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    segunda-feira, 4 de setembro de 2017

    Ex-prefeito preso no Paraguai é acusado também de improbidade e corrupção

    Eurico Mariano com agentes da Interpol, em Assunção (Foto: Arquivo)
    Condenado a 17 anos de prisão como mandante do assassinato do radialista Samuel Román, em 2004, o ex-prefeito de Coronel Sapucaia, Eurico Mariano, é réu em dezenas de outros processos em território brasileiro, segundo O Ministério Público. Preso pela Interpol em Capitán Bado no dia 30 e levado para Assunção, capital do Paraguai, o político é acusado de improbidade administrativa, crimes contra a administração pública e crimes comuns.

    De acordo com o MP, no dia 12 de julho de 2011, o ex-prefeito foi processado pela Promotoria de Amambai por ter, em 2004, violado a Lei de Responsabilidade Fiscal e praticado crimes contra a administração pública na época em que exerceu o mandato de prefeito de Coronel Sapucaia (2001 a 2004).

    O prejuízo ao erário público ocorreu por superfaturamento de compras públicas, além de desvio e má aplicação da verba proveniente do Fundeb. Também foi acusado de aplicar indevidamente os valores, gerando desequilíbrio nas contas públicas. Como estava escondido no Paraguai, Mariano não chegou a ser citado sobre a ação, o que provocou a suspensão do processo.

    Outro processo instaurado na 1ª Vara de Amambai refere-se a crimes de licitação por associação criminosa. Juntamente com outras 12 pessoas físicas e jurídicas, Mariano foi acusado de fazer diversos procedimentos licitatórios fraudulentos em 2002 e 2003.

    Em setembro de 2009, Mariano foi condenado a três anos e seis meses de detenção e ao pagamento de 200 dias/multa. Ele recorreu, mas a sentença foi confirmada em agosto de 2011. Mas o ex-prefeito não foi encontrado para ser citado, ou seja, a pena não começou a ser cumprida ainda.

    Segundo o MP, a morte de Samuel Román está relacionada ao fato de o radialista ter denunciado em seu programa diário as irregularidades existentes no município de Coronel Sapucaia. Por conta da impopularidade gerada, o então prefeito ordenou a morte de seu opositor, pagando R$ 10 mil aos pistoleiros.

    Em fevereiro de 2008, Eurico Mariano foi condenado no Tribunal do Júri a 16 anos e nove meses pelo assassinato. Recorreu, mas a sentença foi confirmada após trânsito em julgado. Só após ser extraditado ao Brasil ele vai começar a cumprir a pena. Ele tem 65 anos de idade.

    Fonte: campograndenews
    Por: Helio de Freitas, de Dourados


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