Campo Grande (MS),

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    sexta-feira, 25 de novembro de 2016

    Hospital Cassems de Campo Grande é o primeiro do Estado a implementar protocolo contra Sepse

    Foto: Ernesto Franco

    Na noite da última quinta-feira (24), o corpo clínico do Hospital Cassems de Campo Grande participou do lançamento do Protocolo de Sepse da Unidade Hospitalar. A médica Flávia Machado, que é coordenadora geral do Instituto Latino Americano de Sepse (Ilas) e responsável pelo protocolo, falou ao corpo clínico sobre a importância de garantir o aperfeiçoamento da qualidade assistencial ao paciente séptico. 

    De acordo com a Dra. Flávia, a Sepse é uma infecção generalizada e é responsável por cerca de 50% dos casos de morte nas UTIs dos hospitais brasileiros.

    “A Sepse é uma das principais causas de morte no nosso país, então, discutimos como deve ser o atendimento nas primeiras horas, que são as mais importantes para termos mais chances de salvar o paciente. É evidente na literatura científica que os hospitais que implementam o protocolo gerenciado por Sepse consegue reduzir a mortalidade. Hoje, a mortalidade por Sepse nas UTIs brasileiras está em entre 50% a 55% e, com certeza, essa porcentagem é muito elevada, mas quando você regulamenta como vai prestar o atendimento, quando você treina a sua equipe para aquelas etapas você consegue diminuir essa mortalidade”, explica Flávia.

    A diretora técnica do Hospital Cassems de Campo Grande, Priscila Alexandrino, destaca que a Unidade Hospitalar da Caixa dos Servidores da Capital é a primeira a receber o selo do Ilas. 

    “O Hospital Cassems aqui de Campo Grande será o primeiro de Mato Grosso do Sul a ter o selo do Ilas. Alguns hospitais de outros Estados brasileiros já têm o selo, mas no nosso Estado, será o pioneiro. O protocolo é seguido desde a recepção do paciente, na triagem do enfermeiro, se classificado como risco ele vai ser identificado como paciente com Sepse, que é uma infecção grave, e vai ser passado ao médico com essa informação. O paciente que chegar com algum sinal de infecção mais grave vai ser rapidamente atendido e o objetivo é diminuir a mortalidade”, afirma a diretora.

    Para o diretor de Unidades Hospitalares da Caixa dos Servidores, Flávio Stival, o Hospital Cassems de Campo Grande se destaca pelo pioneirismo, seja na parte estrutural, ou pelos métodos de atendimento.

    “Desde que foi concebida esta estrutura, fomos pioneiros no modelo construtivo, nos métodos de atendimento, na humanização do atendimento aos pacientes que nos procuram e não poderia ser diferente na assistência a saúde. Este protocolo de Sepse é extremamente importante, porque estudos mostram que se você tiver um diagnóstico mais rápido do paciente quando ele chega ao pronto socorro, quando você toma uma atitude diferente, você consegue salvar vidas. Esse é o nosso objetivo principal, atender da melhor forma, salvando pessoas e diminuindo assim o número de mortalidade que existe não só no nosso estado, mas em todo o país”, pontua Stival.

    O presidente da Cassems, Ricardo Ayache, acredita que a implementação do protocolo de Sepse vem ao encontro dos objetivos da Caixa dos Servidores que é oferecer o melhor atendimento sempre.

    “A Sepse é um dos maiores fatores que fazem vítimas nos leitos de hospitais do país. Por isso, todo paciente que chegar ao nosso hospital com algum sinal de infecção mais grave será rapidamente atendido com uma série de procedimentos previstos pelo protocolo. Nosso objetivo sempre será oferecer o melhor atendimento e com o diagnóstico mais preciso”, finaliza Ayache.



    Fonte: ASSECOM


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