Campo Grande (MS),

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    segunda-feira, 17 de outubro de 2016

    LÍNGUA PORTUGUESA - Professor Fernando Marques



    13. Discurso de improviso

    Improvisar implica a exteriorizar parte do saber acumulado. Significa preparar às pressas, inventar de repente, compor ou escrever sem preparação, fingir-se, arranjar repentinamente, falar ou agir, versejar ou discursar de improviso. Entretanto, há que se observar que o discurso considerado eloquente resulta de conhecimentos registrados e que, selecionados pela automação da consciência, ordenam as regras, as técnicas de retórica, a entonação relaciona às palavras de cada momento das frases proferidas, bem como às correspondentes gesticulações, consoante as experiências há muito assimiladas pelo orador.

    É a prática aliada ao conhecimento que forja o talentoso tribuno.

    Quem lê pouco, não pode aspirar perspectivas para evidenciar eloquência ao falar sem a devida preparação.

    Para desenvolver a automática capacidade de exteriorização do seu potencial, toda pessoa deverá manter o hábito de:
    • aprimorar técnicas de assimilação do ato ou efeito de conhecer; de aprender;
    • elaborar, selecionar, fixar, conservar e evocar, quando oportuno, a sabedoria cultural. 
    A fixação espontânea do conhecimento ficará mais evidente quando intervier o interesse do aprender com a emoção e a sistemática experimentação.

    Independentemente das circunstâncias, de haver ou não convite antecipado para o uso da palavra, toda e qualquer pessoa tem a imperiosa obrigação de manter-se preparada para o adequado diálogo, redação ou discurso.

    Todas as experiências e todas as oportunidades deverão ser aproveitadas.

    Do uso correto e marcante de frases inesquecíveis, depende a consagração do comunicador.

    O quê, o porquê, o como, o quando, o quanto e o onde se vinculam à acertada metodologia da maturação que promove o despertar do grandioso talento comunicante. 

    O apropriado hábito linguístico tanto pode contribuir para sucesso nos diálogos quanto para as redações ou discursos.

    13.1 Discursar corretamente, ainda que de improviso

    Mesmo rodeado de gente e sem a mínima noção de que poderá ser convidado ou convidada para discursar, você poderá atuar brilhantemente, com desembaraço, desenvoltura, tranquilidade e competência, ainda que a plateia seja composta por milhares de pessoas. 

    Isso mesmo! Ainda que tomado ou tomada de surpresa, sem nenhum preparo, diante de uma circunstância tão adversa, você poderá reunir automática e magistralmente as notáveis condições para o sucesso da sua honrosa missão.

    Para garantir o êxito desta incumbência, convém observar: 
    • não fale sem ter as devidas informações sobre o tema que irá transmitir, porque quem se atreve a falar em público sem ter o necessário conhecimento a respeito daquilo que deve ser dito, não é uma pessoa corajosa; é uma pessoa irresponsável; 
    • comece a sua preleção falando sobre um assunto de seu domínio para, na sequência, de forma direta ou indireta, vinculá-lo com sapiência ao conteúdo essencial do discurso; 
    • cumpra solene e inteligentemente as etapas da sua apresentação, passando da introdução, à preparação, ao desenvolvimento do assunto central e à conclusão;
    • aja de forma que os ouvintes entendam a sua mensagem como um bloco que reuniu, uma lógica argumentação seguida de notáveis convencimentos que encantaram do início ao fim da sua apresentação;
    • fale apenas sobre o que for relevante e pertinentes ao tema central da sua apresentação, ciente de que esse assunto de apoio despertará o interesse do seu público, podendo ser sobre cenas de filmes ou de viagens que foram marcantes, passagens de livros que tiveram significado especial, desafios enfrentados, conquistas experimentadas, atividade profissional, fatos históricos, ou informações sobre assuntos que a plateia desconhece;
    • evitando a prolixidade e a odiosa “enrolação”, entre na mensagem principal tão logo tenha criado na plateia a expectativa para as informações que resultarão o êxito do seu discurso;
    • encerre solenemente e, depois um breve silêncio, junte as mãos, diga “muito, muito obrigado” de forma que todos ouçam, inclinando-se reverentemente em direção à sua plateia, sem exibicionismo ou demonstração de atitude artificial.

    Continuação na próxima semana

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