Campo Grande (MS),

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    sexta-feira, 18 de agosto de 2017

    Negociação salarial: policiais e bombeiros rejeitam nova proposta e assembleia segue aberta

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    Policiais militares e bombeiros recusaram, nesta sexta-feira (18), a nova contraproposta de reajuste salarial oferecida pelo Governo do Estado. O Executivo propôs um aumento de 0,40% no salário de cabos e soldados em relação ao do coronel, e de 0,20 de subtenentes e sargentos. Em linhas gerais, o reajuste do soldado passaria a 5,49%, do cabo 5,01%, terceiro-sargento 3,82%, segundo-sargento 3,69%, primeiro-sargento 3,55%, e subtenente 3,48%. Oficiais seguiriam com o reajuste anteriormente proposto, de 2,94%.

    A contraproposta do Executivo foi feita em reunião esta tarde com o presidente da ACS (Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar de Mato Grosso do Sul), Edmar Soares da Silva. Ele se reuniu com a equipe de Governo e, logo em seguida, seguiu até a sede da ACS, onde estava marcada a assembleia da categoria. Os militares foram unânimes e recusaram o reajuste oferecido, e uma nova contraproposta da ACS será encaminhada na segunda-feira.
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    “Foi o próprio Governo que criou esse mal-estar na tropa ao tratar de maneira diferenciada policiais civis e militares”, resumiu Edmar. A contraproposta será levada ao Executivo e o resultado da nova reunião discutido na quinta-feira, às 14h, novamente na sede da ACS.

    Avanço 

    O Governo, inicialmente, propôs reajuste zero para todo o funcionalismo. Mais tarde, cedeu e ofereceu 2,94%, proposta que foi novamente recusada.

    O último reajuste concedido aos policiais militares e bombeiros de Mato Grosso do Sul foi dado em dezembro de 2014. O aumento foi resultado do aquartelamento feito pela ACS em maio de 2013, que garantiu três reajustes no período de um ano e sete meses. Em 2015, o aumento não foi dado, sob justificativa de que reposição havia sido ‘adiantada’ pela gestão anterior. A ACS, então, judicializou a questão.

    Já no ano passado, um abono de R$ 200 foi dado a todos os servidores, além de correções nos quinquênios -o valor já foi prorrogado até 2018. O Executivo, porém, garantiu a verticalização, luta antiga da ACS. Assim, até 2018, o salário de um soldado em início de carreira chegaria a 20% do que ganha um coronel. A promessa, porém, não foi cumprida.

    Fonte: ASSECOM


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