Campo Grande (MS),

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    terça-feira, 4 de outubro de 2016

    DE LEVE| Câmara Municipal – Será que melhora o nível?



    A cada eleição, os discursos e promessas dos candidatos à vereança se repetem, como se finalmente tivéssemos encontrado a chave da credibilidade da Câmara Municipal junto a população. Todos eles prometendo trabalho para a solução dos problemas da comunidade. 

    No pleito deste ano a renovação do quadro da vereança foi espetacular do ponto de vista numérico. Vereadores desgastados pela ação do tempo e por suspeitas de envolvimento em escândalos do ‘cafezinho’, acabaram ganhando o ‘bilhete azul’ e estão indo pra casa. 

    Mas essa propalada renovação não pode ficar como mera retórica, pois paira sobre o legislativo municipal um estigma gravíssimo pelos seus gastos, incompatíveis com suas ações e respectivos benefícios. O tal ‘portal da transparência’, é de acesso difícil para grande parte dos eleitores, quando a Câmara deveria se utilizar de mecanismos mais práticos para divulgar seus gastos. 

    Mas afinal: quanto custa hoje cada vereador da capital? Quanto pode gastar com direito a indenização? Quantos funcionários (assessores) ele pode nomear sem concurso e qual o salário de cada um? Essas questões continuam sendo um mistério que o tempo não tem conseguido desvendar. 

    À propósito, nesta última segunda feira, conversei com o candidato Salineiro (agente federal), o mais votado nestas eleições, sobre esses aspectos que pairam sobre a nossa ‘gloriosa’ Câmara. Mostrou-se leigo neste assunto, mas prometeu inteirar-se para revelar como efetivamente funciona o lado financeiro do exercício da vereança. Fiquei satisfeito com sua reação, mas lembrei-lhe que irei cobrá-lo disso após sua efetiva posse. Combinado Salineiro?

    Enfim, espera-se que esses novos vereadores, juntos com os ‘sobreviventes’, finalmente resgatem a imagem da Câmara, foco de escândalos e alvo de críticas pelo seu custo, também com os gastos com festas de homenagens duvidosas ( medalhas e títulos de cidadania) inclusive.

    Como diz o eleitor – pior do que está - não pode ficar!

    De leve...

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