Campo Grande (MS),

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    quarta-feira, 14 de setembro de 2016

    De olho na segurança, TRE registra dados de eleitores e candidatos para urnas

    Cerca de 5800 "flashcards" terão informações de eleitores e candidatos para as eleições. (Foto: Fernando Antunes)

    Funcionários do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) passam esta quarta (14) e quinta-feira (15) fazendo as transmissões de dados oficiais de eleitores e candidatos para cartões que estarão em cerca de 5.800 urnas eleitorais espalhadas pelos 79 municípios do Estado durante as eleições de outubro.

    Os trabalhos tiveram início na manhã de hoje, no Fórum Eleitoral de Campo Grande, com a participação do juiz membro do TRE, Dr. Emerson Cafure, que oficializou o sistema utilizado na transmissão de dados para os chamados “flashcards”, que contém informações como o sistema de votação, nome, número e foto dos candidatos, além dos dados dos eleitores de cada seção.
    Diogo Arante, técnico judiciário do TRE, trabalha na transmissão de dados para os cartões. (Foto: Fernando Antunes)

    Este é um importante primeiro passo para a realização das eleições no dia dois de outubro. Para o evento foram convocados, através de edital, representantes do Ministério Público, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/MS), fiscais de partidos políticos e coligações. Entretanto, ninguém compareceu.

    Segundo a secretária de tecnologia da informação do TRE-MS, Luciana Alencar, essa situação é comum. “Em todas as eleições os representantes da OAB e de partidos são convidados por meio de edital, mas não comparecem”.

    Segurança 

    Um dos motivos que podem gerar esse desinteresse é a confiança na segurança na transmissão de dados para as urnas eletrônicas. “Todo ano o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) trabalha em atualizações de criptografia das informações”, diz Luciana.

    Para Valdemir Souza, técnico do judiciário do TRE que trabalha na transmissão de dados, é improvável que exista algum tipo de fraude durante os procedimentos. “Todos os funcionários que estão trabalhando aqui são concursados, o que garante a qualidade e a confiança no que é feito”.

    O também técnico judiciário Diogo Arantes, ao ser questionado sobre a possibilidade de fraude nas urnas, diz não conseguir pensar numa forma de burlar o sistema ou fraudar os “flashcards”. “Qualquer modificação que é feita nas urnas é registrada nos cartões. O simples fato de alguém desligar a urna fica marcado o horário. São diversas camadas de criptografia, que qualquer tentativa de quebrá-los seria logo descoberto”, finaliza.

    Caso no RS 

    A Polícia Federal prendeu duas pessoas em Brasília e uma em Xangri-lá (RS), nesta terça-feira (13), em uma operação contra uma quadrilha de criminosos que prometia fraudar urnas eletrônicas nas eleições municipais de 2016. No entanto, como não houve indícios de que os criminosos realmente poderiam fraudar as urnas, a investigação concluiu que as promessas de votos se tratavam de estelionato.



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