Campo Grande (MS),

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    quarta-feira, 7 de setembro de 2016

    Presidente ouve aplausos e gritos de 'Fora, Temer' no desfile de Brasília

    Parte do público do 7 de Setembro gritou 'Fora, Temer' para presidente. Outra parte reagiu, aplaudindo Michel Temer e gritando 'Fora, comunistas'.

    O presidente Michel Temer ao chegar à área do desfile de 7 de Setembro (Foto: Alexandro Martello/G1)

    O presidente da República, Michel Temer, chegou às 9h desta quarta-feira ao palanque oficial para dar início ao desfile militar de 7 de Setembro em Brasília.

    Assim que ele chegou, parte do público de uma das arquibancadas gritou "Fora Temer" e "golpista"(veja vídeo abaixo). Outra parte reagiu, aplaudindo o presidente e gritando "Fora, comunistas" e "Nossa bandeira jamais será vermelha".

    Sem usar a faixa presidencial, Temer se postou no palanque ao lado da mulher Marcela e do presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) para ouvir o Hino Nacional. Também estavam no palanque o presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, e ministros do governo.

    O presidente abriu mão da tradição de usar o Rolls Royce da Presidência da República. Com uma capota conversível, o automóvel geralmente é utilizado nas posses presidenciais e também em datas comemorativas. Ele se deslocou até o palanque em um carro fechado. O Palácio do Planalto não explicou o que motivou a decisão de Temer.

    O evento acontece exatamente uma semana após Michel Temer ter tomado posse como presidente depois de o Senado aprovar o impeachment de Dilma Rousseff.

    A um custo de R$ 1,1 milhão, o desfile reúne 1,2 mil civis, incluindo estudantes da rede pública, e 3,3 mil militares. No total, serão mais de 20 entidades e órgãos envolvidos.

    O público esperado é de cerca de 30 mil pessoas. O acesso às arquibancadas será controlado. Não será permitido levar objetos de vidro ou cortantes. Fogos de artifício, hastes para bandeiras e máscaras também estão vetados.

    Uma barreira foi instalada no meio do gramado da Esplanada dos Ministérios, dividindo o espaço em dois.

    Oficialmente, nenhum grupo informou à Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal sobre a realização de protestos, mas manifestações têm sido convocadas por meio das redes sociais.




    Do G1, em Brasília
    Por: Renan Ramalho e Alexandro Martello

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