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    segunda-feira, 21 de agosto de 2017

    OPINIÃO| Atentados terroristas – Até quando?

    Tolerância extrema da União Europeia é tão assassina quanto os próprios terroristas

    Atentado que ocorreu na última quinta-feira, em Barcelona, deixou 13 mortos e 130 feridos © Divulgação
    O mundo ainda está chocado – embora não muito surpreso – com o mais recente atentado terrorista que ocorreu na Europa. Na última quinta-feira, dia 17, no final da tarde, um terrorista, conduzindo deliberadamente uma van de forma alucinada, atropelou uma multidão de pedestres e turistas em Las Ramblas, Barcelona, território autônomo da Catalunha, na Espanha. O incidente – cuja autoria foi posteriormente atribuída a um grupo de lobos solitários simpatizantes do Estado Islâmico – incorreu em treze vítimas fatais e deixou aproximadamente cento e trinta pessoas gravemente ou levemente feridas. Apesar dos esforços para capturá-lo, o autor do atentado conseguiu escapar no local. 

    Horas depois, um atentado similar ocorreu na localidade de Cambrils, em Tarragona, onde um veículo com cinco passageiros atropelou um número indeterminado de pedestres, com uma vítima fatal. Nesta ocorrência, no entanto, os criminosos foram rapidamente interceptados pela polícia. No confronto que se seguiu, quatro dos terroristas foram mortos imediatamente. Um deles, no entanto, conseguiu fugir, sendo localizado em questão de minutos. Apesar das negociações auferidas pela polícia, o terrorista resistiu, tentou atacar os policiais e acabou sendo morto. A polícia posteriormente afirmou que o autor do atentando em Barcelona – identificado como Moussa Oukabir, de dezessete anos – estava entre os terroristas mortos em Cambrils. Segundo as investigações, Moussa teria alugado a van utilizada para perpetrar o atentado em Barcelona utilizando a documentação de seu irmão mais velho, Driss, de 28 anos. O rapaz registrou um boletim de ocorrência na polícia, relacionado ao furto de seus documentos pouco tempo depois de constatar que haviam sido roubados. Não obstante, informações desencontradas e conflitantes anteriormente reveladas pela polícia apontavam outro suspeito, Younes Abouyaaqoub, como sendo o provável motorista do atentado em Barcelona. Abouyaaqoub acabou sendo igualmente morto em confronto posterior com a polícia. Todos os criminosos envolvidos nos atentados eram rapazes jovens, naturais do Marrocos. Este foi o oitavo atentando terrorista a ocorrer na Europa durante o ano a fazer uso do atropelamento como tática de morticínio. Aparentemente, a mortífera técnica está sendo empregada como uma estratégia eficaz para atentados terroristas executados por lobos solitários que buscam deflagrar operações com um baixo custo financeiro. 
    Transeuntes e policial auxiliam mulher ferida durante o atentado © Divulgação
    Antes do atentado perpetrado em Barcelona, uma casa, na noite de quarta-feira, explodiu na região de Alcanar – também localizada na Província de Tarragona –, deixando dois mortos e um ferido. Ao chegar no local para atender a ocorrência e executar os procedimentos e as averiguações padrão, apesar de encontras dezenas de cilindros de gás butano na residência, as autoridades que investigaram o incidente não foram capazes de associar o acontecimento à preparação prévia para um possível ataque terrorista. Os ocupantes da residência eram rapazes marroquinos. 

    Apesar do amadorismo e da flagrante ausência de coordenação dos ataques, sua multiplicidade, sincronismo e eficácia – especialmente em um período de tempo tão curto – revelaram um apurado grau de premeditação, planejamento e sofisticação por parte dos terroristas, com uma antecipação logística que desafiou as autoridades, apesar de um empenho coeso e rápido da polícia em dar uma resposta efetiva aos ataques. 

    Pouco tempo depois dos atentados em Barcelona, autoridades locais, regionais e nacionais do governo espanhol reuniram-se para formar um gabinete de crise, e estudar uma resposta ao incidente, em coordenação com as diversas agências de segurança espanholas. Evidentemente, pouco podem fazer para remediar o que já aconteceu. A grande questão que paira no ar é: o que farão para prevenir e evitar futuros ataques terroristas? 

    A Política de Fronteiras Abertas da UE

    Recentemente, a Polônia começou a enfrentar a rispidez e a brutal perfídia das autoridades da União Europeia, por sua insistente rejeição às políticas migratórias auferidas pela organização, que sistematicamente obriga os países membros a acolher uma determinada parcela de refugiados. Representantes da Comissão alegaram que eles não teriam escolha, e deveriam assumir o compromisso de – juntamente com os demais países do bloco –, distribuir pelo seu território nacional uma cota proporcional de árabes apátridas exilados. Além da Polônia, República Tcheca, Romênia, Hungria e Eslováquia também recusaram-se a receber refugiados. Em virtude da inflexível posição destes países com relação à política migratória, todos tornaram-se elegíveis a sofrer sanções da UE. Representantes governamentais da Polônia afirmaram que estão prontos para defender sua posição, caso a Comissão Europeia decida contestar a decisão em uma ação legal. No entanto, estes países veem na consistente rejeição aos imigrantes a única política eficaz para evitar de forma eficiente e sistemática a possibilidade de atentados terroristas em seus territórios, e assim poupar seus respectivos cidadãos da mordaz e sanguinolenta hostilidade da violência jihadista. 
    Julian Alessandro Cadman, menino de 7 anos de idade com dupla nacionalidade – inglesa e australiana –, foi uma das 13 vítimas fatais do atentado em Barcelona
    Em virtude do que vem frequentemente acontecendo aos países que optaram por aceitar imigrantes – como França, Inglaterra, Suécia e Alemanha –, quem poderia culpá-los por tomarem esta decisão? Depois dos recentes atentados em território espanhol, é evidente que proibir a entrada de imigrantes muçulmanos não deveria mais ser encarado como uma solução especulativa, mas como uma política prioritária de intervenção e precaução. É uma questão de vida ou morte para quem vive nos países do bloco europeu que tomaram a deplorável decisão de receber refugiados. Além disso, a necessidade de catalogar e cadastrar cada muçulmano que vive e mora nos países membro da UE se mostra uma tarefa tão fundamental quanto emergencial. 

    No entanto, todos os países que decidissem adotar políticas mais rígidas e restritivas com relação aos imigrantes muçulmanos com certeza seriam rotulados de xenófobos e preconceituosos pela radical, ditatorial e autoritária esquerda progressista europeia. Ao que tudo indica, nenhuma grande estratégia de prevenção ao terrorismo será implementada. As autoridades políticas e governamentais vão continuar enxugando gelo com panos úmidos, concentrando-se na usual contenção de danos, bem como nos efeitos colaterais – captura, prisão e extermínio dos terroristas, depois que os atentados foram perpetrados –, ao invés de arregimentar políticas de segurança e antecipação com foco em precaução e prevenção. 

    A única conclusão a que podemos chegar é a de que – como sempre – nada irá mudar. O medo e a tensão crescerão entre os europeus, e, em alguns dias, tudo continuará como se absolutamente nada tivesse acontecido. Até o próximo atentado terrorista. Quando então todas as mesmas medidas de contenção serão tomadas, corpos serão contados, cadáveres serão sepultados e medidas de prevenção serão ostensivamente ignoradas. E a tendenciosa, sórdida e maléfica esquerda progressista europeia rotulará de xenófobo ou islamofóbico qualquer indivíduo que ousar fazer o óbvio: apontar o perigo que imigrantes muçulmanos representam para o mundo civilizado. 




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