Campo Grande (MS),

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    16/08/2017

    Michel Temer descarta novos aumentos de impostos

    Temer se concentrou também no que chamou de "simplificação tributária" para incentivar o investimento

    © REUTERS / Adriano Machado
    O presidente Michel Temer excluiu nesta quarta-feira (16) novos aumentos de impostos para contornar as restrições fiscais e manter a trajetória da dívida pública sob controle.

    "Até duas semanas atrás se falava de aumento de imposto e confesso que sempre tive resistência para tanto em qualquer categoria", disse.

    Temer disse que sempre tentou governar de maneira que não haja aumento da carga tributária, salvo se ela for absolutamente indispensável.

    No mês passado, o governo elevou as alíquotas do PIS/Cofins sobre combustíveis.

    Nesta terça (15), a equipe econômica anunciou uma elevação do deficit fiscal a ser entregue neste e no próximo ano. O deficit previsto, que era de R$ 139 bilhões para 2017 e R$ 129 bilhões para 2018, agora será de R$ 159 bilhões para cada ano.

    Temer citou a queda da arrecadação e o efeito da inflação mais baixa, ao redor de 3%, sobre a receita, como motivos para a revisão da meta fiscal.

    Disse ainda que o Refis, programa de refinanciamento de dívidas, foi modificado "radicalmente" pelo Congresso, o que faz com que os devedores esperem uma solução para voltar a pagar seus tributos.

    O presidente também afirmou que, além de elevar o deficit, o governo promoveu novos cortes, como o de 60 mil cargos do serviço público federal, assim como adiou por um ano o reajuste de várias categorias do serviço público.

    PRIVILÉGIOS

    Temer voltou a dizer que a reforma da Previdência é fundamental, mas não disse quando e se espera a sua aprovação.

    Ressaltou que, se não for feita agora, em dois ou três anos a reforma será "inafastável" e que, portanto, precisa ser reformulada em "brevíssimo tempo" para combater os privilégios do serviço público -sobre os quais concentrou suas críticas."O privilégio é que se está sendo combatido", disse.

    Temer criticou remunerações acima do teto salarial e os "altíssimos salários".A Constituição, disse ele, diz que o conjunto das remunerações não pode passar o vencimento do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal).
    "Entretanto, o jeitinho brasileiro foi encontrando penduricalhos que foram se somando ao suposto conceito de remuneração, então ultrapassa-se o teto impunemente, que às vezes chega a R$ 50, R$ 60, às vezes mais de R$ 100 mil. Isso é que está sendo combatido."
    Temer se concentrou também no que chamou de "simplificação tributária" para incentivar o investimento e livrar as empresas do "cipoal" tributário.

    "Trabalhamos nisso ativamente. Ainda ontem [terça] tive reunião com membros do Congresso Nacional e com minha equipe econômica no Palácio do Planalto para tratar da simplificação tributária. É algo que queremos fazer neste semestre", afirmou. Com informações da Folhapress.

    Fonte: NAOM


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