Campo Grande (MS),

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    terça-feira, 4 de outubro de 2016

    Marquinhos e Rose disputam 332 mil votos ainda com ‘destino incerto’

    Candidatos terão de usar criatividade para convencer indecisos e articular bem as alianças com os derrotados, explica cientista político

    Eleitores chegando para votar na Escola Estadual Joaquim Murtinho; muitos invalidaram seus votos (Foto: Marcos Ermínio/Arquivo)

    Marquinhos Trad (PSD) e Rose Modesto (PSDB) disputarão os 332 mil eleitores que deixaram de votar, invalidaram o voto ou escolherem um dos outros 13 candidatos que entraram na disputa pela Prefeitura de Campo Grande. Tudo agora depende do fechamento das alianças com os derrotados e de reforço na campanha eleitoral, segundo os concorrentes e o cientista político, Paulo Cabral.

    O número de abstenções, votos em branco e nulos surpreendeu, assim como já havia chamado a atenção a quantidade de indecisos – 25,2% conforme a última pesquisa da Tendência/Campo Grande News. Conforme o TRE/MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul), 114.286 deixaram de votar, enquanto que 36.017 optaram por anular o voto e 17.619 fizeram a opção pelo branco.

    No total, 167.922, 28% do eleitorado – composto por 595.172 pessoas –, de alguma forma optou por não votar.

    Para o cientista político, situações atípicas aconteceram neste ano em Campo Grande. O eleitor da Capital sul-mato-grossense tinha como característica decidir logo o seu candidato preferido, mas desta vez ficou por muito tempo indeciso – a pesquisa Tendência/Campo Grande News saiu no dia 28 de setembro, quatro dias antes da votação –, o que pode explicar o percentual parecido do eleitorado que não foi votar ou invalidou o voto.

    A explicação para o fenômeno é o desânimo do eleitorado diante das crises políticas locais e nacionais, segundo Paulo Cabral. O troca-troca de prefeito na Capital traumatizou.
    Paulo Cabral, cientista político (Foto: Arquivo)

    Voto útil 

    Estes eleitores serão disputadíssimos e podem definir a eleição no segundo turno, conforme o cientista político. Candidatos vão ter de usar a criatividade para convencê-los. “A tendência é reduzir a quantidade de brancos e nulos. Quem for votar, vai optar por um dos dois candidatos”.

    A rejeição é o problema neste 2º turno, acredita Cabral, porque ao ter de fazer a escolha, eleitores optam pelo voto útil. “Se não simpatizante nem de um e nem de outro, escolhem o menos pior, fazem o voto útil”.

    Neste cenário, na opinião do cientista político, os eleitores do prefeito Alcides Bernal – que teve a terceira maior votação, 111.128 votos – não serão os mais difíceis de convencer, porque votaram nele “por pirraça”. “O eleitor do Bernal votou nele porque se sentiu ultrajado pela cassação, não necessariamente é partidário, simpatizante”, comentou Cabral.
    Marquinhos Trad, na manhã de domingo (Foto: Alcides Neto/Arquivo)

    Campanha 

    Marquinhos Trad disse logo após o fim da apuração que vai buscar alianças, mas continuará indo para a rua apresentar suas propostas. Ele é contra o uso de ataques. “Queremos campanha de propostas e sem ataques. Vamos reunir a equipe traçar a estratégia para o segundo turno e buscar a aliança e apoio dos demais candidatos”, afirmou no domingo (2).
    Rose Modesto, logo após o fim da apuração (Foto: Marcos Ermínio/Arquivo)

    Rose Modesto já tinha reuniões marcadas com ex-adversários ontem mesmo, segundo anunciou o governador Reinaldo Azambuja (PSDB), durante coletiva de imprensa na tarde desta segunda-feira. “Vou buscar alianças com todos, vou mostrar para eles a importância deles apoiarem projetos mais concretos”.

    Para conquistar os indecisos, Rose aposta no “olho no olho” e vai reforçar a visita aos bairros da Capital. Ela quer conscientizar o eleitor. “Quando você não escolhe, alguém escolhe por você”.




    Fonte: campograndnews
    Por: Anahi Zurutuza e Ricardo Campos Jr.
    Link original: http://www.campograndenews.com.br/politica/marquinhos-e-rose-disputam-332-mil-votos-ainda-com-destino-incerto

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