Campo Grande (MS),

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    sábado, 26 de agosto de 2017

    'Estado está fazendo sua parte', garante secretário de Segurança Pública sobre onda de violência

    Barbosinha diz que índice de resposta da polícia é alto, mas se irrita com declarações do PCC de que facção domina presídios 

    © Wesley Ortiz
    Mayara Amaral, Kauan Andrade, Cristóvão e Fátima Silveira, Fernando dos Santos. Estas são apenas algumas das vítimas da violência em Campo Grande nos último trimestre. Após a sequência de crimes bárbaros, todos marcados por requintes de crueldade, a sensação de que a violência vem aumentando é cada vez mais pulsante entre os sul-mato-grossenses.

    Apesar disso, o secretário de Estado de Segurança Pública, José Carlos Barbosa, o Barbosinha, alega que o governo tem feito sua parte, com investimentos de mais de R$ 100 milhões na área, através do programa MS Mais Seguro. Segundo ele, são novas viaturas, mais armamento e novas munições. “É o único estado que está investindo em segurança pública neste momento”.

    Questionado sobre as ações efetivas do governo para coibir esses crimes, Barbosinha destaca que a polícia tem sido muito competente na identificação dos criminosos, tendo realizado a prisão dos responsáveis em todos os casos citados. Aponta também que a crescente na violência tem sido uma realidade em todo o mundo.

    “O estado tem um dos índices mais altos em termo de resposta. Agora sobre a prevenção, como evitar tudo, não tem como a polícia estar em todos os lugares. No caso do jovem esquartejado, não podemos escolher os caminhos por esse rapaz. Mesmo com aumento do efetivo, atentados ocorrem no mundo inteiro, é um mundo de extrema violência, e o Brasil tem vivido efetivamente isso”, afirma.

    De acordo com o secretário de segurança pública, o problema começa com “questões primárias”, que precisam de mais investimento do Estado. “O que faz, na fronteira, o crime ser mais atrativo do que ser professor, advogado, médico? Falta presença do Estado para oferecer educação, saúde, geração de emprego”.

    © Wesley Ortiz
    População deve ficar atenta

    Na fronteira entre Mato Grosso do Sul e o Paraguai, o comissário da Polícia Nacional em Pedro Juan Caballero, Walter Gómez, chegou a aconselhar a população a contratar seguranças particulares para garantir a proteção da família. Neste caso específico, Barbosinha garante que não chegamos a esse ponto, mas que é preciso ficar atento e investir em prevenção.

    “Eu não diria que estamos nesse ponto. O estado tem procurado fazer a parte dele. Obviamente que as pessoas precisam ter prevenção. No caso que aconteceu na fronteira, [o sequestro do menino Pedrinho, de 12 anos] tem vinculação com trabalhadores da própria família, todos identificados e presos. Mesma coisa a musicista, o esquartejado, agora, infelizmente, é o retrato nacional. Em Mato Grosso do Sul, os nossos números ainda não favoráveis em comparação ao resto do país”, alega.

    Domínio de facções

    Já sobre as declarações de integrantes do PCC (Primeiro Comando da Capital) presos por matar e esquartejar o jovem Fernando Nascimento dos Santos, 22 anos, de que o presídio estaria ‘dominado’ pela facção criminosa, o secretário de Segurança Pública se irrita e prefere não comentar. “Se fosse tudo dominado, nós não teríamos o controle do sistema prisional. Não vou discutir conversa de preso”.

    Por fim, sobre o desaparecido de Rodinei Campos Santos, 27 anos, e Ednei Bruno Ortiz Amorim, 20 anos, após abordagem do DOF (Departamento de Operações de Fronteira), Barbosinha se limita a informar que o caso está sendo investigado tanto criminalmente quanto administrativamente e que os policiais envolvidos no caso já foram afastados da função.

    Fonte: TopMidia
    Por: Diana Christi


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