Campo Grande (MS),

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    quinta-feira, 15 de setembro de 2016

    Correios apresenta nova proposta e trabalhadores aprovam Acordo Coletivo

    Reajuste salarial será de 9%. Benefícios (como Vale-Alimentação e Auxílio-Creche) serão reajustados em 8,74%. Abonos serão incorporados ao salário-base. Greve foi descartada.

    Divulgação 

    A assembleia geral dos trabalhadores dos Correios de Mato Grosso do Sul que aconteceu nesta quarta, 15/09, em Campo Grande, aprovou por ampla maioria a proposta do novo Acordo Coletivo de Trabalho após a empresa apresentar nova proposta. Os salários receberão um aumento de 9%. Os benefícios (como Vale-Alimentação e Auxílio-Creche) serão reajustados em 8,74% e os abonos serão incorporados ao salário-base. Com essa proposta a greve foi descartada pela categoria em nível nacional. O novo Acordo Coletivo tem vigência até agosto de 2017.

    Para a presidente do Sintect-MS, Elaine Oliveira, a proposta de acordo, se não traz ganho expressivo também não embute perda no salário ou nos benefícios. “Levando-se em conta a conjuntura econômica e política que passamos não podemos considerar este um mau acordo uma vez que não tem redução de direitos e reajusta o poder aquisitivo dos salários e benefícios. Quem fizer o cálculo na ponta do lápis do impacto na remuneração constata isso.”

    Na avaliação do sindicato, o novo presidente da ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos), nomeado por Temer, começou “falando grosso”, mas no decorrer do processo, vendo o crescimento da participação nas assembleias em todos os estados, e a certeza de uma greve, resolveu “afinar o discurso”. “Isso mostra que esse governo é fraco e é possível derrotá-lo na mobilização.” 

    Embora a greve tenha sido descartada neste momento, foi deliberada a manutenção do estado de greve, podendo a categoria paralisar a qualquer momento caso não seja cumprido o acordo coletivo ou ocorra ataque aos direitos e benefícios. Foi aprovada também uma moção de repúdio contra perseguição dentro dos Correios por motivos políticos ou sindicais.

    Para Elaine Regina a categoria tem que continuar alerta e mobilizada. ”No começo do ano teremos a negociação na mesa paritária sobre o Plano de Saúde e precisamos garantir que não tenha retrocesso em nosso plano de assistência.”



    Fonte: ASSECOM

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