Campo Grande (MS),

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    quinta-feira, 18 de agosto de 2016

    VELHO CHICO| Carlos Eduardo aplica golpe em Afrânio e se torna o novo Saruê

    Afrânio se sente totalmente traído por Carlos - Foto: reprodução internet

    Carlos Eduardo (Marcelo Serrado) deixa Afrânio (Antonio Fagundes) desnorteado ao enfrentá-lo pela primeira vez em “Velho Chico”. O sogro o vê sentado em sua cadeira e quer saber o que ele pensa que está fazendo. "Estava trabalhando na minha carta de renuncia", diz fazendo menção ao documento sobre a mesa. Afrânio o toma nas mãos: "Ainda tá em tempo de você se candidatar a governador...", afirma o saurê.

    O deputado faz cara de poucos amigos: "Governador! Francamente, Afrânio, não seja tolo. Pra que me candidatar governador quando acabo de ser eleito o novo coronel Saruê?"

    Afrânio estuda Carlos dentro dos olhos. O ex-deputado , pela primeira vez lhe sustenta um olhar duro e firme. "É a primeira vez que você me encara de frente, sem fraquejá...", constata o coronel. "É a primeira vez que posso me dar a esse prazer, Afrânio", rebate Carlos.

    Afrânio pede que ele o chame de coronel Saruê. "Você não é coronel, nem sei se um dia chegou a ser um... você se fez em cima de um nome muito maior que você e se acomodou embaixo dessa farsa que você se tornou... Afrânio!", afronta o deputado. Afrânio crava o olhar e cresce na direção de Carlos, que resiste, firme. "Não queira andar por esse caminho, que você não é macho pra isso!", afirma o coronel.

    Carlos recua uns passos até cravar os pés no chão, valente. "Foi o caminho que você escolheu. E, como você disse lá atrás: não tem volta!", revida. "Não sei o que você quer, mas lhe dou uma certeza: você num vai conseguir nada nesse rumo e, se conseguir, não vai poder desfrutar!", ameaça o saruê. "Levei trinta anos pra chegar até aqui. Levo outros trinta pra voltar a lugar nenhum... eu prefiro seguir adiante!", diz, Carlos, sem medo

    Afrânio diz que está dando aviso que é melhor o genro parar enquanto é tempo. Carlos responde que não é homem para parar pela metade, muito menos de se arrepender. "Entrei nesse jogo sabendo dos riscos, e vou até o fim!", garante.

    Os dois homens se encaram e se medem, mudos. Até que Afrânio dispara: "Entendo cada dia um pouco menos esse seu desespero... Teus olhos, teu rosto, teu suor..." Carlos rapidamente se recompõe. "Pois se é isso que você vê, está enganado. Eu nunca estive tão calmo em toda minha vida!", afirma o genro. "O que houve pra você voltar assim... tão diferente... valente... tão macho", indaga o coronel. "Por que ter medo de você? Um velho, vaidoso!", dispara o político, deixando o sogro irado.

    Tanto que ele abre uma gaveta e saca uma pistola, Carlos engole seco. Ele o manda repetir o que disse. "Sua família tem razão, você nunca soube olhar para ninguém a não ser você mesmo! É um cego, um ególatra, que nunca deu atenção ao mundo que orbitava ao seu redor", afronta. "Conheço seu tipo, Carlos Eduardo. Você num passa da pior espécie de frôxo... de covarde", rebate Afrânio, que engatilha a arma na direção de Carlos. Para sua surpresa, o o político se aproxima e sobe o cano até sua testa. Fala quase num deboche. "Atire, coroné... atire e vai descobrir que, diferente de você, eu sempre soube com quem estava lidando".

    Afrânio não atira e quer saber se o genro colocou um dedo em suas coisas."Eu não coloquei um dedo em nada... ainda!", diz. "E num vai botá é nunca! Você vai sumí nesse mundo, que é pra nunca mais voltá!", garante Afrânio. "Encarnação tem razão: você não passa de um covarde!", alfineta Carlos.

    O coronel o manda calar a boca e ir embora. Carlos diz que ele não vai mtá-lo e dispara que se ele cair carrega o sogro e tudo que eles construiram juntos. "Não tenho medo de ameaça! Mais você tem... dá pra sentí. Vô te fazê uma caridade, acabá com seu medo de uma veiz!", avisa Afrânio.

    Carlos, então, aponta a pasta sobre a mesa, dizendo que é sua garantia. "Você me inventou, coronel, pode me matar, mas não vai se ver livre de mim! Eu sou sua cria, Saruê, o filho que você escolheu! E, no dia que eu meu for, o mundo vai conhecer o homem que você é!", avisa o deputado.

    Afrânio segura seu ódio e vacila. Olha a pasta."É inútil lutar contra nossa natureza, Afrânio. Você não é um assassino, assim como nunca foi um coronel. Por isso inventou essa alegoria e passou a vida fantasiado de Saruê"< continua os insultos ao sogro.

    Curioso, Afrânio quer saber o que tem na pasta. "Tereza, Miguel, minha carreira... promessas que, no fundo, eu sabia que nunca iriam se realizar!", conta. "Eu lhe dei tudo que prometi!", afirma Saruê. "Uma mulher adúltera, um bastardo e uma família doente em troca de todos meus sonhos? Em troca de trinta anos da minha vida? Não me parece um bom negócio...", desdenha Carlos.

    Afrânio pergunta o que o genro quer. Ele diz que quer tudo. "Eu vi malas de dinheiro, doleiros, contratos, contas no exterior e nunca, absolutamente nunca, abri o bico ou toquei no que era seu. Pelo contrário, me enfiei nessa imundice para limpar o nome dos de Sá Ribeiro, e limpei! Apaguei todos seus rastros...", lembra. O sogro afirma que sempre o recompensou por isso. "Com dinheiro, eu quero o resto! Dinheiro é só papel, Afrânio, eu quero poder... o seu! O de nossa família!", diz, direto.

    Carlos abre a pasta. Afrânio perde a voz. "Nunca confiei na memória. Por isso anotei tudo: datas, valores, contas, nomes e cada movimentação...", conta o político. "Eu te mato! Eu juro que te mato!", grita Afrânio. "No dia que eu morrer, caso eu morra, coronel, isso tudo virá a publico!", garante.

    Afrânio solta Carlos e revira a pasta, suando frio. "Minha intenção nunca foi trazer isso a luz, mas eu precisava de uma... garantia! No caso do senhor faltar com sua palavra", diz, irônico. E continua: "Não estou pedindo muito, só quero usufruir do poder que eu ajudei a construir!".

    O coronel apanha os documentos e os rasga, num ato impensado. "Pode tocar fim em tudo, coronel, são cópias. O único documento original é esta carta...", diz o deputado, puxando uma carta de dentro da mala. "Minha renúncia ao cargo de deputado federal. Até porque, com a sua aposentadoria, estarei ocupado cuidando dos negócios da família!", afirma o deputado.



    Fonte: Extra
    Por: Carla Bittencourt

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