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    terça-feira, 18 de abril de 2017

    Marcos Valério é condenado 18 anos de prisão pela Justiça Federal do RJ

    Publicitário está preso desde 2013 por outra condenação, do Mensalão. Dois sócios de Valério e um procurador da Fazenda também foram condenados. Os 4 podem recorrer.

    Justiça Federal condena publicitário Marcos Valério a mais 18 anos de cadeia
    O publicitário Marcos Valério foi condenado a mais 18 anos de cadeia – desta vez, pela Justiça Federal do Rio de Janeiro – pelos crimes de corrupção ativa e formação de quadrilha. Valério é acusado de pagar propina a um procurador da Fazenda Nacional para beneficiar os bancos BMG e Rural no conselho que analisa recursos contra punições estipuladas pelo banco central.

    As informações foram confirmadas com exclusividade pela GloboNews.

    Marcos Valério já tinha sido condenado a 37 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal, no processo do Mensalão do PT, e está preso desde 2013.

    A sentença do juiz Vitor Valpuesta, da 3ª Vara Federal Criminal do Rio, foi publicada nesta segunda-feira (17).

    Segundo a denúncia do Ministério Público Federal, os bancos BMG e Rural fizeram pagamentos à empresa de assessoria de Marcos Valério, e dos seus sócios Rogério Tolentino e José Roberto Moreira de Mello. Essa empresa repassou mais de R$ 1,7 milhão para uma conta bancária do então procurador da Fazenda Nacional Glênio Sabbad Guedes, entre 2003 e 2005.

    Os repasses para Glênio Guedes foram descobertos pela CPI do Congresso que investigou o escândalo do Mensalão – a partir de comunicados do conselho de controle de atividades financeiras, o Coaf. Em valores corrigidos pelo IPCA, o montante supera os R$ 3,6 milhões.

    De acordo com o MPF do Rio, Glênio Guedes teria recebido a propina para beneficiar os bancos BMG e Rural no Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional (CRSFN). O "Conselhinho", como é conhecido, é um órgão ligado ao Banco Central que analisava recursos contra as punições estabelecidas pelo BC.

    Além de Valério, seus dois sócios e o procurador da fazenda também foram condenados pela Justiça Federal do Rio.

    Rogério Tolentino pegou 22 anos e 7 meses de prisão, por corrupção ativa, lavagem de dinheiro, e formação de quadrilha. Tolentino já tinha sido condenado pelo Supremo a 6 anos de prisão no processo do Mensalão, também por corrupção ativa e lavagem de dinheiro. Desde 2015, ele está em liberdade condicional.

    José Roberto Moreira de Mello foi condenado a 14 anos e 7 meses, pelos crimes de corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

    A pena do procurador Glênio Guedes foi de 22 anos e 7 meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. O magistrado também decretou a perda do cargo público do procurador.

    Os quatro vão responder em regime inicial fechado, mas poderão recorrer em liberdade, desde que não estejam presos por outros processos.

    O que dizem os condenados?

    Glênio Guedes disse que, como se trata de uma sentença de primeira instância, ainda cabe recurso. Ele diz ainda que todos os processos administrativos abertos contra ele – pelos mesmos motivos – foram anulados pela Justiça Federal.

    A defesa de Marcos Valério disse que, assim que for intimada, vai recorrer das condenações ao Tribunal Regional Federal. A defesa ressaltou ainda que Valério foi absolvido de algumas acusações feitas pelo Ministério Público.

    A equipe de reportagem procurou os advogados de Rogério Tolentino e José Roberto Moreira de Mello, mas eles ainda não se pronunciaram.

    Por Marcelo Gomes e Diego Sarza, GloboNews

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