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    quarta-feira, 7 de setembro de 2016

    Presidente ouve aplausos e gritos de 'Fora, Temer' no desfile de Brasília

    Parte do público do 7 de Setembro gritou para presidente: 'Fora, Temer'. Outra parte reagiu, aplaudindo Michel Temer e gritando 'Fora, comunistas'.

    Temer no palanque, ao lado da mulher Marcela e do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (Foto: Wilson Dias/Agência Brasil)

    O presidente da República, Michel Temer, foi recebido nesta quarta-feira (7) no palanque oficial do desfile militar de 7 de Setembro, em Brasília, com gritos de "Fora, Temer" por uma parte do público e com aplausos por outra parte.

    Temer chegou ao palanque às 9h para dar início ao desfile, em comemoração aos 194 anos da independência do Brasil. O evento durou duas horas.

    Assim que o presidente chegou, parte do público de uma das arquibancadas gritou "Fora Temer" e "golpista". Outra parte reagiu, aplaudindo e gritando "Fora, comunistas" e "Nossa bandeira jamais será vermelha".

    Ao final do desfile, quando Temer desceu do palanque para se dirigir ao carro oficial, um grupo entoou o coro "Golpistas, fascistas, não passarão" (veja vídeos abaixo).

    De acordo com a assessoria de imprensa da Presidência, o público das arquibancadas situadas em frente ao palanque oficial era formado por convidados do Palácio do Planalto. Todos os servidores do palácio têm direito a convites, sem triagem prévia, somente com o fornecimento de nome e foto do convidado por razões de segurança, informou a assessoria.

    O evento do 7 de Setembro foi a primeira aparição pública de Temer depois de ter sido empossado presidente após o impeachment de Dilma Rousseff. Logo depois da posse, no último dia 31, ele viajou para a China, onde participou do encontro de cúpula do G20 (grupo das 20 maiores economias do mundo) e chegou de volta ao Brasil nesta terça-feira (6).

    Segundo avaliação da Polícia Militar do Distrito Federal, às 11h, quando terminou, o desfile reunia 25 mil pessoas na Esplanada dos Ministérios, além de cerca de 800 manifestantes.

    Um dos que se manifestaram contra Temer na arquibancada do desfile em Brasília, Lucas Bertho, 20 anos, aluno de Gestão de Políticas Públicas na Universidade de São Paulo (USP), disse que compareceu ao evento com um grupo de cerca de 80 colegas.

    "Não sou petista, não estou defendendo a Dilma (...). Mas quando uma pessoa vota na Dilma, vota em um projeto de poder. Agora, muda a direção. A gestão do PT foi ineficiente. Defendo eleições gerais o mais rápido possível", declarou (veja no vídeo acima).

    Sem usar a faixa presidencial, Temer se postou no palanque ao lado da mulher Marcela – o casal não levou o filho Michelzinho – e do presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), para ouvir o Hino Nacional. Também estavam no palanque o presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, e ministros do governo.

    O presidente abriu mão da tradição de usar o Rolls Royce da Presidência da República. Com uma capota conversível, o automóvel geralmente é utilizado nas posses presidenciais e também em datas comemorativas. Ele se deslocou até o palanque em um carro fechado. O Palácio do Planalto não explicou o que motivou a decisão de Temer.

    Às 9h15, o comandante militar do Planalto, a bordo de um veículo blindado voltado para a tenda de autoridades, pediu ao presidente autorização para iniciar o desfile

    O evento aconteceu exatamente uma semana após Michel Temer ter tomado posse como presidente depois de o Senado aprovar o impeachment de Dilma Rousseff.

    A um custo de R$ 1,1 milhão, o desfile reúne 1,2 mil civis, incluindo estudantes da rede pública, e 3,3 mil militares. No total, serão mais de 20 entidades e órgãos envolvidos.

    O evento foi oficialmente encerrado às 11h01, depois de iniciada a exibição da Esquadrilha da Fumaça, cujos aviões escreveram no ar a frase "Orgulho de ser brasileiro". Durante o desfile, um dos grupos mais aplaudidos foi o da Polícia Federal.

    O acesso às arquibancadas foi controlado, sem permissão para que os participantes levassem objetos de vidro ou cortantes. Fogos de artifício, hastes para bandeiras e máscaras também foram vetados. Uma barreira foi instalada no meio do gramado da Esplanada dos Ministérios, dividindo o espaço em dois.




    Do G1, em Brasília
    Por: Renan Ramalho e Alexandro Martello

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