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    domingo, 2 de outubro de 2016

    Confusão entre policiais, imprensa e apoiadores marca voto de Dilma

    Jornalistas foram impedidos de acompanhar votação e houve confusão. Ex-presidente disse que foi lamentável a PM 'fechar as portas'.

    Ex-presidente com as flores que ganhou de simpatizantes (Foto: Itamar Aguiar/Agência Free Lancer/Estadão Conteúdo)

    A ex-presidente Dilma Rousseff votou em Porto Alegre na tarde deste domingo (2) na Escola Santos Dumont, na Vila Assunção, Zona Sul. Na chegada dela ao local, pouco depois das 13h, houve tumulto, controlado pouco tempo depois. Acompanhe a cobertura completa em tempo real.

    Indagada sobre a confusão envolvendo jornalistas que tentavam registrar o voto da ex-presidente e policiais militares, orientados pelo juiz eleitoral Niwton Carpes da Silva a não deixarem a imprensa entrar no local, Dilma afirmou que "foi um absurdo impedir a imprensa de chegar aqui (...) Isso é muito ruim para o país, nunca houve esse tipo de coisa, nunca a Brigada (Militar) foi chamada e fecharam as portas, é lamentável", afirmou a ex-presidente ao deixar o local de votação.

    Desde cedo, apoiadores de Dilma começaram a se reunir em frente à escola. Viaturas da Brigada Militar foram até o local para reforçar a segurança. Quando a ex-presidente chegou, a multidão a cercou. Simpatizantes fizeram selfies e entregaram flores para ela. Alguns militantes gritavam: "Fora, Temer" e "Dilma guerreira". A ex-presidente disse que o gesto se repete por parte das mulheres: "Sempre me dão flores porque quando eu estava no Palácio da Alvorada proibiram as flores", disse a ex-presidente.

    Em meio à aglomeração de pessoas, um princípio de tumulto se armou. A imprensa não foi liberada para entrar na escola e acompanhar a votação. Alguns eleitores também acabaram barrados, e um empurra-empurra começou. Um vidro da janela da entrada foi quebrado.

    No momento da confusão, o ex-ministro Miguel Rossetto tentou dialogar com policiais, e reclamou da ação. "Foi um absurdo, um escândalo, empurram várias pessoas", relatou.

    PM diz que foi acionada

    O comandante do Policiamento da Capital da Brigada Militar, tenente-coronel Mario Ikeda, disse que a polícia militar não pode se aproximar a menos de 100 metros dos locais de votação, somente quando isso é solicitado pelo presidente da mesa. "Foi uma solicitação do presidente da mesa, para que não entrassem aquelas pessoas, somente quem fosse votar”, afirmou.

    O juiz eleitoral Niwton Carpes da Silva afirmou que a ex-presidente votou como uma cidadã comum, entrando inclusive na fila, e que por isso a imprensa não poderia acompanhar o momento do voto, como acontecia em anos anteriores, quando ainda era presidente da República.

    "A ordem era minha, impedindo o acesso, estava havendo um movimento político aqui, que é incompatível com o livre acesso, com a liberdade do voto e não vamos tolelar isso. Por isso que fizemos essa barragem aqui na entrada do colégio, para evitar o tumulto maior. Inclusive quebraram a porta do colégio, imagina se tivessem entrado?", argumentou o juiz eleitoral Niwton Carpes da Silva, que tomou a decisão de impedir a entrada na hora da votação de Dilma.

    Indagada sobre a justificativa do juiz eleitoral, Dilma afirmou: “Que eu sou uma cidadã comum, sou com muito orgulho, tem que ter orgulho de ser cidadão ou cidadã neste país".

    Mais cedo, Dilma andou de bicicleta, como de costume. No começo de setembro, após o impeachment, a ex-presidente passou a morar em Porto Alegre, onde vive parte da família dela.




    Do G1 RS e da RBS TV
    Por: Daniel Favero e Roberta Salinet

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