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    domingo, 18 de junho de 2017

    Zeca do PT desafia diretor do grupo JBS a apontar provas de recebimento de propina

    Empresário disse que esquema começou em MS

    © Divulgação
    Ex-governador de Mato Grosso do Sul (1999-2006), José Orcírio dos Santos, o Zeca do PT, hoje deputado federal, reagiu contra as declarações de Joesley Batista, um dos donos do JBS, dadas à revista Época, edição deste final de semana, em que disse que o esquema de propina que envolveria até o presidente Michel Temer, surgiu aqui no Estado no período que o petista governava o Estado.

    Em nota distribuída à imprensa, Zeca instiga o diretor a exibir provas contra sua ex-gestão. “Portanto, resta desafiado que seja apresentado qualquer prova ou indício do fato aludido na referida delação, pois os delatores apresentam versões contraditórias entre si e nenhuma prova de fato.

    Na entrevista à Revista, Batista disse que: “quem inaugurou esse sistema (de propina) foi o governo do PT. A primeira vez que fui abordado com essa forma de operar foi em Mato Grosso do Sul, no governo do Zeca do PT. Vi uma estrutura organizada no andar de cima, com o governador”.

    De acordo com o comunicado, “Zeca do PT não tem o menor temor da alardeada delação dos executivos do grupo JBS, já que na condição de ex-governador do Estado, nunca pediu e nem tomou conhecimento de que alguém tenha pedido propina ao referido grupo em seu nome ou em nome do seu governo.

    Segue a nota do petista: “nos oito anos do governo popular, Zeca implantou uma política para recuperar a economia falida, que recebeu dos antigos administradores estaduais. Para isso, por meio de políticas fiscais isonômicas conseguiu atrair inúmeras indústrias de diversos setores para o Estado. Em seu mandato foram instaladas 134 indústrias, como a International Paper, em Três Lagoas, que impulsionou o desenvolvimento da região do Bolsão. Ao todo foram gerados 71,3 mil empregos formais e investimentos que alcançaram cerca de R$ 5 bilhões. Isso resultou na ampliação da receita do ICMS, que saltou de R$ 647 milhões para R$ 2,8 bilhões por ano”.

    Ainda de acordo com o comunicado do petista, ele diz que “confia que o poder judiciário ao final da apuração saberá distinguir as verdadeiras imputações daquelas que tem um único propósito: Obter benefício com uso indevido da delação premiada”.

    Zeca do PT, a pedido de Lula, vai prestar depoimento na quarta-feira (21), na condição de testemunha de defesa do ex-presidente. A audiência vai acontecer por meio de videoconferência – Zeca estará em Brasília e o magistrado que vai interroga-lo, o juiz federal Sérgio Moro, em Curitiba (PR).

    Os inquéritos em questão são os que investigam se Lula recebeu por meio de propina um sítio e um tríplex de empreiteiros.

    Fonte: Midiamax
    Por: Celso Bejarano
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