Campo Grande (MS),

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    quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

    Setor produtivo assina com BB termo para acelerar liberação de R$ 574 milhões do FCO

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    Representado pela Fiems, Famasul, Fecomércio-MS e Faems, o setor produtivo de Mato Grosso do Sul assinou, nesta quinta-feira (01/12), no Edifício Casa da Indústria, em Campo Grande (MS), termo de cooperação com o Banco do Brasil para acelerar a liberação de R$ 574 milhões em recursos do FCO (Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste) que ainda estão disponíveis para projetos no Estado neste ano. O acordo prevê, ainda, que, caso esse resíduo do Fundo não seja integralmente aplicado ainda em 2016, retorne ao Estado em 2017 e a facilitação de linhas crédito e juros.

    O termo foi assinado pelo presidente da Fiems, Sérgio Longen, pelo presidente da Famasul, Mauricio Saito, pelo presidente da Fecomércio-MS, Edison Araújo, e pelo presidente da Faems, Alfredo Zamlutti, e pelo superintendente do Banco do Brasil no Estado, Glaucio Zanettin Fernandes, na presença dos empresários dos setores industrial, comercial e agropecuário. Para o presidente Sérgio Longen, o termo de cooperação é resultado dos esforços dos representantes dos setores produtivos do Estado aliados à nova forma de gestão adotada pelo superintendente do Banco do Brasil, que assumiu o cargo em outubro.
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    “Com a assinatura do termo de cooperação, com essa nova equipe e com esse novo grupo de trabalho, a expectativa é que possamos destravar a liberação desses recursos do FCO e, nessa direção, vamos, até o fim do ano, disponibilizar o máximo dos recursos possíveis”, considerou o presidente da Fiems, lembrando sobre a necessidade de desburocratizar o processo de análise dos projetos, um dos motivos para os R$ 574 milhões do FCO ainda não terem sido aplicados. “Entendemos que a crise traz preocupações com investimentos, mas há também um excesso de burocracia do FCO. Nós precisamos criar regras mais fáceis, mais claras, para que os empresários consigam utilizar esses recursos e haja, de fato, celeridade na aprovação e liberação dos recursos para execução dos mesmos”, disse.

    Durante a reunião, o superintendente do BB, Glaucio Zanettin Fernandes, afirmou que a meta do Banco do Brasil é liberar, ainda neste ano, entre R$ 200 e R$ 250 milhões dos 574 milhões disponíveis do FCO para o Estado, mas defende ser possível aplicar o valor total que ainda resta. “Boa parte desses valores nós já temos projetos internalizados e aprovados. Então vamos atuar com muita gestão em cada um dos nossos processos para que de forma bastante célere sejam aplicados o máximo desses recursos ainda neste ano. Só nesses últimos dias a gente já conseguiu aumentar o ritmo em pelo menos 20, 30% em relação ao que era ano passado através de um esforço coletivo, para continuarmos fomentando o desenvolvimento de Mato Grosso do Sul”, justificou.

    Quanto à sobra retornar para o Estado em 2017, Glaucio Zanettin Fernandes, explicou que a regulamentação do FCO prevê que, quando há sobra em todos os Estados que participam (MS, MT, GO e DF), um caixa único é redistribuído no ano subsequente de acordo com a proporção a que cada Estado tem direito. “Mato Grosso do Sul tem 23% desses recursos, havendo uma sobra geral, ele retorna para aplicação no ano subsequente, e é essa a expectativa, porque não é um cenário restrito só a Mato Grosso do Sul, é uma questão conjuntural, e todos os Estados devem devolver esse recurso”, disse.

    Repercussão

    O presidente da Famasul, Maurício Saito, também comemorou a assinatura do termo. “Existe uma necessidade muito grande de se estabelecer um ambiente para que o agronegócio possa gerar renda. O setor tem um nível de inadimplência que é quase zero, não ultrapassa o 1%, o que nos faz afirmar com segurança que o produtor rural é um ‘bom tomador’. Então com essa baixa inadimplência, e o desejo de empreender, acredito que esta é uma boa notícia para o setor”, disse.

    O presidente da Fecomércio-MS, Edison Araújo, expôs o impacto que a liberação de recursos movimenta o comércio como um todo. “Foi exposto hoje que o setor de serviços, comércio e turismo corresponde a 87% da carteira de clientes do Banco do Brasil e, Mato Grosso do Sul, pela sua capacidade de desenvolvimento, isso acaba impactando no setor como um todo, na comercialização de maquinários, e prestação de serviços”, pontuou. 

    O presidente da Faems, Alfredo Zamlutti, também defendeu a redução da burocracia para aprovar os projetos do FCO, mas pediu que os interessados sejam mais zelosos ao elaborarem suas propostas. “Essa notícia do superintendente do Banco do Brasil é muito boa, ficou claro que há dinheiro para Mato Grosso do Sul, mas não adianta trazer dinheiro se não tiver demanda. É preciso reduzir a burocracia, mas precisamos também de uma consultoria adequada, que faça projetos precisos, efetivos e bem elaborados, ou não serão aprovados”, falou.

    Já o superintendente de apoio aos negócios empresariais da Semade (Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável), Bruno Gouvêa Bastos, avalia que a força-tarefa entre Governo do Estado, Federações e Banco do Brasil pode representar algo extraordinário para este fim de ano. “O Estado se comprometeu a fazer quantas reuniões do Conselho forem necessárias para que essas propostas sejam enviadas ao Banco do Brasil. O Banco, por sua vez, se comprometeu a fazer uma força tarefa para destravar qualquer eventual burocracia e verificar os eventuais gargalos que não sejam de riscos de crédito, enquanto as federações atuarão em conjunto para que a gente possa liberar o máximo de recursos ainda neste ano”, analisou.

    Empresários

    De acordo com o empresário do segmento gráfico Julião Gaúna, o FCO é responsável por grande parte do desenvolvimento da indústria e do Estado como um todo. “Já contratei recursos do FCO e tinha a intenção de fazer isso novamente em 2016, mas, após uma análise detalhada, desisti em função da alta carga de juros. A assinatura deste termo de cooperação é um dos pontos que me faz acreditar numa mudança de cenário para 2017, levando à retomada de investimentos”, explicou.

    Para o empresário do setor calçadista João Camargo, o cenário que se desenha hoje é positivo para o segmento no Estado e pode representar um incremento nos lucros para o próximo ano. “As indústrias calçadistas enfrentam problemas relacionados à inadimplência e, com a facilitação do acesso ao crédito, acredito que haja uma recuperação nesse sentido. Acredito que, para 2017, os empresários voltarão a investir e, para isso, precisam contar também com recursos do FCO”, avaliou.

    O empresário Antônio Breschigliari Filho, sócio-proprietário da Galeria dos Esportes, alertou que o empresário precisa de recursos para poder alavancar seus negócios, sua empresa, porque ela corre o risco de parar. “Vejo com bons olhos esse esforço por parte do governo e do Banco do Brasil de melhorar as condições de acesso ao crédito. Acredito que, a partir deste momento, com a disposição da superintendência do Banco do Brasil, vai se tornar bem mais fácil o empresariado ter acesso a esses recursos e voltar a registrar crescimento”, falou.



    Fonte: ASSECOM
    Por: Daniel Pedra


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