Campo Grande (MS),

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    terça-feira, 25 de julho de 2017

    Garagista confessa que matou dois homens e pega 15 anos de prisão

    Jurados acataram alegação da defesa e afastaram duas qualificadoras; mesmo assim, advogado promete recorrer

    Local onde dois homens foram mortos a tiros, em abril do ano passado (Foto: Arquivo)
    O garagista Júnior Chagas, 40, o Juninho, foi condenado nesta terça-feira (25) a 15 anos de prisão pelo assassinato de Lucas Benitez Gotardi, 21, e Ailton Fernandes dos Reis, 21. O duplo homicídio ocorreu no dia 5 de abril do ano passado, na BR-163, perímetro urbano de Dourados, cidade a 233 km de Campo Grande.

    O julgamento começou às 8h no Fórum de Dourados e durou nove horas. Durante a fase processual, o empresário, que está preso desde maio de 2016, negou os crimes e sua defesa insistiu na tese de ausência de provas para incriminá-lo.

    Entretanto, no interrogatório feito hoje pelo juiz César de Souza Lima, que presidiu o Tribunal do Júri, Júnior Chagas confessou ter atirado nos dois homens, mas alegou ter cometido os crimes em legítima defesa. As mortes foram gravadas em vídeo por uma testemunha que trabalhava numa construção próxima ao local.

    Lucas e Ailton foram acusados de roubar uma caminhonete Hilux do empresário, em Caarapó, onde os dois moravam. Na época, o Campo Grande News apurou que os três teriam se conhecido em uma boate de Caarapó e os rapazes, aproveitando que Júnior Chagas estava embriagado, levaram a caminhonete e a venderam por R$ 20 mil no Paraguai.

    Na manhã de 5 de abril de 2016, os dois rapazes seguiam de moto para Dourados, pela BR-163, quando foram abordados pelo condutor de uma Hilux preta. Armado, o homem gritou com uma das vítimas: “onde está minha caminhonete?”. Depois desferiu uma coronhada em uma das vítimas e matou os dois a tiros.

    Homicídio simples – Na sentença, o juiz citou que uma das vítimas teria implorado pela vida e que a alegação de furto da caminhonete não ficou comprovada. Entretanto, os jurados acataram a tese da defesa e rejeitaram duplo homicídio duplamente qualificado – motivo torpe (vingança) e sem chances de defesa às vítimas.

    Com a decisão da maioria dos jurados, o juiz estipulou a pena em sete anos e seis meses de prisão para cada uma das mortes e determinou que o empresário continue recolhido na PED (Penitenciária Estadual de Dourados).

    Apesar de considerar o resultado uma “vitória da defesa”, o advogado do empresário, Maurício Rasslan Câmara, disse que vai recorrer.

    “O promotor pediu a condenação por duplo homicídio duplamente qualificado, cuja pena mínima seria de 24 anos. Eu defendi a tese de homicídio simples e por maioria de votos os jurados acataram a minha tese. Ele [Júnior Chagas] vai cumprir um sexto da pena e está em regime semiaberto. Mesmo assim vamos apelar ao Tribunal de Justiça para haver uma diminuição dessa pena”, afirmou o advogado.

    Fonte: campograndenews
    Por: Helio de Freitas, de Dourados
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