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    sexta-feira, 7 de julho de 2017

    Rodrigo Maia diz que 'sempre' vai ser 'leal e correto' com Temer

    Presidente da Câmara assumiria o governo em eventual queda de Temer. Nesta quinta, presidente do PSDB disse que Maia reúne condições para dar governabilidade ao país.

    Maia reafirma apoio ao governo e diz que DEM seria último partido a deixar base aliada
    O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta sexta-feira (7) que será sempre "leal e correto" com o presidente da República, Michel Temer.

    Maia deu entrevista durante viagem oficial a Buenos Aires. Ele é o primeira na linha sucessória e assumiria a Presidência da República em caso de queda de Temer. Essa situação pode ocorrer se a Câmara der prosseguimento à denúncia contra o presidente e o Supremo condenar Temer.

    Diante da crise política, integrantes de um dos principais partidos da base, o PSDB, vêm dando sinais de que querem desembarcar do governo. Na quinta-feira (6), o presidente interino da sigla, senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), disse que Maia é um nome que poderia unir os partidos e dar governabilidade ao país.

    Para Maia, que foi questionado sobre o tema por jornalistas na Argentina, o momento é de "responsabilidade com a democracia e com o futuro do Brasil".

    "Eu aprendi em casa a ser leal, a ser correto, e serei com o presidente Michel Temer sempre", afirmou o presidente da Câmara.

    Maia disse ainda que, desde a deflagração da crise com as denúncias da delação da JBS, manifestou ao DEM que o partido, em caso de agravamento da situação de Temer, deveria ser o último a desembarcar do governo.

    "Eu disse ao presidente do meu partido no primeiro dia da crise que, se tivesse que acontecer alguma coisa, o DEM deveria ser o último a desembarcar do governo. Então nós vamos aguardar, vamos manter a nossa posição de apoio ao governo", completou.

    Maia também comentou a repercussão em torno de mensagens publicadas no Twitter dele nesta sexta. Os textos diziam que o país passa por um momento que pede prudência e também defendiam a aprovação de reformas propostas pelo governo. Segundo Maia, as postagens na rede social geraram " interpretações que não fazem nenhum sentido".

    Na posição que eu estou hoje, qualquer movimento que eu faça é interpretado. Hoje minha assessoria pegou a entrevista que eu dei a vocês ontem e colocou no Twitter. Já veio [questionamento] 'por que você colocou no Twitter?' Não tem nada de mais, saiu em todos os meios de comunicação, não tem nenhuma novidade. Mas já começam interpretações que não fazem nenhum sentido", afirmou Maia.

    Por G1, Brasília
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