Campo Grande (MS),

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    sexta-feira, 30 de setembro de 2016

    AMPLA VISÃO| Candidatos "esquecem" do IPTU 2017



    NITROGLICERINA Em tese, as campanhas eleitorais não deveriam se transformar em inquisição; mas quando as questões discutidas envolvem dignidade de candidatos, acendem as fogueiras. É assim aqui, nas cidades do interior, na Europa ou nos ‘States’. 

    ‘SEM GRAÇA’ A campanha lembrou a chuva de verão. Rápida. Nem música para marcar o candidato! Longe de exigir uma canção do porte de ‘Homem de Miranda’ do Renato Teixeira , mas uma polca ou chamamé teria caído bem. No 2º turno? Talvez. 

    DEBATE Apesar da expectativa, no debate na TV. Morena os candidatos repetiram os discursos do horário eleitoral e das suas entrevistas. De novo mesmo só o fogo cruzado contra Marcos Trad por conta de sua nomeação para cargo na Assembleia Legislativa. 

    FRUSTRAÇÃO É o sentimento dominante na maioria dos telespectadores devido ao contexto político. Difícil saber até onde o debate influenciará. O curioso no debate: não se falou sobre o reajuste do IPTU 2017. ‘Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come’. 

    ENFIM... O eleitor de Campo Grande está resignado com esse estoque de candidatos. As comparações com postulantes de pleitos anteriores são cruéis. Pelo menos fica a certeza: o próximo prefeito ficará só 4 anos. E será que a sociedade aprenderá a lição? 

    PROJEÇÕES Indicariam eleições no 2º turno com maiores chances para Marcos Trad e Rose Modesto. Escaldado pelo pleito de 2012, o cenário recomenda cautela, inclusive quanto as chances dos postulantes. Primeiro, veremos o que o 1º turno nos revelará. 

    MARRUÁ Aos 78 anos de idade o ex-deputado estadual Akira Otsubo é candidato a vice prefeito de Bataguassu; dirige uma emissora de rádio e uma mercearia na cidade – o que lhe obriga a viajar semanalmente à Jales ou Presidente Prudente (SP) na boleia de um caminhão para fazer compras. Mais: ainda ajuda os empregados no cultivo da horta.

    RAÇA No passado, sem mandato , Akira atuava como frentista no seu posto de combustíveis na capital, ali na Avenida Mato Grosso. Os filhos dizem ser impossível freá-lo tamanha sua invejável disposição; isso após superar um câncer recente. É mole?

    DE CAMAROTE Prefeito de Naviraí entre 1989/92, o deputado estadual Onevan de Matos não apoia nenhum dos candidatos à prefeito da cidade . E justifica: “ jamais tive apoio político dos prefeitos da minha cidade. Só apoiarei os postulantes à vereança.” 

    COXIM: Leite Schimdt, Moacir Khol e Jr. Mochi são as referências . Para o deputado estadual Jr. Mochi, o prefeito Aluízio São José, pela formação e postura, comandará em breve essa a liderança através de uma cadeira na Assembleia Legislativa. É esperar. 

    ‘IMAGEM’ Não se pode reclamar da aparência dos candidatos em suas propagandas. A tecnologia usada nas fotos varre as rugas, esconde as cicatrizes, embranquece os dentes e suaviza as expressões. Detalhes que talvez influenciem na luta pelo voto. 

    REFLEXÃO Às vezes o eleitor nem se manifesta, mas percebe-se um sentimento crítico quanto ao número de candidatos à prefeito da capital e o despreparo da maioria deles para o exercício do cargo. O entusiasmo natural de antes deu lugar ao ceticismo.

    PROPOSTAS São genéricas, sem amparo em aspectos técnicos que possam passar credibilidade e segurança ao eleitor. Isso tem ficado evidente nas entrevistas e debates. É a teoria também pertinente aqui: não se pode confundir quantidade com qualidade.

    ADMINISTRAR uma cidade exige mais que boas intenções. É preciso ter equipe e plano de governo. Um exemplo é o prefeito da capital Alcides Bernal; não preencheu todos os cargos de comando. Ora! O improviso é inadmissível na administração pública.

    QUESTÕES Os candidatos sabem da real situação financeira de suas cidades? Quanto se gasta com o funcionalismo e qual percentual já comprometido? A maquina pública é diferente da iniciativa particular; é atrelada as normas e carimbos da velha burocracia.

    A PROPÓSITO Não houve esse tipo de abordagem em todos os debates de candidatos a prefeito mostrados na mídia. Até parece um assunto desinteressante do ponto de vista eleitoral, ou quem sabe proibido - por ser complexo e exigir intimidade com a matéria. 

    PARÂMETROS Será que o eleitor pensa na sua cidade como um todo? Afinal, é nela que vive e sonha. Não deve se postar como um mero morador alienado ou transitório. Afinal, somos a cara da nossa cidade, nosso bairro, nossa rua e nossa casa inclusive. 

    O OLHAR do eleitor tem o caráter meramente paroquial. As questões nacionais são irrelevantes, mas podem servir de referência positiva como a ‘Lava Jato’ no combate a corrupção. Mas no fundo mesmo, o eleitor está visando o seu bem estar. E nada mais. 

    EXCEÇÕES Ficariam por conta dos candidatos do PT ou abençoados pelo por ele. Segundo o IBOPE, de 26 capitais pesquisadas, apenas em Rio Branco (AC) o PT estaria liderando. Redutos petistas tradicionais pagando o preço pelos escândalos na mídia. 

    AS NOTÍCIAS mostraram. O ex-presidente Lula percorreu o Norte e Nordeste para prestigiar seus candidatos e o cenário não melhorou. A ex-presidente Dilma declarou apoio público para alguns candidatos e eles pioraram nas pesquisas. E agora? 

    O BOLSO pode estar pesando na decisão do eleitor. Se a situação não é como antes, as perspectivas para 2017 não são muito animadoras. Quem está desempregado ou devendo, não está feliz. E aí pode demonstrar isso nas urnas, ou até se abster de votar. 

    LEMBRETE aos prefeitos que entregarão o cargo em breve. A responsabilidade por eventuais irregularidades não cessa com o fim do mandato. O Tribunal de Contas do Estado e o Tribunal de Contas da União não toleram a política da ‘terra arrasada’.

    “Mamãe, eu quero, mamãe eu quero mamar. Mamãe, eu quero mamar...”. (Carmem Miranda)

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