Campo Grande (MS),

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    19/07/2017

    Colegas lamentam morte de Silveira e o descrevem como político atuante

    Cristóvão Silveira teve cinco mandatos na Câmara Municipal de Campo Grande (Foto: Assessoria/CMCG)
    Colegas lamentaram a morte de Cristóvão Silveira e lembraram que se tratava de um político experiente, com posições firmes e bem definidas no legislativo. Fora do trabalho, o descrevem como tranquilo e amigável, que gostava de conversar e se reunir com os amigos, sempre disposto a ajudar em diversas áreas.

    "Fomos da mesma bancada na Câmara (Municipal) e tínhamos uma ótima relação tanto no trabalho, como fora do expediente. Havia uma amizade, e trocávamos muitas ideias, este ano por exemplo conversamos apenas por telefone, mas ano passado tivemos muito contato, era alguém sempre disposto a ajudar", disse o presidente da Câmara, o vereador João Rocha (PSDB).

    O tucano ainda comentou que mesmo deixando a política no final de 2012, Silveira sempre gostava de conversar sobre a situação da cidade e as articulações políticas. "Ele não estava mais no PSDB, porque resolveu não ser mais candidato, mas ainda conversávamos bastante".

    O deputado federal, Carlos Marun (PMDB), também falou sobre o ex-vereador com o qual conviveu durante dois anos na Câmara Municipal. "No parlamento foram apenas dois anos, mas tínhamos uma relação amistosa, este assassinato é uma tragédia, estrou completamente chocado com este crime, eu e minha esposa conhecíamos o casal".

    O deputado Lídio Lopes (PEN) lembrou do último mandato de Silveira, onde conviveram de 2009 a té final de 2012. "Silveira era muito tranquilo, cheguei no seu último mandato, se tratava de um vereador atuante, com linha bem centrada e definida, que sabia muito bem como se articular e se posicionar no cenário político".

    Lídio também lembrou que havia contato com o ex-vereador fora do trabalho, com alguns jantares e conversas como amigos. "Sempre havia reunião entre casais, se tratava de um grupo de vereadores que faziam muitos jantares em família, fico muito surpreso e chateado com esta história e crime absurdo".

    O ex-vereador Marcelo Bluma (PV) também lembrou que Silveira era um "político firme", de compromissos e de palavra. "Nunca formos do mesmo partido, as vezes em lados opostos, mas sempre o admirei pela postura e participação no legislativo, tínhamos um bom relacionamento. Estou muito triste, lamentável saber como nossa sociedade está doente, com um crime deste".

    Loester Nunes, ex-vereador da Capital, descreveu ele como uma pessoa educada, inteligente e sempre preocupado com a saúde. "Era adepto da vida saudável, fazia exercícios e sempre exames para saber se estava tudo certo, uma pessoa de bem com a vida, que eu nunca vi fazendo cara feia para ninguém, estou chocado com esta notícia".

    Caso 

    Assassinado em casa junto com a esposa, o ex-vereador Cristóvão Silveira ia completar 66 anos na próxima terça-feira (dia 25), era natural de Bela Vista, mas fez carreira como vereador em Campo Grande, com cinco mandatos.

    Dois dos três envolvidos no roubo, que terminou com a morte do ex-vereador Cristóvão Silveira e a mulher dele, Fátima Silveira, foram presos pelo Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros) e por policiais do Batalhão de Choque. A caminhonete L-200, que foi roubada, seria levada para Bolívia. A informação é de que o veículo chegou em Corumbá e foi apreendida.

    O ex-vereador e a mulher dele foram encontrados mortos por volta das 20h de ontem (18), na chácara onde moravam, no km 24 da MS-80, na saída para Rochedo, em Campo Grande. O corpo da mulher foi parcialmente queimado.

    Fonte: campograndenews
    Por: Leonardo Rocha
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