Campo Grande (MS),

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    segunda-feira, 24 de outubro de 2016

    DE LEVE| Capital - Campanha eleitoral decepcionante



    Lamentável! Quando foi confirmado ‘aquele pacote’ com tantos candidatos a prefeito – de maioria nivelando-se por baixo – já se antevia que o embate eleitoral em Campo Grande conseguiria superar o que vimos em 2012 em matéria de mediocridade.

    Vários candidatos simplesmente sem programas administrativos e sem discurso que pudesse merecer acolhida. Críticas genéricas, velhos bordões e a notória falta de credibilidade marcaram a epopeia destes aventureiros de plantão, sem autocrítica inclusive. É possível que o fato tenha sido dos fatores que desanimaram muitos eleitores de exercer o dever do voto, ou anular o mesmo.

    Não se pode esquecer O horário eleitoral malandramente surpreendeu os eleitores com suas pegadinhas – com incontáveis inserções espalhadas ao longo da programação. Quando menos se esperava, aparecia uma ‘figurinha’ para vender seu peixe em poucos segundos. Uma loucura. Excluídos do processo pelo resultado das urnas, cada um deles tratou de se valorizar politicamente ‘emprestando’ o duvidoso apoio a um dos dois candidatos restantes.

    Veio a campanha do segundo turno e com ela a esperança de melhora e mudanças por parte dos dois postulantes. Mas o que se vê é praticamente a continuidade do que foi apregoado na primeira fase, com o debate recebendo o ingrediente ou o tempero apimentado da pessoalidade.

    Evidente que em se tratando de eleições, não vale o argumento de ‘quase ganhei’, mas para vencer, não se pode menosprezar tanto a inteligência e o bom senso do eleitor, independentemente de seu nível social ou intelectual. Hoje, um verdadeiro dilúvio de informações abastece a população através dos mais variados sistemas de comunicação. O formidável celular, por exemplo, derrubou fronteiras sociais.

    Tenho ouvido de que nesta campanha eleitoral há excessos de promessas e que falta de propostas realmente consistentes. Essa observação parte de eleitores de todos os níveis e que se identificam basicamente pelo ceticismo decorrente também pelos escândalos nacionais que acabaram diluindo a áurea dos políticos, alguns já na cadeia.

    Enfim, neste ambiente pantanoso que vive o país, sem perspectivas de melhora a curto prazo, é que iremos escolher quem irá governar Campo Grande. Quanto as duas candidaturas postas, é o que sobrou no estoque. Não adianta reclamar. De leve...




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