Campo Grande (MS),

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    14/06/2017

    ARTIGO| Em vans que viajam por rodovias, também use o cinto de segurança

    Por: Warley Nogueira*
    Nesta semana, a Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos (Agepan) ampliou a abrangência da campanha pelo uso de cinto de segurança por passageiros dos ônibus. Agora, a reguladora estadual vai intensificar a fiscalização de vans de fretamento, de locadoras e de agências de turismo.

    A proposta da campanha é contribuir para a conscientização de turistas e grupos que contratam viagens com veículo coletivo e motorista. A iniciativa também visa alertar trabalhadores que são transportados por rodovia, universitários que usam estradas em transporte intermunicipal.

    Lançada em dezembro pela Agepan, a campanha tem a parceria da CCR MSVia e da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), além do Governo do Estado, Procuradoria da República em Mato Grosso do Sul e Observatório Nacional de Segurança Viária.

    Importante destacar também o papel exercido pela Polícia Rodoviária Federal desde o início da campanha, no que tange à fiscalização e conscientização dos usuários sobre a importância do uso do cinto de segurança, não só na BR-163/MS como também nas outras rodovias federais de Mato Grosso do Sul.

    Até este mês de junho, a campanha centrou o foco nos passageiros das linhas regulares, com a distribuição de folhetos nos veículos, fixação de cartazes em terminais rodoviários, veiculação de spots de rádio e de um vídeo educativo. Agora atinge também passageiros de outros tipos de veículos coletivos.

    Nunca é demais lembrar: são obrigatórias a disponibilidade do cinto sobre os assentos no momento do embarque, a orientação verbal do motorista para todos afivelarem o cinto momentos antes da partida e a fixação interna de um aviso alertando para a obrigatoriedade.

    Sabemos que muita gente acha um exagero usar cinto de segurança em coletivos. Mas o uso do dispositivo em coletivos como ônibus e vans é essencial e deve ser transformado em hábito entre os brasileiros. Para isso, é preciso massificar a informação dos benefícios desse hábito.

    O conforto e as dimensões dos coletivos dão a falsa impressão de mais segurança. Mas nos casos de freadas bruscas ou mesmo acidentes, os riscos dos passageiros serem arremessados para fora do assento são enormes. Um corpo deslocado nessas condições pode cair sobre outros passageiros ou ser lançado para fora do veículo.

    Estudos da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia dão conta que, no caso de acidente envolvendo coletivos, em que todos os ocupantes estejam usando o cinto de segurança, o número de mortos e feridos pode ser 75% menor.

    Não é para menos. Em uma colisão, por exemplo, uma pessoa que pesa cerca de 70 kg e não está usando cinto de segurança pode ser projetada com um peso correspondente a 350 kg, provocando danos provocados a si mesma e aos demais passageiros em que esbarrar.

    Apenas 2% dos passageiros de ônibus rodoviários utilizam cinto de segurança ao longo de toda a viagem. A imensa maioria dos passageiros que não afivelam o equipamento ignoram os benefícios representados pelo cinto. O uso do cinto reduz em 4 vezes o risco de passageiro se ferir em acidente.

    Pense nisso quando viajar em coletivos pelas rodovias do País. Abrace essa ideia. #useocinto. A segurança de cada um depende de todos.

    (*) Warley Nogueira é Fisioterapeuta e Coordenador de Interação com o Cliente da CCR MSVia no trecho Norte da BR-163/MS
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