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    sábado, 24 de junho de 2017

    Ministro quer trocar o diretor da PF e reorganizar instituição

    O ministro nega que a saída do diretor geral, Leandro Daiello, seja uma tentativa de interferir na Operação Lava Jato

    © Reuters
    O ministro da Justiça Torquato Jardim considerou que pretendem realizar duas mudanças na Polícia Federal: trocar o diretor-geral e colocar em outro órgão os funcionários que cuidam de funções que não têm relação com a atividade policial, como emissão de passaporte e controle de estrangeiros. A declaração foi dada em uma rápida reunião com sindicalistas nessa quinta-feira (22).

    O ministro nega que a saída do diretor geral, Leandro Daiello, seja uma tentativa de interferir na Operação Lava Jato.

    De acordo com a Folha de S. Paulo, o delegado Rogério Galloro é um dos cotados para assumir o cargo e é considerado um policial de perfil mais político.

    A indicação de Galloro para o cargo foi feita pelo general Sérgio Etchegoyen, chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República), segundo a reportagem.

    O general foi o responsável pela indicação do ministro da Justiça e do diretor da Abin (Agência Brasileira de Inteligência).

    Os principais articuladores da mudança na direção da PF são Etchegoyen e o ministro Eliseu Padilha, chefe da Casa Civil.

    OUTRO LADO

    A assessoria de Torquato Jardim disse que tem ótima relação com o diretor-geral da PF, mas não sabe se irá substituí-lo. O ministro negou que haja planos de reestruturar a PF. Jardim argumentou que o tema foi tratado de maneira informal na conversa.

    O diretor-geral da PF disse em nota de sua assessoria que "é favorável a todo projeto que tenha como objetivo especializar o trabalho de inteligência e investigação já desenvolvido pelo órgão, e que representa a sua principal atribuição constitucional de polícia judiciária da União".

    Sérgio Etchgoyen nega que tenha feito indicações para substituir o diretor da Polícia Federal.

    Fonte: NAOM
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