Campo Grande (MS),

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    terça-feira, 29 de agosto de 2017

    Operação no Detran vasculhou 20 endereços e apreendeu R$ 95 mil

    Oito empresas que tinham contratos públicos estão envolvidas na investigação, que prendeu 12 pessoas

    Agentes do Gaeco durante operação (Foto: Marcos Ermínio)
    Pelo menos oito empresas de Mato Grosso do Sul estão envolvidas na investigação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) que apura crimes de corrupção ativa e passiva, fraude em licitação, peculato, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

    Durante a operação deflagrada na manhã desta terça-feira (29), a polícia cumpriu nove mandados de preventiva, três mandados de prisão temporária e 29 mandados de busca e apreensão. Vinte endereços foram vasculhados e mais de R$ 95 mil em dinheiro apreendidos.

    Conforme nota divulgada pelo MPE (Ministério Público Estadual), a investigação começou em 2015 e tem como objeto contratos celebrados entre empresas da área de tecnologia da informação/informática e o Poder Público Estadual.

    Os valores dos contratos investigados não foram divulgados, mas, segundo a chefe do Gaeco, promotora Cristiane Mourão, revelou ao site Campo Grande News, os documentos são de 2014.

    O ex-deputado federal Ary Rigo, o sócio da empresa Digitho Brasil e o dele Claudinei Mastins Rômulo, foram presos temporariamente. Eles são suspeitos da prática dos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção.

    Donizete Aparecido da Silva, diretor adjunto do Detran
    © Marcos Ermínio
    Já Gerson Claro Dino - diretor presidente do Detran, Donizete Aparecido da Silva - diretor adjunto, Erico Mendonça - chefe de departamento, Celso de Oliveira Santos - diretor administrativo e finanças e Gerson Tomi - diretor de Tecnologia, estão presos de forma preventiva.

    Também foram presos preventivamente José do Patrocínio Filho, Fernando Roger Daga e Anderson da Silva Campos, sócios e ex-sócio da empresa Pirâmide Informática, além de Luiz Alberto de Oliveira Azevedo, servidor público estadual lotado na Sefaz (Secretaria de Governo do Estado de Mato Grosso do Sul).

    Ainda segundo o MPE, as buscas foram feitas em 20 endereços, entre eles, prédios públicos, residências e escritórios de envolvidos na investigado, como mostra lista abaixo.

    Agentes deixando o presídio © Marcos Ermínio
    Todos os mandados foram cumpridos e os agentes apreenderam cerca de 95 mil reais em posse de um dos alvos, além de milhares de documentos, computadores, notebooks, tabletes, e celulares de todos os alvos.

    A operação teve a participação de todos os promotores de Justiça e policiais do Gaeco, que contaram com o apoio também dos promotores de Justiça da Capital e do interior do Estado, servidores do Gaeco e da área de Tecnologia da Informação e Inteligência do Ministério Público Estadual.

    O MPE afirma que as investigações continuarão em andamento, agora com foco na análise de todo o material apreendido e oitiva de todos os envolvidos.

    Presos temporariamente:

    1) Ary Rigo - suspeito da prática dos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção face a sua ligação com a empresa DIGITHOBRASIL (nome fantasia DIGIX), a qual, ao longo dos últimos anos, celebrou contratos de informática com o Poder Público Estadual, que lhes teriam rendido considerável recebimento de dinheiro público.

    2) Jonas Schimidt das Neves, sócio da empresa DIGITHOBRASIL.

    3) Claudinei Mastins Rômulo, secretário da empresa DIGITHOBRASIL.

    Presos preventivamente:

    1) José do Patrocínio Filho, Fernando Roger Daga e Anderson da Silva Campos, sócios e ex-sócio da empresa PIRÂMIDE INFORMÁTICA;

    2) Luiz Alberto de Oliveira Azevedo, servidor público estadual lotado na Secretaria de Governo do Estado de Mato Grosso do Sul;

    3) Gerson Claro Dino, Donizete Aparecido da Silva, Erico Mendonça, Celso de Oliveira Santos e Gerson Tomi, todos integrantes do DETRAN de Mato Grosso do Sul, ocupando os cargos de Diretor-Presidente, Diretor-Adjunto, Chefe de Departamento, Diretor de Administração e Finanças e Diretor de Tecnologia, respectivamente.

    Alvo de busca e apreensão:

    1) os gabinetes dos diretores do DETRAN presos nesta data;

    2) a residência e o gabinete de trabalho de Luiz Alberto de Azevedo, lotado na Secretaria de Governo de Mato Grosso do Sul;

    3) a residência e o gabinete de Parajara Moraes Alves Júnior, lotado no Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul;

    4) as empresas DIGITHOBRASIL, A3A (nome fantasia Digitec) e M3M (nome fantasia Digitho), todas localizadas no mesmo endereço em Campo Grande;

    5) a residência de Suely Aparecida Carrilhões de Almoas Ferreira, sócia da DIGITHO;

    6) a residência de Claudinei Martins Rômulo;

    7) a residência, propriedade rural e escritório de Jonas Schimidt das Neves;

    8) a residência e no escritório de Ary Rigo;

    9) a empresa M2 Comunicações LTDA. (nome fantasia PRODUTORA CASABRASIL);

    10) PIRÂMIDE CENTRAL INFORMÁTICA e PIRÂMIDE DE CONTABILIDADE;

    12) a residência de José do Patrocínio Filho;

    13) a residência de Anderson da Silva Campos;

    14) a residência de Fernando Roger Daga;

    15) a residência e a empresa North Consult, ambas de propriedade de José Sérgio de Paiva Júnior;

    16) a residência de Gerson Claro Dino;

    17) a residência de Celso Braz de Oliveira Santos;

    18) a residência de Gerson Tomi;

    20) na empresa Master Case Digital Business Ltda.

    Fonte: campograndenews
    Por: Luana Rodrigues


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