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    segunda-feira, 19 de setembro de 2016

    Na ONU, Temer diz que Brasil estuda lei para facilitar inclusão de refugiados

    Presidente discursou em reunião de líderes sobre migração e refugiados. Ele defendeu desenvolvimento 'para todos' para evitar grandes migrações. 

    Presidente Michel Temer fez discurso em reunião da ONU sobre refugiados e migração (Foto: Beto Barata/PR)

    O presidente Michel Temer fez um discurso nesta segunda-feira (19), na reunião da ONU sobre refugiados e migrantes, no qual disse que o Brasil analisa lei para facilitar a migração e não criminalizar pessoas de outros países que busquem refúgio no território nacional. O encontro das Nações Unidas sobre a crise dos refugiados ocorreu em Nova York, onde líderes de países de todo mundo se reúnem para a Assembleia Geral da ONU, que será aberta nesta terça-feira (20).

    Em sua fala, Temer citou que o Brasil recebeu, nos últimos anos, mais de 95 mil refugiados, de 79 diferentes nacionalidades. Ele ressaltou a política do país de receber cidadãos de outras nações latino-americanas, e citou o exemplo do Haiti, que passa por uma grave crise desde que foi atingido por um terremoto em 2010.

    "Em nosso parlamento, encontra-se em estágio avançado de tramitação uma nova lei de migrações. O nosso objetivo é garantir direitos, facilitar a inclusão e não criminalizar a migração. Nossa lei disporá sobre o visto humanitário – instrumento já utilizado em favor de quase 85 mil cidadãos haitianos, após o terremoto de 2010, e de 2.300 pessoas afetadas pelo conflito na Síria. Estamos modernizando nossas práticas migratórias. No centro de nossas políticas, está o reconhecimento inescapável da dignidade de todos os migrantes", afirmou Temer. 

    O presidente defendeu soluções políticas negociadas e um desenvolvimento econômico "que seja para todos" para evitar grandes movimentos migratórios no mundo. Segundo ele, os fluxos de refugiados são causados por guerras, de repressão, do extremismo violento.

    "Não podemos fechar os olhos para as causas profundas desses fenômenos. Somente a solução negociada de crises políticas e um desenvolvimento que seja para todos prevenirão o deslocamento forçado de grandes contingentes de pessoas", disse Temer.




    Do G1, em Brasília

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