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    segunda-feira, 18 de setembro de 2017

    Audiência pública traça diretrizes para necessidade de avaliação desportiva

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    A importância da avaliação física na prática da atividade desportiva foi discutida na manhã desta segunda-feira (18) na audiência pública proposta pelo deputado estadual Amarildo Cruz (PT), 2ª secretário da Casa de Leis, em parceria com a Fundesporte (Fundação de Desporto e Lazer de Mato Grosso do Sul). O evento no plenário Deputado Júlio Maia, na Assembleia Legislativa, reuniu representantes de diversos setores da saúde e da educação física que atuam no Estado.
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    Para o deputado Amarildo Cruz, o debate visou ampliar, elucidar e oferecer regras alternativas que regulamentem e supram a necessidade de maior proteção na questão que tange à saúde do praticante de atividade esportiva. "No tocante à saúde percebemos que poderia avançar a partir do momento que nós ofereceremos alguma medida protetiva para o desempenho da atividade física, seja ela natação, dança, academia e outros", comentou o deputado.

    Estudos da OMS (Organização Mundial da Saúde) apresentam um elevado número de morte em decorrência de doenças cardíacas no Brasil a cada ano. Segundo especialistas, parte dessas mortes poderiam ser evitadas apenas com o diagnóstico básico, seguido de tratamento e acompanhamento médico adequado em seu dia a dia.
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    Segundo o presidente do Conselho Regional de Medicina, Celso Rafael Gonçalves Cordoniz, detalhes devem ser vistos em relação à prática de atividades físicas nos espaços desportivos. Ele afirma que a avaliação médica é um objeto para verificar se o indivíduo tem alguma doença que, caso faça algum exercício, correrá algum risco de vida ou sofrerá posteriormente alguma sequela com a atividade.

    "A história clínica do paciente é extremamente importante. Que tipo de exercício esse paciente vai desenvolver na academia? Se é só recreativo, uma coisa leve, ou se está pretendendo competir, correr nas corridas de 5 mil, 10 mil metros, se está querendo correr maratonas, se está querendo correr na São Silvestre em São Paulo. Onde vai ter um treinamento intenso, excessivo, ele precisa de uma avaliação cardiológica completa", argumenta o presidente.

    Para o presidente da Fundesporte, Marcelo Ferreira Miranda, a avaliação clínica é fundamental para que a pessoa possa praticar exercício físico. Entretanto, é necessário que essa responsabilidade não seja apenas da academia, mas, sim, que seja dividida com outros centros de saúde e educação física. "A gente precisa trabalhar em um sistema de corresponsabilidade sobre qualquer incidência que vier acontecer", disse.

    De acordo com Lúcio Rogério Gomes dos Santos, profissional de educação física e representante da ACAD (Associação Brasileira de Academias), presidida pelo ex-atleta olímpico Gustavo Borges, é desnecessária a avaliação médica mediante a aprovação de leis nos estados e municípios, pois onera os empresários e cria barreiras para os interessados na prática esportiva. "Ele dificulta, cria uma cláusula de barreira e impede que as pessoas finalmente incentivadas a começar um programa de atividade física quando chega no balcão da academia, por lei, são obrigados a procurar um atestado médico, disse", disse.

    Além deles, o deputado Herculano Borges; Brunno Elias Ferreira, representante do Conselho Regional de Educação Física da 11ª Região; o médico cardiologista Luiz Ovando; o diretor-presidente da Associação das Academias de Ginástica e Similares do MS - AAMS; e a organizadora de eventos esportivos Gleice Cunha Carpi compuseram a mesa de debate.

    A partir de uma ampla discussão com a sociedade, a audiência pública visou tirar diretrizes que serão adicionadas no texto-final do projeto de lei de autoria do deputado Amarildo Cruz que exigirá a avaliação antes da prática esportiva.

    Fonte: ASSECOM


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