilon


    CESARE BATTISTI O presidente Michel Temer (PMDB) ganhará pontos se extraditar o terrorista italiano que o ex-presidente Lula (PT) afagou com refúgio político no último dia de governo, contra o STF. Lula ignorou as provas dos 4 assassinatos e as dores das famílias das vítimas inocentes. O mundo civilizado condenou a decisão petista. Os petistas sairão as ruas protestando contra a prisão deste assassino? 

    PENSANDO BEM... A grana do ‘Fundo Partidário’ é pouca se comparada com os números da corrupção envolvendo os eleitos que negociam em causa própria. Mas os R$ 1,7 bilhão não é teto, é piso, com chances rais de ser majorado. Esse dinheirinho do ‘Fundão’ daria para comprar 20.269 ambulâncias, 33.160 viaturas policiais ou 34 mil casas populares. É o preço da democracia, convivendo com sérios problemas. 

    E AGORA? Vão encontrar uma saída honrosa para o caso do senador Aécio Neves? ( PSDB) Os ministros do STF estão se agredindo verbalmente de forma vergonhosa. Já o Senado percebeu que abriu a porta para a interferência do Supremo quando votou pela continuidade da prisão do ex-senador Delcídio do Amaral ( ex-PT). Deprimente o caso, mas ainda não é o fundo do poço. Vem mais coisa por aí. 

    NO SAGUÃO da Assembleia Legislativa não faltam opiniões sobre personagens e fatos políticos. ‘Condena-se ou absolve-se’. Em análise recente da equipe do Governo Estadual, o Secretário Carlos Alberto de Assis – da Administração – foi alvo de elogios diversos pela desenvoltura no cargo, levou nota 10. Competente, agradável nas relações com o contribuinte e funcionários - fatura politicamente. Aliás, por onde passou Assis deu conta do recado. 

    DECISIVO Para um ex-deputado estadual que passou pelo saguão na 4ª. feira, a postura do prefeito Marcos Trad (PSD) decidirá a sucessão em 2018. O argumento: “a evolução visível de sua gestão vem atingindo todas as regiões e classes sociais da capital e além de ter rejeição mínima nas pesquisas, tem os predicados de um bom cabo eleitoral”.

    MARQUINHOS Seu crescimento deu-se no rompimento com o ex-governador André Puccinelli (PMDB) e sua saída do partido . Sobreviveu ao propalado massacre político e chegou à prefeitura da capital em grupo independente. Marquinhos enfraqueceu ainda mais o ‘mito’ André que já dava sinais de fadiga em 2.012 na derrota de Edson Giroto (PR).

    FADIGA A vitória de Alcides Bernal (PP) mostrou que o eleitorado da capital não concordava com o continuísmo. Nos Estados Unidos Donald Trump representou os descontentes com o cenário e os personagens envolvidos no poder. Aqui vale lembrar Heráclito – (540 a C) com a observação “ Nada existe de permanente, a não ser a mudança”. 

    O ELEITOR brasileiro sai as ruas, mas reprova a falta de representatividade dos partidos tradicionais, a irresponsabilidade da classe política e os aumento dos gastos públicos com mordomias e muita corrupção. O pior: está empobrecendo ao patamar de 2010 e com previsões de recuperação somente após 2023. 

    ‘DATA VENIA’ Não tem como o eleitor deixar de questionar a relação de postura dos homens que hoje cercam o presidente Temer, os líderes do Senado e Câmara, com a elite da nossa classe política. Como separar em nosso imaginário por exemplo – as imagens do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB), do senador Romero Jucá (PMDB –RO), senador Jader Barbalho (PMDB-PA), ex-ministro Geddel Viera Lima (PMDB ) das lideranças do mesmo partido aqui no Estado. A defesa de Eduardo Cunha feita pelo deputado Carlos Marun (PMDB) também enseja esse raciocínio. 

    MANOBRAS Mesmo dentro do PMDB local são visíveis os sinais de preocupação com o rumo do partido. O discurso pela redemocratização esvaiu-se. Grande parte do eleitorado não tem conhecimento dos fatos da época, Os jovens vivem outra realidade. Eu sempre digo, o PMDB cobrou caro a fatura mamando no Governo. 

    PUCCINELLI Tenho sérias dúvidas sobre a propalada notícia de que ele teria obtido o ‘alvará’ da mulher e dos filhos para tentar voltar ao Governo. Acredito sim que existe a sua volta muita gente interessada na própria sobrevivência no poder. André seria o piloto do barco e sem ele o naufrágio inevitável. E até as eleições há um longo caminho com ‘pegadinhas’ inclusive. 

    AS OPINIÕES divergem, mas concordo com os sensatos que aconselham o ex-governador ao merecido descanso que o ciclo da vida impõe. Médico e de boa cultura humanística, sabe que é erro grave contrariar princípios que norteiam a vida. Sobre a dinâmica do tempo, recomendaria a releitura de conhecido texto do poeta Mario Quintana. 

    QUESTÃO delicada: aumento do preço das tarifas dos ônibus na capital em plena crise. Notei na Câmara o clima de questionamento com os vereadores cobrando a execução de obras prometidas pelo Consórcio Guaicurús em troca de benefícios fiscais. Os abrigos e as reformas dos terminais por exemplo, ainda deixam a desejar. Para o presidente da Câmara João Rocha ( PSDB) o descontentamento na Casa é justificável. 

    DR. ODILON Aposentado na Magistratura Federal nesta quinta feira, deverá aceitar o desafio da vida pública partidária. É tida como certa sua imediata filiação partidária para não incorrer em eventuais problemas com a legislação. Seus movimentos até aqui indicam a filiação ao PDT para disputar o Senado, embora apareça bem nas pesquisas ao Governo inclusive. 

    INTERROGAÇÃO Evidente que tudo pode mudar quanto se trata de depender da vontade popular. Num país em crise tudo é possível. Todos os dias o noticiário acaba influenciando a opinião pública e diretamente afeta esse ou aquele partido ou político. No caso do dr. Odilon é que se questionar: seu cacife eleitoral irá aumentar ou diminuir com a aposentadoria. 

    QUESTÕES Sem tradição na política ele construirá um entorno que lhe dê suporte necessário para competir em igualdade de condições? Sua representação pessoal, sua trajetória com repercussão e visibilidade nacional e internacional, até onde ajudarão em seu projeto? Terá o reconhecimento contínuo do eleitorado – um tanto quanto estranho e às vezes incoerente até?

    EM TESE o ex juiz Odilon representaria a grande novidade política desde a criação do Estado. De origem humilde, nordestino, sem tradição, pode ser o modelo sonhado pela população. É cedo para uma avaliação definitiva, mas sua determinação em participar do processo eleitoral é muito interessante e positiva sob todos os ângulos. Evidente, seu discurso poderá até cair no agrado e ele se transformar num fenômeno. Eleição – a gente só sabe como começa.

    AGORA posso falar. Lauredi Sandin – diretor do IPEMS – confessou-me de que o dr. Odilon aparece em primeiro lugar nas suas pesquisas, inclusive para governador. Mas na maioria das vezes só isso não basta é claro. Mas não se pode esquecer o desempenho de Alcides Bernal – contra tudo e contra todos – quebrando paradigmas inclusive. 

    REAÇÃO Os políticos tradicionais concorrentes tem procurado explorar pontos que possam minimizar o potencial do ex juiz. Faz parte do velho jogo. Questionam a inexperiência dele, seu futuro partido e até fazem previsões catastróficas para o decorrer da campanha. Mas é o povo que decidirá o que efetivamente quer. E quando ele decide, não tem jeito. É como o estouro da boiada. Sem volta!

    DEMOCRACIA: “É um erro estatístico, porque nela decide a maioria e ela é formada de imbecis”. (Jorge Luis Borges). “É apenas a substituição de alguns corruptos por muitos incompetentes”. ( George Shaw). “É a forma de governo em que o povo imagina estar no poder”. (Carlos D. de Andrade). “Quer simplesmente dizer o desencanto do povo, pelo povo, para o povo”. ( Oscar Wilde)

    A SAÍDA Governo Federal, Governo Estadual e a prefeitura da capital parecem ter combinado na busca da solução que minimize os danos motivados pela grave crise econômica. O noticiário repleto de informações sobre o ‘REFIS’ deve funcionar como uma espécie de injeção para quem precisa ou pretenda regularizar a situação fiscal. Qualquer dinheiro que entrar nos cofres será bem vindo. 
    O Brasil tem que parar de tratar esses bandidos com perfume francês”. (Dr. Odilon de Oliveira)


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