Campo Grande (MS),

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    terça-feira, 1 de agosto de 2017

    Assassinos de Mayara mentiram ao sair de motel, alega dona à polícia

    Luís Barbosa e comparsa enganaram atendente dizendo que vítima estava no banco de trás de carro e deixaram RG dela prometendo voltar para quitar taxa de R$ 10 cobrada por conta dos lençóis sujos

    Rodrigo Alcântara na manhã desta terça-feira, após suas clientes prestarem depoimento na Defurv (Fotos: André Bittar)
    Primeiras testemunhas do assassinato de Mayara Amaral a prestarem depoimento na Defurv (Delegacia Especializada no Furto e Roubo de Veículos) no inquérito aberto na última sexta-feira no local, a empresária proprietária do motel onde a musicista foi morta e a funcionária que fez a varredura do quarto após o crime afirmaram que dois dos três presos mentiram para deixar o estabelecimento no Gol branco modelo anos 1990 da vítima, no último dia 24 de julho.

    Durante as mais de duas horas de explicações dadas à delegada Gabriela Stainle, responsável pelo caso, na manhã desta terça-feira (1), na sede da delegacia especializada, no Jardim Monte Alegre (zona sul), proprietária, 35 anos, e funcionária, 45, afirmaram que o também músico Luis Alberto Bastos Barbosa, 29, que mantinha relacionamento com Mayara e é considerado mentor do crime, e o comparsa Ronaldo da Silva Olmedo, 30, alegaram que a vítima estava no banco traseiro do veículo à funcionária do guichê.

    O corpo de Mayara, na verdade, já estava sem vida no porta-malas do veículo. “Todos os trâmites foram seguidos à risca. O motel cumpriu as orientações. A funcionária fez a avaliação na entrada e saída. Não tinha como saber do corpo”, disse o advogado do motel Gruta do Amor, Rodrigo Alcântara.

    As testemunhas completaram que Barbosa deixou o documento da musicista alegando que não tinha os R$ 10 para pagar a taxa de limpeza do lençol do quarto, que estava sujo de sangue, uma situação normal e corriqueira do estabelecimento.

    “É uma situação até comum as funcionárias encontrarem lençóis sujos nos quartos, por isso que a taxa é cobrada, em uma maneira de alertar os clientes a terem mais cuidado. Por isso ninguém estranhou o que aconteceu”, disse o advogado Alcântara, ressaltando que não haviam indícios de crimes, tais como sangue em outros locais ou sinais de destruição. “Motivo pelo qual não se considerou que houvesse a necessidade de se chamar a polícia.”
    Motel onde Mayara foi assassinada: dona e funcionária não viram indícios de crime só com lençol sujo de sangue
    Para Alcântara foi necessário que suas clientes dessem depoimento até para esclarecer que o motel, no Jardim Panorama (zona norte), não tentou encobrir o crime ou tinha ligação com os autores. “Estamos contribuindo com o que for necessário. Fornecemos todas imagens, das câmeras de segurança, vamos colaborar com o que a polícia pedir”, disse.

    Associação 

    Em nota, a ABMotéis (Associação Brasileira de Motéis) ressaltou que orienta os estabelecimentos a solicitar documentação dos hóspedes na entrada e, além da vistoria dos quartos na saída, também indagar o cliente para averiguar se tudo está certo.

    A entidade, no entanto, disse que não poderia se manifestar sobre o caso de Mayara por “não ter dados suficientes para averiguação” da atuação do motel.

    “Ficamos à disposição para auxiliar o motel no que pudermos para uma melhoria nos processos operacionais”, diz o texto.

    O caso 

    Três homens foram presos pela morte da musicista. De acordo com as investigações, um dos suspeitos, Barbosa alegou que tinha um relacionamento com a vítima e combinou um encontro com ela no motel, por volta das 22h de segunda-feira (24).

    De acordo com a investigação, ele levou um amigo para o encontro, Olmedo. As circunstâncias em que a jovem acabou no local com os dois homens não foram esclarecidas.

    O plano da dupla, conforme a investigação, era roubar o carro e outros pertences de Mayara, e depois assassiná-la. Conforme a investigação, quando ela percebeu a emboscada, tentou reagir, mas acabou morta, ainda segundo as informações divulgadas pela polícia. Com ajuda de um terceiro homem, Anderson Sanches Pereira, 31 anos, o corpo foi parcialmente carbonizado, e jogado na região do Inferninho.

    A defesa de Luis Alberto afirma que ele não viu o momento da morte e que participou apenas da ocultação do corpo.

    Fonte: campograndenews
    por: Rafael Ribeiro


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