Campo Grande (MS),

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    segunda-feira, 24 de julho de 2017

    Motoristas de Uber protestam contra gestão municipal no centro da Capital

    Manifestação durou mais de uma hora e grupo organiza nova carreata

    Em carreata, eles saíram da Avenida Afonso Pena, em frente ao Parque das Nações Indígenas © Gerson Oliveira
    Grupo de motoristas que atuam por meio de aplicativos, como o Uber, protestou hoje à tarde em Campo Grande contra medidas aplicadas pela administração municipal. Em carreata, eles saíram da Avenida Afonso Pena - em frente ao Parque das Nações Indígenas - e seguiram até o centro da cidade em trajeto realizado por aproximadamente 1h30min.

    O presidente da Associação de Motoristas de Aplicativos de Mobilidade Urbana de Campo Grande MS (AMU), Wellignton Dias, informou que a categoria é contra as medidas da administração municipal, que dificultam a atuação dos motoristas da modalidade. “Eu participei desde o começo da comissão de regulamentação na Câmara. Nos colocaram numa mesa com cinco representantes de taxistas e mototaxistas, mesmo contra a maioria das coisas fomos voto vencido. Não concordamos com as exigências, maiores do que as impostas pelo próprio aplicativo”. Ele disse ainda que estima a participação de pelo menos 600 motoristas no protesto que terminou às 17h30min.

    Entre as imposições está a idade do veículo, de até cinco anos, com a documentação em nome do motorista ou do cônjuge. “A Uber não pede isso, só que o carro seja até 2008, e atualmente podemos alugar para trabalhar. Não faz parte da nossa realidade e não entendemos o porquê disso. Parece que a prefeitura queria dar uma resposta política para as outras categorias, mas do que regulamentar, que era a proposta inicial”, afirmou Dias.

    No dia 17 de julho venceu o prazo para cadastramento das operadoras de transporte por aplicativo junto à Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), para prestação do serviço de “carona paga” na Capital. A Uber não fez o trâmite, por isso passou a ser considerada irregular na Capital.

    O prazo estipulado para empresas entregarem a documentação, conforme o decreto municipal 13.157, de 16 de maio, era de 60 dias a partir de sua publicação. Como finalizou em um domingo, foi prorrogado para a segunda-feira (17), primeiro dia útil seguinte. Apenas uma empresa se cadastrou, mas não era a Uber. Por isso desde o dia 18 de julho, a Agetran iniciou trabalho de levantamento de dados para verificação de quais empresas de aplicativos funcionam em Campo Grande, para tomar as atitudes cabíveis. Para os motoristas, o prazo vence no mês de setembro. 

    Entre as regras impostas às chamadas Operadoras de Tecnologia de Transporte (OTTs), está o fornecimento de dados sobre as corridas à Agetran, disponibilizar serviço de caronas compartilhadas aos usuários que solicitarem o mesmo trajeto e recolhimento de 7% do valor definido por ela para o quilômetro rodado, a título de outorga. Já os motoristas deverão passar por curso de formação, assim como é exigido de taxistas, identificar os veículos, circular somente em carros com até 5 anos de fabricação, em nome deles, e fazer cadastro no Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) ou Microempreendedor Individual (MEI).

    “Novos protestos devem acontecer. Estamos recolhendo assinaturas para um abaixo assinado. E também um grupo de usuários está organizado uma ação e nós vamos apoiar”, disse Dias.

    Fonte: CE
    Por: NATALIA YAHN
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