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    quarta-feira, 23 de novembro de 2016

    Mandetta pede a Mendonça Filho que não permita crescimento desenfreado de cursos de Medicina

    deputado federal Henrique Mandetta - Divulgação

    Durante audiência pública realizada pela Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, hoje, para debater a reforma do ensino médio com o ministro da Educação, Mendonça Filho, Mandetta pediu mais controle com a abertura de novos cursos de Medicina. “Quero parabenizar e reforçar a crença do ministro que apontou o caminho da reforma do ensino médio com propriedade e essa Casa saberá aproveitar e aprimorar o texto”, começou Mandetta.

    Em seguida, o parlamentar lembrou que entre os anos de 2013 e 2015, o Brasil saltou de 148 para 349 faculdades de Medicina. “Duzentas novas escola em um ano, ou seja, 78% dos médicos serão formados em escolas privadas financiados em sua grande maioria pelo FIES”, alega. Segundo ele, com a mensalidade a um custo médio de 6 mil reais, lembrando que tem faculdade que chega a cobrar dez mil reais, esse jovem médico recém-formado sairá com uma dívida de 1,340 milhão para pagar em 18 anos.

    Mandetta também alertou a falta de perspectiva de residência médica. “A lei passa a obrigar que esse jovem médico dedique dois anos ao programa Saúde da Família como pré-requisito para a residência”, afirma. E numa projeção futura, o parlamentar destaca que o Brasil quebrará o recorde de formar 35 mil médicos por ano, o que somará a 350 mil numa década. “Como a vida profissional do médico é de 40 anos chegaremos a um milhão e quatrocentos mil médicos”, afirma.

    Outro ponto delicado da formação médica apontada por Mandetta é a falta de avaliação seriada consistente para separar classificar a formação médica. “Vamos pensar mais nas próximas gerações do que nas próximas eleições?, questionou.

    O ministro se mostrou aberto a chegar a um consenso sobre o que fazer com os cursos de Medicina, já que existem opiniões diverges no parlamento. “É uma boa discussão e uma boa preocupação”, finalizou.



    Fonte: ASSECOM


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