Campo Grande (MS),

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    sexta-feira, 29 de setembro de 2017

    Capacitação de Agentes Indígenas de Saúde encerram grupo com presença de SESAI Brasília

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    O penúltimo grupo de Agentes Indígenas de Saúde (AIS) e enfermeiros encerrou hoje (29) a capacitação oferecida pela Equipe Permanente de Educação da Divisão de Atenção à Saúde Indígena (DIASI) do Distrito Sanitário Indígena (DSEI) de Mato Grosso do Sul. As capacitações, que tiveram início em março, devem atender mais de 600 diversos profissionais de saúde durante o ano de 2017.

    O evento realizado entre os dias 25 e 29 foi realizado no Eco Hotel do Lago, em Campo Grande, e a entrega de certificados contou com a participação de profissionais da Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI) de Brasília, coordenador geral da Atenção Primária à Saúde Indígena, Antônio da Silva Campos Júnior; Lucio Flores, técnico em Controle Social; Eliane Lopes dos Santos, assessora de Programação Financeira da Coordenação de Planejamento e Orçamento; Nartascha Melo do Departamento de Saneamento e Edificações em Saúde Indígena. Também fizeram parte da mesa o coordenador do DISEI-MS, Edmilson Canale; chefe do DISAI, Wanderley Guenka.

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    Com a presença dos AIS Dora Rodrigues Gones, Polo Tacuru, Aldeia Sassoró; Gediel Benites Martins, Polo Paranhos, Aldeia Potrero Guassu; Arlindo Sanabre, Polo Iguatemi, Aldeia Cerrito; João Ávalo, Polo Caarapó, Aldeia Guambé; as palavras de encerramento ressaltaram a união de todos para, dentro da importância dos Agentes Indígenas de Saúde, linha de frente da saúde indígena, para que, assim, possam trazer melhorias para toda essa população.

    Agradeceram a gestão de Edmilson Canale ter demonstrado preocupação com a saúde dos indígenas, por meio da capacitação oferecida pela equipe dos profissionais da Divisão de Atenção à Saúde Indígena que busca melhor qualidade de vida. É de extrema importância todo o ensinamento que recebemos aqui, um salto de conhecimento que será aplicado na prática.
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    Nartascha Melo disse estar particularmente satisfeita em observar o que o DSEI de Mato Grosso do Sul está investindo em melhorias visando a saúde indígena. Eliane Lopes falou da satisfação em presenciar o trabalho que está sendo desenvolvido aqui, e que isso os faz trabalhar sempre mais para prover tudo o que necessitam para que essa capacitação tenha seguimento no trabalho de campo.

    O indígena Lucio Flores demonstrou sua felicidade ao ver vários “parentes” participando do curso, se preparando para melhor exercer suas funções. “Sempre acreditei que nós (indígenas) possamos valorizar sempre mais o nosso povo, nossa cultura tão rica e plena. Somos a história do Brasil e temos que andar de cabeça erguida por onde passamos. Cumprimento essa gestão pelo trabalho desenvolvido, pelas oportunidades que estão nos proporcionando, e esperamos muito de cada um de vocês Agentes Indígenas de Saúde.”

    Antônio da Silva Campos Júnior confessou que participa de muitas reuniões direcionadas aos chefes de distrito e, pela primeira vez falava a uma plateia da linha de frente e ressaltou a importância disso. “Fazer um trabalho de treinamento continuado não é fácil, com as deficiências enfrentadas esse treinamento costuma ficar em segundo plano e, aqui, fica evidente a real importância desse trabalho.”

    “É muito emocionante ver o progresso e a confraternização de vocês. Isso nos deixa felizes. Muitos ensinamentos expostos aqui, vocês já sabem, mas é importante sempre rediscutir e progredir”, abriu sua fala Wanderley Guenka. “Vocês têm a missão de “fazer o bem”. Trabalham com saúde, veem muita dor, desespero, angústia, mas levam saúde, alegria e esperança. Nosso trabalho é dar condições para que vocês desenvolvam esse trabalho.

    Graças ao esforço de toda a equipe do DIASI capacitamos, de março até hoje, mais de 600 pessoas, profissionais da saúde diversos. A equipe de da SESAI de Brasília esteve acompanhando nosso trabalho e pode constatar algumas de nossas dificuldades, mas confiaram no trabalho e vão desenvolver esforços para sanar alguns problemas com relação ao abastecimento de água, reforma de postos de saúde, entre outros.

    Muitos de vocês nunca tiveram oportunidade de conhecer Campo Grande ou, quando tiveram não tiveram oportunidade de conhecer o Parque das Nações Indígenas e o Museu Dom Bosco, que falam muito de suas histórias e etnias, portanto é merecedor que tenham patrocinado esse passeio, até como forma de agradecimento pelo trabalho que desempenham.

    Novas capacitações e atualizações estão sendo preparadas para o próximo ano, inclusive integrando Agentes Indígenas de Saúde e Agentes Indígenas de Saneamento para que haja uma troca de conhecimentos que acrescentarão nos trabalhos das equipes. Quero, por fim, agradecer a todos vocês pelas homenagens que fizeram e pelo empenho demonstrado nessa capacitação. Contem sempre com essa gestão”, concluiu.

    Edmilson Canale encerrou a cerimônia agradecendo a presença de todos em mais essa etapa, um processo novo que se inicia permitindo nova forma de atuação, mais observadora, mais atuante.

    Enfatizou a fundamental importância dos agentes, pois são a ponta do trabalho, aqueles que vão de casa em casa, por mais distante, acompanhar e conhecer cada gestante, idoso, crianças, adultos. Observar, cuidar.

    “Quando esse gráfico de mortalidade infantil indígena aponta o mais baixo índice histórico é graças, também, ao trabalho de vocês. O trabalho vem apresentando resultados e isso não se deve apenas ao coordenador ou sua equipe direta, mas a “todos” os profissionais de saúde indígena.

    Todos se emocionaram aqui, hoje, mas quando não houver mais essa emoção, devemos parar de atuar na saúde porque significa que perdemos o espírito que nos trouxe até aqui. Os resultados nem sempre são rápidos, mas devemos ser constantes para podermos alcançar o êxito.”

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    Fonte: ASSECOM


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