Campo Grande (MS),

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    terça-feira, 1 de novembro de 2016

    DE LEVE| Marquinhos venceu. O que muda?



    Vamos por etapas. Primeiro é preciso reconhecer que a vitória do candidato do PSD é fruto de uma série de fatores, mas onde a sua musculatura política foi determinante. Ele demonstrou ter luz própria ao corajosamente romper com Puccinelli, votando contra matérias do então governador. Lembra?

    Segundo – formou um arco de alianças de partidos de pouca representatividade, mas efetivamente engajados no seu projeto pessoal, sem disputas internas, com garra invejável, apesar dos poucos recursos financeiros . Não se pode esquecer o peso das siglas que apoiaram sua adversária, mas que na pratica não rendeu o resultado esperado. Eu diria – apoio formal de gabinete, sem eco nas ruas. 

    Terceiro – Soube passar ao largo dos escândalos havidos na administração de seu mano Nelsinho, bem como daqueles episódios nas gestões de Bernal e Olarte. Outras acusações vieram ao longo da campanha, mas elas tiveram pouco impacto junto a opinião pública. 

    Quarto – a decisão do prefeito Bernal em apoiá-lo. Pelo sim, pelo não – apesar dos desgastes dele, seu cacife de votos que rendeu-lhe o terceiro lugar no primeiro turno não poderia ser rejeitado. Aliás, em política não se despreza apoio.

    Agora, após a ressaca da vitória, já se questiona nos bastidores, qual será o peso deste resultado na sucessão estadual e na disputa pelas 8 vagas na Câmara e as duas vagas no senado em 2018. Afinal, a capital é o centro nervoso da política estadual e administrá-la é um fator preponderante na disputa do Governo Estadual. 

    O Governador Reinaldo já percebeu que o jogo deve ser repensando urgentemente para agregar partidos e lideranças de expressão. Ele não era o candidato, mas sua postura ativa na campanha rendeu-lhe desgastes e arestas que devem merecer de sua parte cuidados especiai. 

    Também já se questiona: O governador reavaliará o peso do PDT e PR como aliados? E até quando ele manterá relações cordiais com os deputados do PMDB e de partidos que não caminharam ao lado de Rose? E qual será o futuro político dela dentro do PSDB? 

    Para finalizar vem o questionamento : Marquinhos se juntaria a Bernal, ao DEM, ao PSB de Ayache, ao PTB de Nelsinho para ocupar o espaço como maior adversário do PSDB em 2018? 

    Tudo é possível. A política sempre em movimento. 

    De leve...


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