Campo Grande (MS),

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    quarta-feira, 9 de novembro de 2016

    Hillary pede 'cabeça aberta' com Trump: 'Será o nosso presidente'

    Candidata democrata só se pronunciou horas após derrota nas urnas. Em discurso da vitória, Trump promete ser 'presidente de todos americanos'.

    Ex-presidente Bill Clinton aplaude sua mulher, a candidata democrata Hillary Cinton, que falou em Nova York nesta quarta-feira após vitória do republicano Donald Trump (Foto: AP Photo/Andrew Hamik)

    A candidata democrata, Hillary Clinton, afirmou nesta quarta-feira (9) que a derrota nas eleições foi dolorosa e mostra o quanto a opinião pública dos Estados Unidos está dividida. O discurso aconteceu horas após o anúncio da vitória do republicano Donald Trump. 

    “Eu sei o quão desapontados vocês se sentem. É doloroso e vai ser por muito tempo. Nós vimos que a nossa nação está mais dividida do que pensávamos”, afirmou em um hotel de Nova York. A democrata estava nitidamente emocionada.

    Bastante aplaudida, Hillary desejou sucesso a Trump e disse que espera que ele trabalhe em prol de todos os americanos.

    "Na noite passada eu cumprimentei Donald Trump e me ofereci para trabalhar com ele em nome do nosso país. Espero que ele seja um presidente de sucesso para todos os norte-americanos", declarou, segundo a Reuters.
    'Nossa nação está mais dividida do que pensávamos', diz Hillary

    A democrata de 69 anos e Trump, de 70, protagonizaram uma disputada e agressiva campanha de quase dois anos, marcada por ofensas e ataques pessoais.


    Passada a disputa, Trump parabenizou a adversária por "uma campanha muito, muito dura". Em seu discurso de vitória, disse que os americanos têm com Hillary uma dívida de gratidão por seus anos de serviço ao país. O republicano também prometeu ser "presidente para todos os americanos". "Trabalhando juntos, vamos começar a tarefa urgente de reunir nossa nação. É isso que quero fazer agora por nosso país", afirmou. 

    A democrata pediu que os americanos tenham a "cabeça aberta" para o novo presidente. "Donald Trump vai ser nosso presidente. Nós devemos a ele uma cabeça aberta e uma chance para liderar. Nossa democracia constitucional garante a transferência de poder em paz. Nós valorizamos isso", disse Hillary.

    "Agora nossa responsabilidade como cidadãos é continuar a construir uma América mais justa" Hillary Clinton
    Agradecimentos

    Hillary agradeceu o apoio que recebeu ao longo da campanha da sua família e da família do presidente americano, Barack Obama. “Agora nossa responsabilidade como cidadãos é continuar a construir uma América mais justa”, disse a democrata.

    Logo após a fala da colega de partido, Obama fez um pronunciamento sobre as eleições e disse que "não poderia estar mais orgulhoso dela". Disse ainda que sua candidatura foi "histórica" e "deixa uma mensagem às nossas filhas".

    Hillary afirmou ter convicção de que estava "lutando pelo que acreditava ser certo".

    “Eu gostaria que vocês se lembrassem que a nossa campanha nunca foi sobre uma pessoa, ou uma eleição, era sobre o país que nós amamos, sobre construir uma américa que tem esperança, que é inclusiva. Nós vimos que a nossa nação está mais profundamente dividida do que pensávamos”, declarou a democrata.


    Transição

    O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, felicitou o republicano Donald Trump por sua vitória nas eleições presidenciais deste ano e o convidou para um encontro nesta quinta-feira (10), segundo a agência Associated Press. Trump assumirá o governo após oito anos de gestão democrata.
    "Não somos primeiro democratas ou primeiro republicanos. Somos primeiro americanos. Todos queremos o que é melhor" Barack Obama, presidente dos EUA

    A chefe da campanha de Trump, Kellyanne Conway, disse que Obama telefonou para Trump na madrugada da quarta, quando ele estava em um evento com partidários em Nova York. Os dois tiveram um "diálogo muito agradável", segundo ela.

    Em discurso na Casa Branca, Obama afirmou que instruiu sua equipe a garantir uma transição de sucesso para o próximo presidente. O presidente disse também que "não é segredo" que ele e Trump têm diferenças significativas.

    Ele afirmou que o país precisa agora de um senso de unidade, inclusão e respeito pelas instituições. "Não somos primeiro democratas ou primeiro republicanos. Somos primeiro americanos. Todos queremos o que é melhor", afirmou.

    O presidente falou sobre suas realizações no cargo e afirmou que sua equipe deixou um país melhor e mais forte do que oito anos atrás.
    Obama falou em 'transição pacífica' na Presidência (Foto: AP Photo/Pablo Martinez Monsivais)

    Votação

    O resultado da eleição americana foi definido por volta das 5h30 desta quarta-feira. Ao longo da noite, enquanto a apuração avançava, Trump conquistou vitórias surpreendentes em estados-chave, abrindo caminho para a Casa Branca.

    Contrariando as sondagens, Michigan, Wisconsin e Pensilvânia votaram em um republicano pela primeira vez desde os anos 1980. Juntos, esses estados têm 46 delegados.

    Além disso, Hillary perdeu em Flórida, Carolina do Norte e Ohio, que são alguns dos chamados "swing states" – que têm grande número de delegados no colégio eleitoral e onde, historicamente, não há favorito. Quase sempre, eles são decisivos nas eleições americanas. A Flórida tem 29 delegados, Ohio tem 18, e Carolina do Norte, 15. O candidato precisa ter 270 delegados para ser eleito presidente.

    Para ganhar a eleição, os democratas contavam com votos dos estados do Centro-Oeste, como Iowa, Ohio e Wisconsin, por causa do tradicional apoio dos negros e dos trabalhadores brancos. Mas muitos dos brancos dessa região, especialmente sem formação universitária, decidiram votar em Trump.

    A importância desse grupo para os democratas tinha sido subestimada em projeções feitas antes do pleito, segundo o jornal "The New York Times". Analistas dizem o apoio desses trabalhadores a Obama já tinha sido menor em 2012, principalmente pelo receio de perder o emprego para outros países.

    Os trabalhadores rurais de estados centrais e do Norte também escolheram em peso o republicano e fizeram diferença no resultado.



    Do G1, em São Paulo

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