Campo Grande (MS),

  • LEIA TAMBÉM

    quinta-feira, 24 de agosto de 2017

    Policiais militares decidem parar por um dia após Governo encerrar negociações

    © Divulgação
    Policiais militares e bombeiros de Mato Grosso do Sul decidiram, em assembleia geral nesta quinta-feira (24), deixar de atender ocorrências durante 24 horas na próxima semana. Na terça-feira (29), assembleias serão realizadas nas 12 regionais da ACS (Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar de Mato Grosso do Sul) em todo o Estado, e também na Capital, para definir as estratégias da paralisação.

    A decisão foi tomada após o Governo do Estado encerrar negociações com a categoria. Ontem, o presidente da ACS, Edmar Soares da Silva, levou a contraproposta dos servidores militares ao Executivo -no mínimo, paridade com o reajuste dado à Polícia Civil. No entanto, a recepção foi negativa.

    “O Governo diz que não tem condição de avançar em mais nada. Mantiveram as portas abertas somente para dizer que vão manter o tratamento diferenciado dado à Polícia Civil. O Governo não cumpriu a palavra em estabelecer o que havia sido firmado no ano passado”, disse Edmar.

    Na última rodada de negociações, o Executivo propôs um aumento de 0,40% no salário de cabos e soldados em relação ao do coronel, e de 0,20 de subtenentes e sargentos. Em linhas gerais, o reajuste do soldado passaria a 5,49%, do cabo 5,01%, terceiro-sargento 3,82%, segundo-sargento 3,69%, primeiro-sargento 3,55%, e subtenente 3,48%. Oficiais seguiriam com o reajuste anteriormente proposto, de 2,94%.

    Os militares foram unânimes e recusaram o reajuste oferecido, principalmente pelo fato de a Polícia Civil ter um reajuste na casa dos 7%.

    Sem aumento – O último reajuste concedido aos policiais militares e bombeiros de Mato Grosso do Sul foi dado em dezembro de 2014. O aumento foi resultado do aquartelamento feito pelos servidores em maio de 2013, que garantiu três reajustes no período de um ano e sete meses.

    Em 2015, o aumento não foi dado, sob justificativa de que reposição havia sido ‘adiantada’ pela gestão anterior. A ACS, então, judicializou a questão.

    Já no ano passado, um abono de R$ 200 foi dado a todos os servidores, além de correções nos quinquênios. O Executivo, porém, garantiu a verticalização, luta antiga da ACS. Assim, até 2018, o salário de um soldado em início de carreira chegará a 20% do que ganha um coronel.

    Fonte: ASSECOM


    Imprimir

    RECENTES

    POLÍTICA

    CONCURSOS