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    segunda-feira, 14 de novembro de 2016

    PONTA PORÃ LINHA DO TEMPO| 15 de novembro 1889. Há 127 anos iniciava-se a República Federativa do Brasil e as mudanças na fronteira

    A Proclamação da República Brasileira ocorreu no dia 15 de novembro de 1889, na cidade do Rio de Janeiro, então capital do Império, que manteve sua importância sediando também a capital da República Federativa do Brasil.

    Imagem divulgação web. Quintino Bocaiuva Defensor ardoroso das ideias republicanas, de volta à cidade do Rio de Janeiro trabalhou no jornal Diário do Rio de Janeiro (1854) e Correio Mercantil (1860-1864), vindo a ser o redator do Manifesto Republicano, que veio a público em 3 de dezembro de 1870, na primeira edição do A República, e em cujas páginas escreveu até o encerramento, em 1874, quando fundou o jornal O Globo (1874-1883). Em 1884 fundou “O Pais”, que exerceu grande influência na campanha republicana. Maçom, iniciado na Loja Amizade (São Paulo, 1861), era contrário às ideias positivistas. Polemista de discurso agressivo e lógico, no Congresso Republicano (São Paulo, maio de 1889) prevaleceu a tese de uma campanha doutrinária pela imprensa para o advento gradual da República, foi Presidente do Rio de Janeiro no período de 31 de Dezembro de 1900 a 31 de Dezembro 1903. Fonte: www.suapesquisa.com

    Segundo pesquisadores em suas publicações, no decorrer das décadas de 1870 e 1880, a monarquia brasileira estava numa situação de crise, pois representava uma forma de governo que não correspondia mais as mudanças sociais em processo. Fazia-se necessário a implantação de uma nova forma de governo, que fosse capaz de fazer o país progredir e avançar nas questões políticas, econômicas e sociais.

    Existem linhas de pesquisas que apontam que o processo de instauração do regime republicano no Brasil teve como antecedentes: as várias crises institucionais que o reinado de Dom Pedro II sofreu ao longo das décadas de 1870 e 1880 e as manifestações ideológicas que permearam esse mesmo período. Fonte: Brasil datas comemorativas.

    A estrutura do poder imperial, que possuía um caráter centralizador, não permitia que as províncias tivessem autonomia, fato esse que desagradava muito as elites regionais, principalmente a dos fazendeiros e produtores paulistas. Estes últimos também ficaram insatisfeitos com a abolição da escravatura, que ocorreu no ano de 1888, pois não foram indenizados pelo império. 

    Havia também insatisfação entre os militares, que almejava em grande parte, imbuídos de ideais positivistas e republicanos, uma república autoritária e modernizadora, assim poderiam ganhar mais espaços e poder dentro do novo regime. 
    Foto divulgação web. Folhetim. Homenagem da Revista Ilustrada à proclamação da república brasileira.

    Análises e pesquisas históricas de textos sobre a transição da Monarquia para república demonstra que a crise do sistema monárquico brasileiro pode ser explicada através de algumas questões, sendo essas: 

    Interferência de D.Pedro II nos assuntos religiosos, provocando um descontentamento na Igreja Católica, as críticas feitas por integrantes do Exército Brasileiro, que não aprovavam a corrupção existente na corte. Além disso, os militares estavam descontentes com a proibição imposta pela Monarquia, pela qual os oficiais do Exército não podiam se manifestar na imprensa sem uma prévia autorização do Ministro da Guerra.
    Imagem divulgação web. Manuel Deodoro da Fonseca (Alagoas da Lagoa do Sul5 de agosto de 1827 . Barra Mansa23 de agosto de 1892) foi um militarpolítico brasileiroproclamador da República e o primeiro presidente do Brasil. O Governo de Deodoro foi marcado pelo esforço da implantação de um regime de Estado Republicano. Entretanto, foi caracterizado por grande instabilidade política e econômica, devido às tentativas de centralização do poder, da movimentação de opositores da queda do Império, e por parte de outros setores das Forças Armadas descontentes com a situação política republicana. A crise teve seu ápice no fechamento do "Congresso Nacional do Brasil", o que mais tarde acabou levando à renúncia de Deodoro da Fonseca. Fonte http://brasilescola.uol.com.br/datas-comemorativas/dia-da-proclamacao-da-republica.htm

    A classe média (funcionário públicos, profissionais liberais, jornalistas, estudantes, artistas, comerciantes) estava crescendo nos grandes centros urbanos e desejava mais liberdade e maior participação nos assuntos políticos do país. Identificada com os ideais republicanos, esta classe social passou a apoiar o fim do império.

    Falta de apoio dos proprietários rurais, principalmente dos cafeicultores do Oeste Paulista, que desejavam obter maior poder político, já que tinham grande poder econômico. Diante das pressões citadas, da falta de apoio popular e das constantes críticas que partiam de vários setores sociais, o imperador e seu governo, encontravam-se enfraquecidos e frágeis. 
    Floriano Vieira Peixoto (Maceió30 de abril de 1839Barra Mansa29 de junho de 1895) foi um militar e político brasileiro. Floriano foi o primeiro vice-presidente do Brasil durante o governo de Marechal Deodoro e depois da renúncia deste assumiu a presidência sendo o segundo presidente do Brasil, presidindo o Brasil de 23 de novembro de 1891 a 15 de novembro de 1894, no período da República das Espadas.

    Foi denominado Marechal de Ferro por ter achado necessário governar o Brasil com punho forte devido aos inúmeros problemas encontrados por ele durante seu governo. Também foi apelidado de Consolidador da República. Durante o governo de seu sucessor, Prudente de Morais, muitos achavam que ele daria um Golpe de Estado, mas nada Floriano fez.

    Doente, D. Pedro II estava cada vez mais afastado das decisões políticas do país. Enquanto isso, o movimento republicano ganhava força no Brasil. No dia 15 de novembro de 1889, o Marechal Deodoro da Fonseca, com o apoio dos republicanos, demitiu o Conselho de Ministros e seu presidente. Na noite deste mesmo dia, o marechal assinou o manifesto proclamando a República no Brasil e instalando um governo provisório.

    Após 67 anos da independência, a monarquia chegava ao fim. No dia 18 de novembro, D.Pedro II e a família imperial partiam rumo à Europa. Tinha início à República.
    Foto divulgação web. PERTO DO FIM - Em 1889, a família posa em Petrópolis (Teresa Cristina, sentada, e, de pé, Isabel, dom Pedro, o neto Pedro Augusto, e o conde d’Eu): no diário, o sofrimento ao partir (Museu Imperial/VEJA)

    Todas essas mudanças com defensores apoiadores da República, mas ouve o levante dos imperialistas e defensores da Monarquia na região de Mato Grosso, Thomaz Larangeiras fiel apoiador da Monarquia por ter ele a concessão praticamente infinita de exploração de erva mate na região de fronteira e toda extensão do sul de Mato Grosso, acordo firmado no pós-guerra da Triplice Aliança.

    Segundo informações e relatos de fontes e registros históricos. Thomaz Larangeira criou inicialmente a “Empresa Matte Laranjeira”, que posteriormente ficou denominada “Companhia Matte Laranjeira” esta surgiu de uma concessão imperial ao comerciante Thomaz Larangeira, que conseguiu por serviços prestados na “Guerra do Paraguai” sendo ele um colaborador fiel do império brasileiro fornecendo mantimentos entre outros itens para o exercito da “Tríplice Aliança” durante o conflito armado, com a vitória do Brasil e seus aliados o mesmo obteve certas regalias uma delas a criação de sua companhia ervateira. 

    Thomaz Laranjeira desempenhou um papel importante na exploração de erva-mate no sul do Mato Grosso, mas sua primeira sede foi em Concepción, cidade do país vizinho Paraguai, onde sua Companhia, em meados de 1877, iniciava a exploração de erva-mate, mas com o passar dos anos ouve a necessidade de sua sede ser transferida para Porto Murtinho, com ampliação e a grande demanda, anos mais tarde foi transferida a sede para Guaíra (Paraná). 
    Arquivo Biblioteca Nacional, imagem de 1911. Foto publicada no livro um Homem de seu Tempo uma biografia de Aral Moreira de Luiz Alfredo M. Magalhães. Locomotiva fazendo transbordo de vagão para balsa que efetuava a travessia do rio Paraná, nesse período histórico era feito o transporte de passageiros e de erva mate entre outros materiais pelo rio Paraná.

    A Companhia foi a responsável pela fundação das cidades de Porto Murtinho-MS e Guaíra-PR, pois contribuiu para o desenvolvimento sócio econômico, gerando emprego e renda para tais localidades, tudo isso aconteceu em meios a críticas de fieis opositores da companhia e de Thomaz Larangeira, um dos motivos era por ele manter o monopólio em trono da exploração de erva mate, e muitas vezes acusado de impedir o real desenvolvimento da região, mas sendo ele a colaborar através de sua Companhia de erva mate, com a modernização das cidades uma delas podendo ser citada Ponta Porã, principalmente construindo prédios e escolas para uso público neste período histórico da formação da região sul de Mato Grosso. 
    Arquivo pessoal de Deidamia Amarilha Godoy: Foto década de 50. Embarcações que transportavam a erva mate da Companhia Mate Laranjeira, as bolsas de erva eram transportadas primeiramente de trem (locomotiva) para depois serem colocadas nas embarcações, que atravessavam o rio Paraná, desta forma facilitava o transporte de erva mate. Foto década de 50

    Na atualidade os fatos que levaram a destituição do Monarca D.Pedro II a criação da República em meios a desavenças internas de apoiadores e defensores e os impactos desta transição turbulenta para fronteira, se foi positiva ou negativa ainda hoje existe quem defenda a volta da Monarquia e muitos querem o Parlamentarismo no Brasil.

    Thomaz Larangeira está esquecido na memória da região fronteiriça, as mudanças da economia as migrações e imigrações de novas culturas para região adormeceram estes acontecimentos, herói e vilão em seu tempo, amado e criticado, mas marcou uma época com seus feitos e estilo de vida que embriagava e cultivava amigos por onde passavam, e os desafetos, todo herói precisa de um vilão, sendo ele ou não para marcar sua história, e que esta jamais se apagara da memória sociocultural de um povo, de uma região e nação. 

    E viva a república e que sempre prevaleça a democracia, que a conquista de um povo nunca seja tomada a ferro e a força, pois um povo sem memória é um povo sem história.








    Pesquisador: Yhulds Giovani Bueno. Professor de qualificação profissional, gestão e logística (Programas Estaduais e Federais). Professor coordenador da Rede Municipal de Educação.



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