Campo Grande (MS),

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    quarta-feira, 25 de outubro de 2017

    AAPC| Associação de Apoio de Paciente com Câncer amigos do Chitão, divulga relatório dos trabalhos prestados

    ASSOCIAÇÃO DE APOIO DE PACIENTE COM CÂNCER AMIGOS DO CHITÃO - CNPJ Nº 21.456.992/0001-36
    Relatório

    Os desenvolvimentos de nossos trabalhos visam atender aos pacientes com câncer que realizam tratamento fora de Campo Grande, oferecendo o transporte, alimentação, hospedagem nas casas de apoio, informação e entretenimento durante o período de realização do tratamento rádio ou quimioterápico em Barretos/SP, acompanhados de seus cuidadores / familiares. 

    Atualmente, a Casa de Apoio atende em média 25 (vinte e cinco) pacientes por dia, sendo atualmente mais de 82 (oitenta e dois) pacientes passam regularmente pelo atendimento e acolhimento da Casa Apoio. Estima-se que mais de 600 (seiscentos) pacientes são acolhidos e atendidos pela Associação mensalmente, o que totaliza quase 9000 mil pessoas ao ano.

    O hospital de câncer de Barretos, é referência no tratamento e prevenção de câncer no Brasil, infelizmente Campo Grande e região não possui o suporte para atender de forma eficiente esses pacientes.

    As atividades desenvolvidas no ano de 2014 a 2017 foram reuniões periódicas com os voluntários. A AAPC realiza com os seus voluntários, reuniões periódicas com a finalidade de mantê-los informados, atualizados e comprometidos ainda mais com os trabalhos realizados pela Associação. Temas abordados nas reuniões: 

    No município de Campo Grande, é feito o agendamento dos pacientes no Hospital de Barretos/SP, para primeira consulta. A advocacia Martins Ramos, representada por sua advogada Camila Martins Ramos, OAB/MS 15942, presta serviços para a AAPC, sendo responsável pela área jurídica desde o mês de julho de 2015. 

    Para melhor atender os pacientes de Mato Grosso do Sul, na cidade de Barretos, a assistente social Roseli Lopes da Silva, C.R.E.S.S 46.805 - SP, recepciona e atende todos os pacientes, organizando as quatro casas de apoio localizadas em Barretos/SP, desenvolvendo atividades saudáveis, conforme orientação médica, cuidando-os da melhor forma possível.

    A AAPC realiza para prevenção a saúde do homem, prevenção do câncer de próstata, em média atende 150 a 200 pessoas. Em 2017, no mês de maio atendeu o município de Rio Negro 130 pessoas, no mês de junho em Bodoquena atenderam 100 pessoas e no mês de julho em Pontinha do Cocho atenderam 150 pessoas. Neste ano associação ainda atenderá os municípios de Nova Alvorada, Camapuã e Rio Verde de Mato Grosso.

    Sustentabilidade dos Projetos e Programas de Assistência Social, na permanente busca pela saúde do paciente oncológico e renal crônico, promove uma série de programas de atendimento psicossocial e mantém vários projetos de Assistência Social para seus pacientes. 

    Todos seguem uma visão holística do ser humano, na tentativa de minimizar o impacto da doença e da hospitalização. Sustentada pelos pilares do direito e da solidariedade, a AAPC oferece, diariamente, por meio do trabalho dos voluntários, apoio, carinho e esperança para os pacientes, proporcionando melhores condições de recuperação.

    A busca de recursos para a manutenção dos projetos e programas está diretamente ligada aos trabalhos desenvolvidos pela Captação de Recursos, pela Diretoria, pelos empregados e voluntários da AAPC, que contam com o apoio e a de colaboradores e da sociedade, doações em dinheiro, e promoção de eventos, entre outros, durante todo o ano. 

    Toda a renda arrecadada é revertida para o projetos e programas sociais, bem como para a compra de alimentos para as casas de apoio. O objetivo é prestar o melhor atendimento às necessidades do paciente em tratamento, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), no hospital de Barretos/SP que é referência no tratamento contra o câncer.

    Captação por meio de doações Bazar da AAPC recebe doações de roupas, calçados, acessórios, utensílios do lar, artigos de decoração, entre outros objetos que, ao serem vendidos, geram recursos para a continuidade e a sustentabilidade dos projetos sociais mantidos pela Associação.

    A renda é destinada para os projetos sociais e principalmente para as casas de apoio. Doações de materiais – Leite, suco, café, açúcar, entre outros itens necessários para o oferecimento de lanches e refeições, são recebidos pela AAPC, que distribui aos pacientes e seus acompanhantes lanches diários e gratuitos. 

    Anualmente são realizados diversos eventos com a finalidade de captar recursos para os projetos e programas sociais da AAPC. Diversas foram as parcerias com colaboradores, apoiadores, voluntários e sociedade sul-mato-grossense em geral. 

    Socializar informações sobre a importância da prevenção e detecção precoce do câncer, envolvendo poder público, voluntários, entidades afins, profissionais da saúde, instituições de ensino e população em geral. O Outubro Rosa tem com o foco principal a prevenção do câncer de mama, destacando a importância da mobilização social e conscientização da prevenção da doença. 

    O desafio, de acordo com os especialistas, é sensibilizar a população de que é possível evitar grande parte dos tumores com mudanças no estilo de vida e ainda alertar que, com detecção precoce e tratamento correto, mais de 90% dos cânceres têm cura. 

    Ações realizadas: 

    • Tentativas de parcerias com Governo do Estado e prefeituras municipais, bem como com secretarias estaduais e municipais de Saúde para a ampliação da oferta de exames. 

    • Palestras e orientações ministradas por profissionais da área de saúde, em vários órgãos públicos e empresas privadas. Perspectiva social reúne o conjunto de ações, programas e projetos que a AAPC mantém como objetivo de cumprir sua missão. 

    Todas as demais perspectivas devem contribuir para que a Perspectiva Social seja efetivamente realizada e atinja os resultados esperados. Para alcançar os objetivos de realizar ações de prevenção e educação, promover ações de assistência social integrada e manter a sua filantropia, a Instituição promove a sinergia entre todas as demais perspectivas. 

    Dessa forma, a AAPC mantém o sucesso do cumprimento de seu trabalho social, praticado há quase 10 anos. Quanto à rotina dos pacientes, é realizado transporte pela prefeitura ou TFD para deslocamento até as sessões de tratamento faz – se necessário o uso de uma ambulância (para os acamados ou com debilidade física) e um veículo para os demais, de acordo com os horários das sessões de tratamento e agendas. 

    Inclui –se ainda o combustível para deslocamentos dos veículos. As refeições são servidas diariamente nos seguintes horários: café da manhã das 6h30 às 8h, almoço das 11h30 às 13h30 horas, lanche ás 15h30 horas, jantar às 19horas e lanche leve sempre disponível (chás, biscoito e frutas).

    Todo paciente beneficiado e seu cuidador/ familiar deve assinar um termo de responsabilidade ao adentrar nas casas se responsabilizando pelo uso zeloso e econômico do espaço onde se hospeda. Tal norma visa otimizar os custos de manutenção, como água, luz, IPTU, aluguel, insumos de higiene,limpeza e gás. 

    É feito também cadastro semanal pela AAPC para controle de frequência, circulação e fluxo de pessoas nas casas de apoio. A AAPC realiza triagem, encaminhamento, coordenação, acompanhamento e cadastramento dos pacientes e voluntários. Todas as ações realizadas pelas casas de apoio que acontecem de janeiro a dezembro, sendo, portanto ações que ocorrem mensalmente, sem interrupção no ano. Infelizmente não foram todos eventos beneficentes que deram certo, porque certas vezes não temos o apoio da prefeitura dos municípios.

    A Casa de Apoio de Pacientes com Câncer “Amigos do Chitão” é uma entidade sem fins lucrativos que há mais de 10 (dez) anos atua no acolhimento de pacientes com câncer, em tratamento oncológico oriundos do Estado do Mato Grosso do Sul que buscam tratamento na Fundação Pio XII – Barretos-SP.

    Atualmente, a Casa de Apoio atende em média 25 (vinte e cinco) pacientes por dia, sendo atualmente mais de 82 (oitenta e dois) pacientes passam regularmente pelo atendimento e acolhimento da Casa Apoio. Estima-se que mais de 600 (seiscentos) pacientes já tenham sido acolhidos e atendidos pela Associação.

    Cada paciente é encaminhado a Barretos com ao menos 01 (um) acompanhante e a Casa de Apoio, dependendo da avaliação da Assistente Social contratada, disponibiliza a vaga para mais 01 (um) acompanhante na Casa de Apoio, como no caso de pacientes enfermos com limitação de movimento, dificuldades adicionais pela doença ou pelo tratamento. Em alguns casos, como de pacientes em estado terminal é atendida famílias numerosas (pais, filhos, tios, irmãs etc.,) que vem para se despedir em vida do paciente em estado terminal.

    A Casa de Apoio disponibiliza aos atendidos: café da manhã, almoço, café da tarde e jantar diariamente. Acolhemos hoje crianças e adolescentes, adultos de todas as idades e idosos, todos em tratamento oncológico do Hospital de Câncer de Barretos-SP.

    Das receitas e despesas:

    A Casa de Apoio vive de doações dos nascidos ou residentes no Estado do Mato Grosso do Sul. Mensalmente são realizados eventos (almoços, jantares, leilão de gado etc.,) para pagamento das despesas correntes da instituição.

    Dentre as despesas correntes a instituição arca com o pagamento de aluguel de 02 (dois) imóveis localizados nas imediações do Hospital do Câncer de Barretos-SP, além das despesas de água e luz, e duas funcionárias: 01 (uma) Assistente Social, Roseli Lopes da Silva, C.R.E.S.S 46.805, e 01 (uma) advogada Camila Martins Ramos, O.A.B 15942 /MS .

    Atualmente as doações de alimentos de necessidades básicas como arroz, feijão, café, açúcar, macarrão, óleo etc., somente são atendidos graças a voluntariedade de pessoas e instituições e do contato de redes com outras instituições. Ademais, esporadicamente conquistamos doações de roupas para bazar, alimentos complementares como batata, cebola, verduras e legumes em geral, biscoitos etc., 

    É feita semanalmente a compra de carne e produtos de limpeza com arrecadação entre os assistidos no valor semanal de R$10,00 além da coleta do gás cozinha e despesas ocasionais que não ultrapassam o valor quinzenal de R$10,00 por pessoa.. Também com a disponibilidade é paga a internet wi-fi pela colaboração dos atendimentos com coleta de R$10,00 mensais. 

    A responsável pela administração das receitas e despesas semanais e mensais, exceto água, luz e aluguéis da Casa em Barretos é a Assistente Social Roseli Lopes (CRESS 46805), cabendo-lhe a coleta dos recursos, a sua administração, a realização das compras semanais (carne e produtos para a semana). Ademais também é de sua responsabilidade os pedidos de doação, o contato com outras instituições, a elaboração e entrega de ofícios com pedidos de donativos, e a sensibilização dos pacientes e acompanhantes cujos familiares possam contribuir com a Casa de Apoio colocada em pauta nas reuniões.

    Cidades atendidas pela Associação (Casa de Apoio)

    Atualmente a Casa de Apoio acolhe pacientes com câncer de mais de 21 (vinte e uma) cidades do Estado do Mato Grosso do Sul, dentre elas: Campo Grande, Dourados, Bandeirantes, Caarapó, Navirai, Ponta Porá, Amambai, Santa Rita do Rio Pardo, Rio Brilhante, Angélica, Camapuã, Terrenos, Sidrolândia, Bataguassu, Maracaju, Corguinho, Inocência, Corumbá, Antonio João, Rio Verde, Anastácio, e aberta exceção para as cidades do Mato Grosso - MT, Nova Xanvantina, Barra do Garças e General Carneiro, cujos pacientes guardam relação de parentesco com familiares do estado do Mato Grosso do Sul, sendo esta autorização somente aprovada sob análise da Assistente Social responsável pela Casa de Apoio e AAPC.

    Atualmente, nenhum dos municípios acima mencionados presta qualquer contribuição para manutenção da Casa de Apoio “Amigos do Chitão”.

    Do trabalho da Assistente Social

    É de responsabilidade das Assistentes Sociais (mais 20 funcionárias contratadas pelo Hospital do Câncer em Barretos) o acolhimento das famílias que buscam tratamento no Hospital em Barretos-SP. Todo paciente que passa pelo Hospital de Câncer em Barretos pela primeira vez é atendido por todo o corpo clínico da instituição, e o ‘braço social’ é feito pelas Assistentes Sociais.

    O atendimento das necessidades sociais do paciente é feito pelas Assistentes Sociais, e começa pelo contato com as Secretarias de Saúde do país inteiro que encaminham exames de detecção do câncer, junto do pedido médico de atendimento pelo Hospital. Assim toda orientação para o correto recebimento a apreciação pelo Hospital do caso do paciente é feito pelo trabalho das Assistentes Sociais. Com a chegada do paciente o atendimento presencial é feito em sala reservada como o atendimento das necessidades como transporte, alimentação, medicação, alojamento etc.,

    A Casa de Apoio “Amigos do Chitão” além de contar com todo o corpo de Assistentes Sociais que atendem pelo Hospital do Câncer é a única que tem o trabalho de 01 (uma) Assistente Social contratada para trabalho na Associação. Este diferencial contribui para melhor acolhida do paciente, ajuda na orientação quanto aos direitos e deveres do paciente com câncer, facilita o encaminhamento para os setores e especialidades do Hospital, além de contribuir para o respeito com a Casa, e o auxílio de instituições e doadores que tornam-se mais e mais parceiros, sensibilizados pelo atendimento e boa acolhida.

    É da responsabilidade da Assistente Social a implantação de regras de convívio na Casa de Apoio, com a separação de alas, a definição de prioridades (separação entre alas masculina e feminina, crianças e adultos, separação entre pacientes em atendimento ambulatorial e pós-cirúrgico e acamados, entre outras determinações.

    É ainda da responsabilidade da Assistente Social a realização de reuniões periódicas para reforço das regras internas da casa, orientações gerais sobre o bom uso dos bens a disposição e aprimoramento do convívio orientando e refletindo sobre o papel importante do acompanhante que hoje contribui com as tarefas diárias da casa, sobretudo por não dispormos de condições financeiras para manter mais funcionários. 

    Além disso, é de responsabilidade da Assistente Social o contato com os familiares do paciente para diversas necessidades, além da troca de acompanhantes quando necessário, troca de caso com especialidade do Paciente, quando necessária a Intervenção junto com Equipe Multidisciplinar no Hospital de Câncer.

    Das necessidades da Casa de Apoio

    A Casa de Apoio almeja que o Estado o Mato Grosso do Sul e seus Municípios, que encaminham paciente para Casa de Apoio também possam contribuir para despesas da casa, hoje necessitamos, de colchões novos, cama novas, cadeira de rodas , fraldas, aumento das dependências, entre outras necessidades.

    A demanda pela Casa de Apoio “Amigos do Chitão” tem crescido vertiginosamente. Temos um controle interno da Casa onde é feito o cadastro do paciente, com nome, telefone e cidade, que ficam registrados entrada e saída do paciente acompanhante e os respectivos agendamentos para futuros procedimentos no Hospital de Câncer em Barretos facilitando a organização para melhor acomoda-los na vinda à cidade, organizados mensalmente em lista. Também contamos com um catálogo de pacientes em acolhimento pela Casa de Apoio que segue em anexo para conferência do presente relatório.

    Devido a atual crise econômico-financeira do país os eventos realizados pela Associação não tem alcançado numerário suficiente para cobrir as despesas da Associação com a Casa de Apoio, sendo de fundamental importância a ajuda do Governo do Estado e dos Municípios, ainda mais no período de crise enfrentado.

    Conclusão

    Muito embora a Casa de Apoio “Amigos do Chitão” consiga cumprir com os compromissos firmados desde sua fundação, é de máxima necessidade atenção dos governos para os cuidados com o paciente no período em que ficam distantes de suas residências, pelo período em que estão em tratamento oncológico fora de seu Estado, no caso apresentado, em Barretos-SP. 

    Muitos deles ficam por longos períodos longe de suas residências para o tratamento ou acompanhamento de familiares, e além do transtorno da enfermidade e os efeitos do tratamento não podem ser colocados em situação de acolhimento que traga transtorno emocional, sem um espaço de descanso, permanência e acolhimento inadequado.

    Com a falta de ajuda dos Governos (Estado e Municípios) é dificultada a manutenção das despesas e aprimoramento do serviço prestado que por vezes não consegue dispor de reforma do mobiliário, conserto, restauração e aprimoramento das instalações.
    © Divulgação
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    Fonte: ASSECOM


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