Campo Grande (MS),

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    16/06/2017

    Número de mortos no incêndio em Londres sobe para 30

    Polícia britânica segue com o trabalho de identificação das vítimas; das 24 pessoas internadas, 12 estão em estado grave

    O imóvel incendiado em Londres começou a pegar fogo na noite de terça-feira e as chamas se propagaram em apenas meia hora Foto: Matt Dunham/AP
    O balanço de mortos no prédio que sofreu um incêndio de grandes proporções em Londres subiu de 17 para 30, informou a polícia britânica nesta sexta-feira, 16. Autoridades disseram que o fogo foi extinto e ainda não há indícios de que foi provocado deliberadamente.

    "Ao menos 30 pessoas morreram", afirmou o comandante da polícia, Stuart Cundy. Contudo, ele acredita que "infelizmente, o número voltará a aumentar".

    Segundo Cundy, das 24 pessoas que ainda estão hospitalizadas, 12 estão em estado grave. Em seu último relatório oficial, o Serviço Nacional de Saúde (NHS, na sigla em inglês) do Reino Unido informou que os feridos recebem tratamento médico em quatro hospitais da capital.

    Os serviços de emergência falam em "dúzias" de desaparecidos no acidente e os meios de comunicação locais especulam que o fogo na Torre Grenfell - um bloco 24 andares e 120 apartamentos, onde viviam entre 400 e 600 pessoas, no bairro de North Kensington - teria deixado "mais de 150 mortos". No entanto, policiais estimam que o número de vítimas fatais não superaria 100.

    A polícia do Reino Unido admitiu ser possível que muitas das pessoas mortas no incêndio não possam ser identificadas. Cundy disse que "há o risco de que não possamos identificar todo mundo". A primeira vítima foi identificada como o refugiado sírio Mohammed Alhajali, de 23 anos, que estudava engenharia civil e estava no 14º andar quando o incêndio começou.

    O imóvel incendiado, cujos sistemas de segurança estão sendo duramente questionados, começou a pegar fogo na noite de terça-feira e as chamas se propagaram em apenas meia hora, cobrindo toda a torre e dificultando a fuga dos residentes do prédio, muitos dos quais ficaram presos.

    O ministro de Comunidades britânico, Sajid Javid, afirmou que o governo "fará tudo o que for possível" e adotará medidas imediatas a fim de socorrer os afetados pela tragédia.
    Monarca

    A rainha Elizabeth II e o duque de Cambridge foram nesta sexta-feira a um centro montado para ajudar os afetados pelo incêndio.

    Em uma visita não anunciada, parcialmente televisionada pela rede BBC, a monarca e seu neto, o príncipe William - segundo na linha de sucessão do trono -, conversaram com voluntários, atingidos pelo incidente e representantes da comunidade do bairro de North Kensington.

    Elizabeth II já havia transmitido na véspera os seus pêsames aos afetados pela tragédia e elogiou a "valentia" dos bombeiros que correram para socorrer as vítimas, e a "generosidade incrível" dos voluntários, em um comunicado divulgado pelo Palácio de Buckingham, sua residência oficial. / AFP, REUTERS e EFE.



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