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    segunda-feira, 28 de agosto de 2017

    Sexo e boca: como os dentistas podem diagnosticar precocemente a sífilis

    © Reprodução
    - Avançando rapidamente no Brasil, a sífilis pode ser diagnosticada não apenas por especialistas em Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST). O olhar atento e criterioso de um dentista pode ser determinante para o diagnóstico precoce da doença que acomete 6 milhões de pessoas por ano no mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde.

    - O Dia do Sexo – comemorado em 6/9, uma alusão à posição sexual – é uma excelente oportunidade para falar sobre a importância do uso correto de preservativos, inclusive para o sexo oral, uma forma de contágio de várias DSTs.

    São Paulo, 28 de agosto de 2017 – Ao voltar de uma viagem de férias à Espanha, um paciente do dentista Fábio Bibancos procurou um otorrinolaringologista por conta de uma queimação na garganta. Nada constatado pelo médico, reportou o incômodo ao dentista que, após exame clínico criterioso, diagnosticou sífilis. Longe de ser um caso isolado, a história ilustra o avanço de uma doença que não escolhe idade, sexo ou classe social. Nos últimos cinco anos, os casos reportados comprovam que a sífilis se tornou uma epidemia no Brasil, sobretudo nos grandes centros urbanos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que a cada ano, cerca 6 milhões de pessoas sejam diagnosticadas no mundo com sífilis congênita, gestacional e adquirida.

    Diante da gravidade do avanço da doença, a atenção de vários profissionais da saúde se torna determinante para o combate. Nesse contexto, o papel do dentista é muito relevante. “Sexo e boca. Apesar dessa relação ser muito estreita, pouco se fala sobre o vínculo entre sexo e saúde bucal. A boca, de certa forma, também pode ser considerada um órgão sexual. É revestida de mucosa, assim como os genitais e o ânus. Quando há contato no ato sexual, sempre surge a possibilidade de transmissão de vírus e micro-organismos causadores de doenças, já que o encontro entre as mucosas dos parceiros envolve secreções como esperma e líquido vaginal. E a sífilis pode estar presente, embora muitas vezes não existam feridas na boca”, detalha o dentista dr. Fábio Bibancos.

    Na opinião de Bibancos, o paciente deve enxergar o dentista como um profissional da área médica, ou seja, alguém capacitado a fazer o primeiro diagnóstico por meio de um exame clínico, sobretudo em manifestações de doenças bucais e alterações na boca. Na prática, a conversa com o dentista tem que ir além dos problemas dentais corriqueiros. 

    Com 30 anos de experiência, Fábio Bibancos defende que a atuação do dentista deve ultrapassar a fronteira do cuidado com os dentes; como profissional da saúde, o cuidado deve ser integral. Segundo Bibancos, mestre em Saúde Coletiva, nos órgãos genitais, a doença – provocada pela bactéria Treponema pallidum – deflagra uma ferida (cancro), que geralmente não provoca dor. Mas, esse cancro pode acometer a boca, muitas vezes sendo confundido com herpes, já que atinge os lábios, a língua ou orofaringe (perto de onde engolimos). “O grande perigo é alcançar o céu da boca, pois as feridas podem causar perfurações, invadindo as cavidades nasais. A língua, por sua vez, aumenta de tamanho e muda o formato. Quando chega a esse ponto, pasme, até um simples beijo pode disseminar a doença”, detalha dr. Bibancos, acrescentando que, tratada precocemente, a sífilis pode ser curada sem causar maiores danos à saúde.

    Prevenção

    Fábio Bibancos aponta, como todos os especialistas sérios, a prevenção como a principal arma para combater o avanço da sífilis e de outras doenças sexualmente transmissíveis. “Usar camisinhas com sabor é uma forma divertida e segura de praticar o sexo oral. E, muita atenção: depois de usar a camisinha para o sexo oral, não podemos aproveitá-la para a penetração. A saliva e os dentes podem ter danificado a borracha e isso nem sempre é visível. O ideal é usar outra para continuar a brincadeira”, recomenda.

    Além da sífilis, outras doenças podem ser transmitidas pelo sexo oral. Uma delas é a gonorreia – uma infecção bacteriana causada pela Neisseria gonorrheae. De acordo com dados da OMS, anualmente 78 milhões de pessoas são diagnosticadas com a doença no mundo. A doença tem se tornado mais resistente; o Brasil é um dos países que têm um nível de resistência especialmente alto, estando no grupo em que a ciprofloxacina – medicamento usado no tratamento – não funcionou de 6% a 30% dos casos. 

    Sobre Fábio Bibancos

    Cirurgião-dentista graduado pela Universidade Estadual Paulista (UNESP), Fábio Bibancos é especialista em Odontopediatria e Ortodontia, e mestre em Saúde Coletiva. Em 1987, fundou o Instituto Bibancos de Odontologia – clínica odontológica que é referência em gestão e a primeira no Brasil a receber o selo ISO 9001 de qualidade. Com consultórios em São Paulo e no Rio de Janeiro, a clínica comemora 30 anos em 2017. 

    Fábio Bibancos é autor dos livros Um Sorriso Feliz para Seu Filho, A Guerra dos Mutans, Boca! e Sorrisos do Brasil; e fundador e presidente-voluntário da OSCIP Turma do Bem (TdB), que conta com 17 mil dentistas voluntários – os Dentistas do Bem, a maior rede de voluntariado especializado do mundo – espalhados pelo Brasil, América Latina e Portugal, realizando atendimento gratuito para milhares de crianças e jovens. Eleito Empreendedor Social 2006 pela Folha de S. Paulo e Schwab Foundation, ligada ao Fórum Econômico Mundial de Davos, Fábio Bibancos é um Fellow Ashoka, rede de empreendedores sociais presente em 65 países. Hoje, a TdB é uma das cinco organizações com maior impacto social do planeta.

    Em 2012, Fábio Bibancos criou o projeto Apolônias do Bem, que proporciona tratamento odontológico gratuito a mulheres vítimas de violência. Inicialmente, o projeto atendeu mulheres em São Paulo e, nos anos seguintes, no Rio de Janeiro e Espírito Santo. Com o aumento de pedidos de ajuda, a TdB decidiu expandir o projeto para outros Estados com o apoio dos dentistas voluntários da rede. Atualmente, o programa já atendeu mais de 1.000 mulheres. Com a expansão internacional da TdB, Fábio Bibancos criou o prêmio Melhor Dentista do Mundo para reconhecer o profissional que mais fez pelo próprio município, ou seja, além de atender a jovens e crianças, fez a diferença na sua cidade e região, conquistando mudanças nas políticas públicas, espaços na imprensa, divulgações do projeto e o aumento de parcerias e voluntários. http://bibancos.com.br/

    Sobre o Instituto Bibancos de Odontologia

    Criado há três décadas em São Paulo, o Instituto Bibancos de Odontologia se tornou referência brasileira em gestão, atendimento e engajamento social na área de odontologia. Fundada e presidida por Fábio Bibancos – especialista em Odontopediatria e Ortodontia, e mestre em Saúde Coletiva – a clínica transdisciplinar foi a primeira, na América Latina, a contar com o certificado de qualidade ISO 9001.

    Com unidade também no Rio de Janeiro, o Instituto possui programas diferenciados de atendimento como a Day Clinic, que permite ao paciente diminuir a quantidade de visitas ao consultório, concentrando o atendimento proposto no maior número de horas possíveis em um único dia. A iniciativa otimiza o tempo do paciente, aumenta a comodidade e o bem-estar, além de apresentar resultados imediatos na saúde e estética bucal. A metodologia possibilita o atendimento a pacientes de outros países e brasileiros que residem fora do eixo Rio-São Paulo.

    Conectado com a inovação, o Instituto Bibancos de Odontologia recorre às mais avançadas técnicas, como novos aparelhos para anestesia, scanners 3D para a produção de facetas, implantes com carga imediata, microscopia eletrônica para tratamento de canal e mapeamento do genoma dos pacientes, importante inclusive como referência na solução de outras questões de saúde.

    Em 2017, o Instituto Bibancos se tornou pioneiro na crio-preservação de células-tronco, extraídas a partir do dente de leite. Por meio de uma parceria com a R-Crio, a clínica atua na coleta dos dentes para posterior armazenamento das células-tronco.

    Fonte: Printec Comunicação


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