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    terça-feira, 6 de setembro de 2016

    ARTIGO| Por uma primavera brasileira

    Senador Paulo Paim - PT/RS - Foto: Lutiana Mott

    As manifestações que aconteceram nas principais capitais nos últimos dias, tendo à frente os movimentos sociais e populares, pedindo a saída de Michel Temer atestam que a crise está longe de terminar. Talvez tenhamos aí o início de uma primavera brasileira por democracia, eleições diretas para presidente e contra as reformas previdenciária e trabalhista que o governo pretende aplicar. 

    Se a voz das ruas e das mídias sociais ampliar a mobilização, fazendo o bom combate de ideias, levando até a opinião pública a verdadeira síntese do que foi a saída de Dilma Rousseff, poderemos assistir a um levante não só de resistência, mas de transformações sociais, políticas e econômicas.

    A democracia foi golpeada no seu cerne com o único objetivo de sufocar os sonhos e as esperanças de mais de 54 milhões de cidadãos que, livremente e democraticamente, há 13 anos vinham mantendo pelas urnas um projeto para o país.

    O que surpreende é que esta maioria eventual no Senado, oportunista e irresponsável, cassou o mandato da presidenta e, num segundo momento, já dividida e constrangida, manteve seus direitos políticos. Ou seja, contraditoriamente, Dilma foi cassada e absolvida. Isso prova que estávamos certos.

    As reformas que o governo Temer está apregoando constam no documento “Uma ponte para o futuro”, amplamente divulgado no ano passado. Elas vão atingir a vida de milhões de trabalhadores, do campo e da cidade, donas de casa, estudantes, pequenos empreendedores, servidores públicos e aposentados e pensionistas. Não é com a retirada de conquistas da nossa gente que o país vai encontrar o rumo do crescimento e do desenvolvimento.

    O Brasil necessita reavivar o movimento iniciado por mim e pelos senadores João Capiberibe, Walter Pinheiro, Randolfe Rodrigues, Lídice da Mata e Roberto Requião, em abril deste ano, que pedia a antecipação das eleições presidenciais (PEC 20/2016). Posteriormente, é fundamental a realização de uma assembleia revisional com o objetivo de reformar o sistema político, eleitoral e partidário (PEC 15/2016).

    A enorme crise que está posta só será solucionada com o povo nas ruas, ordeiramente, sem aceitar provocações, transformando o nosso país, de Sul a Norte, numa bela e democrática primavera brasileira. Portanto, não há alternativa para evitar a sangria e a fragmentação do país: Diretas já!! Eleições já!! Como disse Ulysses Guimarães: “É preciso estar com a rua, e não somente na rua”.


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