Campo Grande (MS),

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    terça-feira, 11 de outubro de 2016

    PF cumpre mandados contra grupo suspeito de pirâmide financeira no TO

    Grupo investigado captou cerca de R$ 226 milhões, em cinco meses. Empresa prometia ganhos de até 200% aos franqueados que investiam. 

    Polícia Federal cumpriu mandados em uma loja no centro de Palmas (Foto: Ana Paula Rehbein/Divulgação)

    A Polícia Federal iniciou na manhã desta terça-feira (11) uma operação contra um grupo suspeito de praticar crimes contra o sistema financeiro, entre eles a prática da pirâmide financeira, a partir de uma empresa denominada Aliança Online, com sede em Palmas. A Justiça Federal expediu 11 mandados de busca e apreensão, 10 mandados de condução coercitiva, quando alguém é levado para prestar depoimento, e um mandado de prisão preventiva. A operação foi chamada de Queops.

    Até o fim da manhã, oito mandados já tinham sido cumpridos por cerca de 40 agentes. De acordo com a Polícia Federal, bloqueio de bens dos envolvidos também foram decretados pela Justiça. Considerado como o chefe do esquema, o empresário Ricardo Dantas teve prisão decretada e é considerado foragido.

    Durante as investigações comprovou-se que a Aliança Online, que mantinha uma loja de eletrodomésticos em Palmas e um site pela internet, captou cerca de R$ 226 milhões, entre dezembro de 2015 e abril de 2016, prometendo ganhos de até 200% dos investimentos.

    "Quando nós recebemos as primeiras informações, em dezembro do ano passado, e fizemos as primeiras diligencias foi constatado que a empresa se intitulava como empresa de marketing multinível. No decorrer da investigação observamos que não era esse o objeto do negócio, era realmente o marketing financeiro. Eles prometiam uma alta remuneração em relação aos valores colocados à disposição da empresa, em forma de cotas de R$ 200, R$ 500 e R$ 1 mil", explicou o delegado Cleyber Malta.


    A Aliança tinha como atividade principal a captação de recursos financeiros de associados, sem autorização legal, atraindo investidores sob a promessa de "ganhar dinheiro fácil", disse a polícia. Segundo investigações do Ministério Público Estadual, uma pessoa que comprou uma franquia da empresa no valor de R$ 1 mil teria informado que o ganho era de R$ 84 por dia, mas depois os valores começaram a cair. Isso porque para se manter esse modelo de pirâmide financeira precisa sempre atrair novos membros.

    Ainda conforme a Polícia Federal o esquema chegou a contar com aproximadamente 250 mil cotas em várias regiões do país. O grupo é investigado por crimes contra o sistema financeiro, contra a economia popular, contra a ordem tributária, por estelionato e lavagem de dinheiro, entre outros.
    Produtos foram apreendidos pela PF (Foto: PF/Divulgação)

    Operação

    O nome da operação foi batizado de Queops em alusão a Pirâmide de Quéops (ou Khu-fu), também conhecida como a Grande Pirâmide de Gizé ou simplesmente Grande Pirâmide, é a mais antiga e a maior das três pirâmides na Necrópole de Gizé, na fronteira de El Giza, no Egito.

    É a mais antiga das sete maravilhas do Mundo Antigo e a única a permanecer, em grande parte, intacta.

    Entenda

    Após receber várias denúncias, a Justiça bloqueou R$ 300 milhões de contas bancárias ligadas à empresa Aliança Online, que tem sede em Palmas e atua em todo o país pela internet. O pedido de bloqueio foi feito pelo Ministério Público Estadual (MPE). A empresa é suspeita de aplicar um golpe conhecido como "pirâmide financeira".

    Em maio deste ano, um grupo de pelo menos 70 pessoas invadiu uma loja de na quadra 104 Sul, no centro de Palmas, e saqueou vários eletrodomésticos. Conforme testemunhas, a loja saqueada tem ligação com a empresa Aliança Online.

    Naquela ocasião, o administrador da Aliance Online, Ricardo Dantas, disse que a empresa está no mercado há nove anos e trabalha no segmento multinível e que ninguém da empresa foi lesado. "Em nenhum momento surgiu a promessa de ganhos sem que a pessoa de fato merecesse", afirmou.

    "O que a empresa prometia era uma divisão de lucros. Uma vez que a empresa se encontra parada, ela não está usufruindo de lucro. Então ela não tem essas condições de proporcionar essa divisão", disse Dantas.
    Loja de eletrodomésticos teve objetos furtados (Foto: Patrício Reis/G1)



    Do G1 TO

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