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    domingo, 27 de agosto de 2017

    Indígena é espancado e queimado enquanto dormia em aldeia no Ceará

    Quando foi atacado, o indígena estava na vacaria onde trabalha, na aldeia Santo Antônio, pertencente a reserva indígena do Pitaguary

    © Reuters
    Oindígena da etnia Pitaguary Maurício Alves Feitosa, 45, foi espancado e incendiado com gasolina enquanto dormia na madrugada deste domingo (27), em Maracanaú, na Grande Fortaleza.

    Quando foi atacado, o indígena estava na vacaria onde trabalha, na aldeia Santo Antônio, pertencente a reserva indígena do Pitaguary.

    Mazim, como é conhecido, sofreu queimaduras de terceiro grau nos braços, pernas e na região lombar. Ele está internado no hospital Instituto Dr. José Frota (IJF), no centro de Fortaleza, mas a unidade não divulgou informações sobre o seu estado de saúde. De acordo com a delegada da Polícia Federal Carla Sampaio, que apura o caso, Feitosa teve 50% do corpo queimado e está em estado grave. Ela não confirma, no entanto, a suspeita de que foram dois homens que praticaram o crime.

    RETALIAÇÃO

    Este é "mais um caso brutal ocorrido no interior do território Pitaguary", afirma o Observatório Socioambiental, que denuncia casos de violência contra povos indígenas.

    "Espera-se que as autoridades tomem as devidas providências para elucidação deste caso de extrema crueldade e que atuem nesse local, onde há anos a comunidade clama por paz", cobra, em nota, a plataforma.

    A perícia no local foi realizada na tarde deste domingo, e as investigações devem ser encaminhadas para a Delinst (Delegacia de Defesa Institucional). Uma das hipóteses com que a polícia trabalha é de retaliação, comum nessa região.

    Feitosa é irmão de Ceiça Pitaguary, liderança indígena estadual e nacional, que, em março de 2016, sofreu um ataque a facadas, que lhe causaram graves lesões nos braços e na cabeça. O agressor foi preso.

    A Funai (Fundação Nacional do Índio) diz estar acompanhando o caso. "Tudo indica que foi resultado de brigas por poder", afirma Valdênia Araújo, uma das representantes da fundação no Ceará. Com informações da Folhapress.

    Fonte: NAOM


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