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    sexta-feira, 21 de outubro de 2016

    PF faz operação no Congresso e prende 4 policiais legislativos

    PF faz operação no Congresso e prende 4 policiais legislativos. Suspeita é de que agentes atuavam para atrapalhar investigação de políticos.

    Viaturas da Polícia Federal foram estacionadas na entrada do Congresso (Foto: Elielton Lopes)

    A Polícia Federal foi ao Congresso logo no início da manhã desta sexta-feira (21) para realizar uma ação contra policiais legislativos suspeitos de prestarem serviço de contrainteligência para ajudar parlamentares investigados na Lava jato. A suspeita é de que policiais legislativos faziam varreduras nas casas dos políticos para, por exemplo, identificar e eliminar escutas instaladas com autorização judicial.

    Quatro policias legislativos foram presos. Um dos presos é Pedro Ricardo Araújo Carvalho, chefe da polícia legislativa. Foram expedidos ainda cinco mandados de busca e apreensão e quatro de afastamento de função pública. Os policias legislativos são servidores do Congresso que atuam na segurança no prédio.

    A operação desta sexta tem como base a delação premiada de um policial legislativo. Segundo ele, um diretor da polícia legislativa determinava que os subordinados prestassem o serviço de contrainteligência para senadores.

    De acordo com o Ministério Público Federal, não há mandados nesta operação contra políticos nem foram realizadas buscas em gabinetes de parlamentares no Congresso.

    Os mandados da operação desta sexta foram autorizados pela Justiça Federal do DF, a pedido do Ministério Público Federal no DF.
    Entrada do espaço onde fica lotada a Polícia Senado, no Congresso Nacional (Foto: Elielton Lopes/G1)

    Histórico

    A polícia legislativa já esteve no centro de uma polêmica com a Polícia Federal dentro da Operação Lava Jato. Em julho de 2015, policiais do Senado tentaram impedir o cumprimento de um mandado de busca e apreensão no apartamento funcional do senador Fernando Collor (PTB-AL).



    Da TV Globo, em Brasília
    Por: Ana Paula Andreolla

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