Campo Grande (MS),

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    quinta-feira, 10 de novembro de 2016

    'Dica de fraude' pode render de advertência a cassação, diz corregedor

    Investigação na Assembleia já ouviu deputado e tem mais três depoimentos marcados

    Deputado estadual e corregedor da Assembleia, deputado Maurício Picarelli (PSDB) (à direita)-Foto: Divulgação/ALMS

    Flagrados em áudio que sugere fraude no ponto de frequência dos servidores, os deputados Paulo Corrêa (PR) e Felipe Orro (PSDB) podem ser punidos com advertência pública, ser suspensos temporariamente ou enfrentar um processo de cassação, afirmou o corregedor da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, o deputado Maurício Picarelli (PSDB), nesta quinta-feira (10).

    No áudio divulgado há duas semanas, Corrêa sugere dicas de fraude para o colega Orro. Eles negam qualquer ilegalidade e afirmam que o pastor Jairo Fernandes Silveira, presidente do PTN, em Maracaju, dono do celular que gravou a conversa, tentou chantageá-los em troca do silêncio.

    De acordo com Picarelli, os três tipos de punição podem ocorrer se o presidente da casa de leis, Junior Mochi (PMDB), a quem o relatório da corregedoria será submetido, entender que os parlamentares cometeram alguma irregularidade ou se são culpados de alguma forma.

    Neste caso, Mochi pode optar por aplicar somente a pena de advertência pública verbal, suspender os dois por tempo determinado ou, ainda, abrir um processo por quebra de decoro, que pode resultar na cassação dos dois parlamentares.

    Conversa ilícita 

    Com o foco em eventual extorsão do pastor, a investigação do caso na Assembleia não detalhou a apuração sobre o conteúdo da conversa. Segundo Picarelli, a defesa alegou que a gravação é ilícita, pois, se tratava de um diálogo particular.

    Novos depoimentos 

    Além da oitiva do pastor Jairo, marcada para 18 de novembro, a corregedoria marcou para a próxima segunda-feira (14) e para quarta-feira (16) os depoimentos do ex-secretário de Fazenda de Dourados, Walter Carneiro, e Sammer Abder Rahman Abdallah, servidor da Casa Civil. Ambos, estavam no gabinete do deputado Zé Teixeira, segundo ele, quando o pastor tentou vender o vídeo.

    Só depois, os deputados Paulo Corrêa e Felipe Orro vão depor. Ambos já entregaram uma defesa prévia, cujo conteúdo não foi revelado.

    Ainda segundo Picarelli, a corregedoria ouviu Teixeira. Ele não revelou o conteúdo da oitiva e o parlamentar não estava na sessão desta quinta-feira.



    Fonte: campograndenews
    Por: Mayara Bueno e Leonardo Rocha
    Link original: http://www.campograndenews.com.br/politica/dica-de-fraude-pode-render-de-advertencia-a-cassacao-diz-corregedor

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