Campo Grande (MS),

  • LEIA TAMBÉM

    quarta-feira, 9 de novembro de 2016

    Obama felicita Trump e convida para encontro na Casa Branca

    Encontro entre o atual e o futuro presidente deve acontecer na quinta (10). Republicano assumirá governo após 8 anos de gestão democrata.

    Presidente Obama vai discutir a transição com o eleito, Donald Trump (Foto: Jonathan Ernst/Reuters)

    O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, felicitou o republicano Donald Trump por sua vitória nas eleições presidenciais deste ano e o convidou para um encontro nesta quinta-feira (10), segundo a agência Associated Press. Trump assumirá o governo após oito anos de gestão democrata. 

    A chefe da campanha de Trump, Kellyanne Conway, disse que Obama telefonou para Trump na madrugada da quarta, quando ele estava em um evento com partidários em Nova York. Ele respondeu à chamada logo depois de descer do palco.

    Os dois tiveram o que ela descreveu como um "diálogo muito agradável" e podem se reunir na quinta-feira.

    O secretário de imprensa da Casa Branca, Josh Earnest, já havia dito a jornalistas na semana passada, a bordo do avião presidencial Air Forte One, que o presidente tinha sua agenda vaga nesta quarta e quinta para uma possível reunião com o eleito.

    Hillary Clinton

    Obama participou ativamente da campanha da democrata Hillary Clinton, fazendo discursos e mesmo criticando a atuação do FBI na investigação dos e-mails da candidata. Ela foi acusada de usar seu servidor particular para tratar de assuntos confidenciais na época em que era secretária de Estado. Ao longo da campanha, Trump criticou a administração de Obama. 

    Após a vitória ser confirmada pelas projeções, Trump disse que recebeu uma chamada de sua adversária democrata. "Ela me ligou para me parabenizar por nossa vitória, e eu a parabenizei por uma campanha muito, muito dura. Ela lutou muito forte", afirmou em discurso para seus partidários. O republicano também disse que os americanos têm com Hillary uma dívida de gratidão por seus anos de serviço ao país.

    Vitória de Trump

    O resultado da eleição americana foi definido por volta das 5h30 desta quarta-feira. Ao longo da noite, enquanto a apuração avançava, Trump conquistou vitórias surpreendentes sobre Hillary em estados-chave para a definição, como Flórida, Carolina do Norte e Ohio, abrindo caminho para a Casa Branca.

    Os democratas contavam com votos dos estados do Centro-Oeste, como Ohio e Iwoa, por causa do tradicional apoio dos negros e dos trabalhadores brancos. Mas muitos dos brancos dessa região, especialmente os sem formação universitária, decidiram votar em Trump. A importância dessa classe para os democratas tinha sido subestimada em projeções feitas antes do pleito, segundo o jornal "The New York Times". Contrariando sondagens, Michigan, Wisconsin e Pensilvânia votaram em um republicano pela primeira vez desde os anos 1980.

    No discurso da vitória, Trump usou um tom conciliador e disse que será presidente para "todos os americanos" (veja trechos no vídeo abaixo). "Trabalhando juntos, vamos começar a tarefa urgente de reunir nossa nação. É isso que quero fazer agora por nosso país." Leia a íntegra do discurso.

    Repercussão

    A vitória de Trump provocou reações de líderes internacionais. Alguns ministros de relações exteriores e representantes europeus demonstraram apreensão. Já os presidentes da Rússia e das Filipinas falaram sobre a intenção de melhorar as relações com os Estados Unidos.

    O resultado da eleição derrubou os mercados de ações pelo mundo. A bolsa de valores de Tóquio perdeu mais de 5% e, na Europa, os principais índices abriram o dia em forte queda. No Brasil, o dólar abriu em forte alta em relação ao real. A Bovespa começou os trabalhos com queda de mais de 3%.

    Segundo a Reuters, os investidores estão preocupados com a possibilidade de Trump adotar políticas protecionistas e desistir de acordos de comércio internacional.

    "Isso é o mais assustador em se colocar o cargo mais poderoso do mundo nas mãos de um homem que muitos acreditam ser temperamentalmente instável. Seus cortes de impostos podem abrir um enorme rombo orçamentário e suas sanções comerciais podem suspender o comércio mundial. Tudo isso pode gerar uma recessão", disse o estrategista-chefe de mercado da National Securities em Nova York, Donald Selkin.



    Do G1, em São Paulo

    RECENTES

    POLÍTICA

    CONCURSOS