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    segunda-feira, 21 de novembro de 2016

    PANTANAL| Na COP22 Brasil foi citado como exemplo, mas podemos avançar

    Pantanal é um exemplo a ser seguido

    deputada federal Tereza Cristina (PSB-MS) - Divulgação/Arquivo

    O Ministério da Agricultura faz um balanço positivo da participação brasileira na Conferência Mundial do clima, a chamada COP 22, realizada no Marrocos, principalmente, por causa da legislação ambiental e dos programas que sustentam a produção agrícola. Todos os avanços na agricultura sustentável do País, passaram por iniciativas do Congresso Nacional, que aprovou uma legislação considerada modelo, especialmente, com o advento do Código Florestal e da Cadastro Ambiental Rural. Na opinião da deputada federal Tereza Cristina (PSB-MS), o reconhecimento mundial pela agricultura sustentável que o Brasil está praticando, vem de encontro com o posicionamento do ministro Blairo Maggi, que na conferência fez questão de lembrar que o País deveria ter uma compensação ambiental pelas boas práticas na agricultura e na pecuária, a fim de que o setor produtivo continue a investir em ações que compartilhem o desenvolvimento da atividade agrícola com a preservação do meio ambiente. ''é preciso ficarmos atentos ao futuro da nossa produção e concordo com o ministro de que o país seja recompensado por produzir alimentos e não agredir o meio ambiente. ” diz a parlamentar sul-mato-grossense.

    O Brasil, segundo informações divulgadas pelo Ministério da Agricultura, foi bastante lembrado durante a conferência. O ministro Blairo declarou: “O Brasil se apresenta nesta COP22 muito mais como uma solução para vários problemas que o mundo enfrenta do que propriamente como um problema a ser resolvido pelo agricultor. Temos, que eu diria sem medo nenhum, a agricultura mais sustentável do mundo. As nossas áreas de produção no Brasil têm que ter, no mínimo, 20% de reserva legal. Todos os córregos e rios são protegidos por legislação. Mas, mais que a legislação, são protegidos pela consciência dos produtores, de que nós devemos preservar a flora e a fauna. ”

    O ministro salientou que a exigência na Floresta Amazônica, no norte do Brasil, é de manter 80% das propriedades inalteradas. “Manter 80% de uma propriedade sem uso é como você ter um hotel, com 100 apartamentos e só poder comercializar 20 unidades. E as despesas pertencem a você. É um sacrifício muito grande para os produtores brasileiros. ”

    Pantanal

    Representante de um dos estados da federação com a maior área preservada do planeta, o Pantanal, a deputada Tereza Cristina, explica que a proteção de biomas e a produção integrada com a natureza, como é feita na maior parte das fazendas pantaneiras, tem sido a solução para o futuro. No pantanal, onde a criação de gado está perfeitamente adaptada ao bioma, a região tem sido usada como exemplo de convivência pacifica entre a produção e a sustentabilidade. Nós temos problemas na região do alto Paraguai, especialmente, no rio Taquari, mas na maior parte dos municípios da bacia pantaneira, a criação de gado convive há mais de 200 anos com a natureza sem ser preciso destruir a vegetação nativa e, principalmente, sem poluir os rios que formam esse extenso bioma ‘, acrescenta.



    Fonte: ASSECOM
    Por: Flávia Rabelo


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