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    segunda-feira, 26 de setembro de 2016

    DE LEVE| Eleitor desinformado: praga mundial



    “Política é uma chatice. Política é assunto para quem não tem algo sério a tratar. Converso de tudo: menos de política. Passo longe dos políticos porque gosto de trabalhar. Futebol é mais interessante que política”. Frases como essas retratam bem o pensamento de parte da população quanto à importância da política na vida do País, estado e cidade onde vive. Retratam mais: a total ignorância do papel imprescindível do conhecimento, da informação e do exercício da política na manutenção de qualquer democracia.

    Aqui no Brasil os institutos de pesquisas têm mostrado que parcela considerável da população faz questão de se manter distante e desinformada quanto ao papel e atuação dos seus mandatários públicos. É como se os reflexos desta atividade pública representativa não influenciassem diretamente no seu dia a dia e na sua família. É a negação do obvio.

    E você imagina que essa realidade seja exclusividade brasileira? Ledo engano. No poderoso Estado Unidos da América nem tudo é beleza e perfeito como mostram os roteiros e cenários das produções cinematográficas de Hollywood. Os paradoxos: embora tenham, além de uma formidável Constituição, processos e instrumentos para melhor engajamento no jogo político, não são capazes de fazer a lição de casa. Preferem o chamado besteirol, a superficialidade, os sucessos da TV. – o mundo artístico, os esportes e seus ídolos. 

    À exemplo destes brasileiros, os americanos misturam falta de civismo e vontade de conhecer melhor os personagens do cenário político-administrativo, bem como o funcionamento dos poderes. Se aqui o cidadão acaba indo votar para evitar aborrecimentos, porque o voto é obrigatório, os americanos preferem dar uma mãozinha ao colesterol, esparramados no sofá, tomando refrigerantes, comendo sanduíches ou pipoca e assistindo televisão. 

    Cidadãos casados, eles acabam passando aos filhos essa postura absurda, como se estivessem imunes as desgraças da má condução dos governantes. Exemplos? Uma guerra externa implica na convocação de seus filhos para a luta; uma crise econômica, como essa atual, implica em dificuldades financeiras e talvez a perda do emprego, da própria casa ou aposentadoria. 

    Respeitar a sabedoria do povo faz parte da democracia. Mas às vezes essa “sabedoria” irrita porque provoca estragos irreparáveis. Eleitor desinformado é estúpido. Não gosta nem de geografia, história ou sociologia. Acha que o que sabe é o bastante e ponto final. Se tivesse mais conhecimento sobre questões políticas e sociais, é certo que seria o grande beneficiado. Mas permanecendo desinformado, continuará presa fácil da manipulação dos políticos demagogos. Azar dele! Pior para o país! De leve...

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